O livro nasceu de uma inquietação dos autores, que são professores da disciplina de Metodologia da Pesquisa em diferentes programas de pós-graduação, quanto a racionalizar o processo de pesquisa,
A Associação Chapecoense de Futebol completa 50 anos. Veio ao mundo no dia 10 de maio de 1973. Este livro é, principalmente, uma singela homenagem do autor para o cinquentenário da Chape. Cinquenta anos n&atil
Conhecido pela defesa do imaterialismo, o filósofo irlandês George Berkeley (1685-1753) fez importantes contribuições para várias áreas fundamentais da filosofia (metafísica, filosofia da c
Luiz César de Sá se interroga neste livro sobre as técnicas letradas na base do funcionamento de querelas da França dos séculos XVI e XVII. Os métodos empregados na análise de escritos
Os estudos aqui reunidos demonstram as tantas possibilidades analíticas que se abrem quando observados os casos de escândalo nas artes e nas letras brasileiras. Por diferentes caminhos, as situações estudad
Os estudos aqui reunidos demonstram as tantas possibilidades analíticas que se abrem quando observados os casos de escândalo nas artes e nas letras brasileiras. Por diferentes caminhos, as situações estudadas f
Por mais familiares que os termos estampados no titulo deste ensaio possam parecer, atestam a grande distância que nos separa de um passado em que a conveniência necessária entre as palavras e as coisas estava exposta
A produção literária, cultural e artística entre 1890-1920 reunida sob o termo “Belle Époque” é representada na historiografia com um pálido traço que sugere transi&cced
Ano da edição: 2022 Organizadores: Aline Mânica; Andréa de Almeida Leite Marocco; Vanessa da Silva Corralo ISBN: 978-65-88029-91-6 Páginas: 244 A obra é composta por trabalhos que obtiveram destaque na modalidade de comunicação oral, sendo contemplados com o Prêmio Produção Acadêmica e distribuídos entre os eixos temáticos de Pesquisa Ensino Médio, Pesquisa Graduação, Pesquisa Pós-Graduação, Ensino e Extensão. O tema “Educação, Protagonismo e Empoderamento” perfez momentos de amplos debates sob a condição humana e sobre a necessidade de superação dos desafios por meio do protagonismo.
Ano da edição: 2021 Autores: Júlio César Zilli , Valdir Scarduelli Neto, Fernando Locks Machado, Janini Cunha de Borba ISBN: 978-65-88029-21-3 Páginas: 114 O e-book “Do Sul Catarinense (AMREC) para o Mundo: Exportação de Práticas e Soluções Inovadoras” preenche uma lacuna importante ao propor suprir as carências de conhecimento do participante do universo internacional ao mesmo tempo em que facilita o acesso às estratégias de gestão e competitividade. A louvável iniciativa de reunir em um e-book os resultados da pesquisa realizada em quarenta e sete empresas exportadoras da região carbonífera do estado de Santa Catarina pelo Grupo de Pesquisa Gestão e Estratégia em Negócios Internacionais - GENINT da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), permite apresentar não somente proposições teóricas e aplicadas sobre as estratégicas de gestão e competitividade em negócios internacionais, mas também o conhecimento de quem precisa renovar constantemente a forma de inserção em um mundo competitivo.
Ano da edição: 2018 Autores: Ricardo Rezer; Luci Teresinha Marchiori dos Santos Bernardi; Tania Mara Zancanaro Pieczkowski; Leonel Piovezana; Ireno Antônio Berticelli; Nadir Castilho Delizoicov; Odilon Luiz Poli; Edivaldo José Bortoleto; Ivo Dickmann; Bruna Larissa Cecco; Daniela Dal-Cin ISBN: 978-85-7897-299-8 Páginas: 182 O livro ora apresentado, fruto de uma pesquisa financiada com recursos da Fapesc e da Unochapecó, é resultado de vários anos de investigação de professor@s do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Unochapecó, que vêm se debruçando sobre questões da formação continuada, no caso em tela, de professor@s da educação básica. O objetivo principal foi identificar e compreender os desafios políticos e epistemológicos que emergem no processo de formação continuada de professor@s da educação básica, tomando como referência ações/propostas realizadas no município de Chapecó (oeste do estado de Santa Catarina) ao longo dos últimos vinte anos. Tal movimento nos permitiu conhecer melhor nosso próprio contexto, bem como reconhecer de maneira mais clara, ponderada e sistematizada a complexidade de desafios de ordem política e epistemológica da formação continuada; sem dúvidas, um elemento a ser potencializado de forma crítica e orgânica no cotidiano da atuação docente na educação básica.
Ano da edição: 2023 Organizadores: Cristiani Fontanela, Tuana Paula Lavall e Andréa de Almeida Leite Marocco. ISBN: 978-85-7897-332-2 Páginas: 233 Vinte e cinco anos se passaram desde que tudo começou. Quando a Fapesc nasceu, os anos 2000 não passavam de um futuro incerto que gerava medo pela simbologia que envolvia a virada do milênio. O ecossistema de tecnologia do Estado dava os primeiros passos, os editais de fomento de órgãos específicos para este fim não existiam e inovação era uma palavra comum apenas aos ramos acadêmicos. Foi um longo e sinuoso caminho para chegar aonde estamos. Fazemos um resgate de toda contribuição que o ecossistema recebeu de outros setores, como o Sistema Acafe, Sebrae, Fundação Certi, Facisc, Fiesc e organizações empresariais. E de como o ecossistema também fez o caminho inverso, gerando impacto direto na vida e no cotidiano das universidades, institutos e órgãos públicos e da indústria catarinense. A obra ainda mostra como o ecossistema conseguiu fazer conexões nacionais e internacionais, como fomos evoluindo com o passar dos anos, como isso levou ao Pacto pela Inovação, aos ativos de Propriedade Intelectual e à consolidação de Santa Catarina como referência em CTI.
Ano da edição: 2015 Organizadores: Maria Lucia Marocco Maraschin e Cézar da Silva Camargo ISBN: 978-85-7897-152-6 Páginas: 209 Através de artigos que tipificam a universidade comunitária, explicitando seus vínculos e compromissos sociais: uma universidade originária da comunidade e fiel aos seus propósitos, isto é, atenta as suas demandas, está obra relata experiências e propõe reflexões, oriundas dos atividades extensionistas da Universidade Comunitária da Região e Chapecó (Unochapecó) e que materializam assim tanto possibilidades de interlocução da Universidades com a comunidade loco-regional, como possibilidades de articulação entre a extensão, o ensino e a pesquisa.
Ano da edição: 2020 Organizadores: Sady Mazzioni; Cristian Baú Dal Magro ISBN: 978-65-88029-20-6 Páginas: 237 A adoção de práticas sociais e ambientais melhoram a qualidade de vida das pessoas e viabilizam o desenvolvimento sustentável. As estratégias sustentáveis de longo prazo incluem cuidados com os efeitos provocados pelas atividades empresariais, preocupando-se com os aspectos ambientais, sociais e econômicos. O objetivo desta obra é disseminar as Melhores Práticas de Sustentabilidade das empresas e demais entidades associadas da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), participantes da 1ª edição do Prêmio ACIC/Unochapecó de Sustentabilidade. Os oito casos relatados incluem práticas de destinação ambiental adequada de resíduos; obras de engenharia no modelo sustentável; incentivo de hábitos mais sustentáveis na comunidade; doações de sistemas fotovoltaicos às entidades beneficentes; facilitação do trabalho dos catadores de resíduos; práticas de convivência educativa que oportuniza a inclusão social de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade; e desenvolvimento do agronegócio regional com estímulo aos pequenos agricultores. As empresas e entidades promotoras das ações relatadas na obra foram premiadas pelas contribuições geradas à sociedade e ao planeta. Essa publicação tem o intuito de inspirar outras empresas e entidades a se envolverem na promoção do desenvolvimento sustentável.
Ano da edição: 2022 Organizadores: Eduardo Sens dos Santos ISBN: 978-85-62615-16-0 Páginas: 961 Esta publicação tem múltiplos objetivos. É homenagem, uma homenagem sincera e calorosa a um dos grandes nomes do Ministério Público catarinense. É construção, à medida que edifica mais um andar na História do nosso Ministério Público. É orgulho, sim, transbordando do peito, orgulho ao exibir uma instituição bicentenária que desde sempre agiu em defesa da sociedade e da justiça, como provam os autos que o leitor agora tem em mãos. E é, por fim, valorosa contribuição à cultura, porque o acesso a registro de tamanha magnitude nas mãos de pesquisadores, cientistas sociais, historiadores permitirá novas e constantes releituras da nossa História. (Eduardo Sens dos Santos - Coordenador dos trabalhos)
Ao lembrar dos acontecimentos do “IV Centenário do Descobrimento do Brasil”, em 1900, onde foi realizada a comemoração do Brasil como um país independente, a obra aborda que o evento foi imerso em concursos de hinos, desfiles militares, cortejos, congressos, banquetes, tudo isso para celebrar o seu descobrimento. Esse festival tinha como significado o crescimento e amadurecimento do país que, com sua herança europeia, estava comemorando sua entrada na civilização.O livro se realiza através da organização do “V Centenário do Descobrimento do Brasil”, trazendo contribuições que enriquecem debates em torno das relações entre Brasil e Portugal, abordando diferentes tipos de temas, como a língua, a literatura e a história étnica luso-brasileira, entre diversas outras.Em meio a documentos históricos de arquivos que foram abertos e relidos mais de uma vez, este livro mapeia as razões para a existência da nação brasileira, colocando-a no ideário nacionalista: sentimento de independência, afeição à ordem, civismo e cumprimento de dever moral cristã, caridade, tolerância, honradez, doçura, à procura de um caráter nacional, ou da identidade nacional. Sobre a autora Maria Bernadete Ramos Flores é professora titular aposentada do Departamento de História da UFSC. Pesquisadora do CNPq 1B. Graduada em História pela Universidade do Vale do Itajaí (1973), mestre em História – UFSC (1979), doutora em História – PUC/SP (1991), com pós-doutorado – Universidade Nova de Lisboa/University of Maryland (1999-2000) e pós-doutorado – IDAES – Universidad de San Martín (2009-2010). Professora visitante na Universidade de Salamanca (2003). Ano Sabático na University of California – Campus Davis (1994). Prêmio Destaque de Pesquisa – Centro de Filosofia e Ciência Humanas (2010). Dedica-se à pesquisa de História e Arte, Modernidade e Estética, Teoria da Imagem e Teoria da História. Atua na Linha de Pesquisa História da Historiografia, Arte, Memória e Patrimônio, do Programa de Pós-Graduação em História da UFSC. Entre diversos artigos e livros publicados, destacam-se as obras “Tecnologia e estética do racismo: ciência e arte na política da beleza” (2007), pela Argos Editora, e “Xul Solar e Ismael Nery entre outros místicos modernos: sobre o revival espiritual” (2017), pela editora Mercado de Letras.
Em seu livro mais recente, “Leituras Desauratizadas: Tempos Precários, Ensaios Provisórios”, João Cezar de Castro Rocha fala sobre alguns dos autores e temas que se tornaram muito importantes em seu trabalho ao longo das últimas duas décadas: Machado de Assis e Shakespeare, jornalismo cultural e xadrez, museus e o atual estado da Crítica Literária (um dia eu adoraria vê-lo escrever sobre futebol, com a paixão e a competência que conheço de nossas – até agora – conversas privadas).No entanto, apesar das perspectivas inovadoras que ele extrai dos temas que analisa, o livro é, acima de tudo, uma busca por novas formas – mais precisamente, uma busca e um experimento sobre novas formas de escrever por meio das quais a Crítica Literária e as Ciências Humanas em geral poderiam, no futuro, atingir leitores de fora do ambiente acadêmico e, assim, fazer uma contribuição (talvez decisiva) para sua própria sobrevivência institucional e intelectual.Tanto o título do livro como a introdução de Valdir Prigol descrevem exatamente essa intenção: Prigol identifica algumas das técnicas e estratégias discursivas com as quais João Cezar, como autor, traz o leitor para dentro de suas análises e argumentos. Ao mesmo tempo, o título anuncia como isso poderá acontecer – se é que acontecerá – em um ambiente histórico no qual parecemos ter perdido todas as certezas tradicionais (“tempos precários”), no qual não acreditamos mais na condição quase transcendental dos objetos culturais que apreciamos e respeitamos (“leituras desauratizadas”) e no qual, por todas essas razões, tudo o que escrevemos ou dizemos tem um caráter provisório (“ensaios provisórios”).Mas todos esses conceitos talvez não sejam fortes e específicos o suficiente (afinal, há regras de modéstia autoral) para expressar de maneira aprofundada por que a prática de João Cezar é muito mais do que só mais uma tentativa desesperada – e desesperançosa – de atribuir ao nosso trabalho nas Ciências Humanas uma relevância de que muito precisamos.Para conferir a matéria completa publicada pelo Estadão, clique aqui.
A Argos Editora da Unochapecó esteve presente, no dia 14 de abril, no Braz-Tesol 2018, evento que fornece formação continuada a professores de inglês. Com o tema “Sharing Experiences and Offering Insights for the English Language Classroom”, a programação do evento contou com palestra de abertura, oficinas relacionadas ao tema e a participação de editoras.
A Argos Editora da Unochapecó em parceria com a Livraria Universitária lançam a obra “Elementos de comunicação e marketing político”, do organizador Vagner Dalbosco.Este livro contribui para o leitor dimensionar aspectos teóricos, conceituais e metodológicos que envolvem o universo do ambiente político, uma vez que este tem sido um tema desafiador para os profissionais de mercado e instigante para os pesquisadores. Em tempos de disputas políticas potencializadas por novos fluxos e ferramentas comunicacionais, tornando esse processo ainda mais complexo, os textos aqui reunidos abrangem uma série de elementos constitutivos deste xadrez e evidenciam que a comunicação e o marketing político não são para amadores.Após o lançamento haverá sessão de autógrafos.
O livro “Filosofia e Teologia: irmãs rivais”, de autoria de Edvino Aloisio Rabuske e organização de Fausto dos Santos Amaral Filho, publicado pela Argos Editora da Unochapecó, trata dos diversos modelos de relação entre as duas ciências, Teologia e Filosofia, a começar pelo da integração, proveniente do neoplatonismo e que se manifesta, por exemplo, em Plotino e Agostinho, passando pela subordinação da Filosofia à Teologia típica da maioria dos medievais, e chegando às várias propostas da modernidade.Sobre o autorEdvino Aloisio RabuskeNasceu em Cerro Largo (RS). Licenciado em Letras Clássicas pela Unisinos, em Filosofia pela Unisinos, em Filosofia pela Ufrgs e em Teologia pelo Colégio Máximo Cristo Rei, de São Leopoldo (RS). Doutorou-se em Filosofia pela Ludwig Maximilians Universität, em Munique, Alemanha, com a tese Geschichte und Wahrheit (História e Verdade). Como professor lecionou na Unisinos, na Fafimc e na Pucrs, onde foi coordenador do Curso de Pós-Graduação em Filosofia, exercendo papel importantíssimo para a sua implantação. Faleceu em 3 de outubro de 2004, em São Pedro do Butiá (RS).Sobre o organizadorFausto dos Santos Amaral FilhoPossui graduação em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1996), mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1999) e doutorado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2005). Atualmente é professor-pesquisador do PPGEd da Universidade Tuiuti do Paraná.
A partir da década de 1990, os processos de globalização contribuíram para cada vez problematizar um cinema pensado exclusivamente a partir de uma cultura nacional ou dualidades como Primeiro e Terceiro Mundos. O desafio que se abre cada vez mais para os estudos de cultura e arte, mas pouco assumido nos estudos de cinema no Brasil, é o de pensar novas formas de exclusão e inclusão de forma cada vez mais transnacional e em que o próprio local não se pode ser pensado de forma dissociada da presença dos meios de comunicação de massa. Assim, a obra “Cinema, globalização e interculturalidade”, organizada por Andréa França e Denilson Lopes, pretende ser uma contribuição nesta perspectiva transnacional de pensar o cinema.A globalização intensificou as ligações entre as relações sociais no mundo. Experiências de estrangeiridade se tornaram comuns nas imagens contemporâneas, e o cinema certamente perdeu suas características de origem para mudar algumas maneiras de ver o universo da globalização.As imagens no cinema encenam o jeito de ser e de pensar da sociedade globalizada contemporânea, em que as mudanças constantes propõem uma convivência democrática entre as diferentes culturas, possibilitando a integração entre elas sem anular sua diversidade e fomentando seu potencial criativo. Mas o cinema também está atento para as dificuldades e conflitos decorrentes desse momento histórico em que nunca houve tanta troca de pessoas, informações e ideias ao redor do planeta.Os 15 artigos de pesquisadores e professores de diferentes instituições, nacionalidades e países exploram, sobretudo, as múltiplas conexões entre imaginário, economia, globalização, mídia de massa, cultura e memória coletiva. Sendo o cinema contemporâneo o meio eleito para alavancar estas questões, diálogos e conexões interdisciplinares, não há outro sentido neste livro senão a pergunta que o que atravessa: como falar de interculturalidade através do cinema? O que mostrar? Quem olha quem? Quem mostra o quê? O que é mostrado, o que é escondido? Onde estou no olhar do outro, dentro da mise em scène do outro? Questões de cinema que são muitas vezes retomadas.Autores como Hamid Naficy, Rosanna Maule, Laura U. Marks, Yingjin Zhang, Leo Goldsmith, Sheldon Lu, entre outros, pela primeira vez traduzidos para o português, trazem para o leitor uma obra que discute a emergência do imaginário global através do cinema e sua relação com as dimensões culturais da globalização econômica. Dividido em blocos temáticos, este livro discute a projeção cinematográfica de imaginários nacionais e os modos de circulação destas imagens, o lugar da memória e dos afetos no cinema transcultural, a invenção de enunciados de nacionalidade através destas imagens. É, de fato, um conjunto riquíssimo de olhares, pensamentos e indagações que só o cinema contemporâneo pode provocar quando tensiona os discursos correntes da televisão e das mídias de massa.Para adquirir acesse: http://goo.gl/KA5Rpr
O tão sonhado Jabuti, o prêmio de livros mais tradicional da história brasileira, foi conquistado pela Argos Editora em dezembro de 2015. O livro premiado, “Do mito das Musas à razão das Letras”, do autor Roberto Acízelo de Souza, foi o título destaque da Editora em 2015. Além do Jabuti, conquistou também os prêmios da Academia Brasileira de Letras e da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU). As homenagens são resultados da qualidade e confiabilidade do trabalho realizado durante toda a história da Editora Argos. São 23 anos de história, que começou a ser escrita em 1992. Inicialmente, a Argos chamava-se apenas Setor de Editoração. Em 1996 recebeu o nome de Editora Grifos. Mas em 2000 tornou-se Argos Editora, nome inspirado em uma história da mitologia grega, escolhido através de uma votação interna. O objetivo principal do surgimento da Editora foi divulgar as pesquisas históricas sobre a região, em parceria com o Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina (Ceom). “Tínhamos um arsenal de conhecimentos, uma história sendo contada, mas não havia um espaço para difundir esse conhecimento. A Argos surge como uma forma de resolver essa questão”, afirma o coordenador da Editora, professor Dirceu Hermes. Assim surgiram as primeiras publicações: “Militantes e igreja: tensões e perspectivas”, de Ivo Pedro Oro (1992); “A Luta da Erva”, de Arlene Renk (1996); e também os “Cadernos do Ceom”, periódico que já está na 43° edição.Em 2000, iniciaram-se os esforços para que a Argos fosse vista fora da Unochapecó. No início, a participação da Editora em eventos de literatura era muito pequena. “Começamos com um espaço pequenininho. Na primeira Bienal do Livro que a Editora participou, em 1999, apenas três livros foram expostos”, afirma Neli Ferrari, assistente de vendas da Editora. A principal estratégia para favorecer a qualidade das obras foi a definição de uma linha editorial. Todas as publicações passam pelo Conselho Editorial, composto por um grupo de pesquisadores e professores de todas as áreas da universidade. Atualmente, o catálogo de publicações da Argos conta com mais de duzentos títulos, que contribuem não só com a história regional, mas também com as áreas de química, engenharia, literatura, educação, desenvolvimento, pesquisa, entre outras.Agora, a Argos é destaque em eventos e feiras literárias que participa, tanto nacional quanto internacionalmente. “Devido à qualidade das nossas obras, a Argos é esperada com expectativa nos eventos em que participa”, declara Dirceu. Somente nos últimos quatro anos, a Editora esteve presente em 11 eventos nacionais e quatro feiras internacionais, incluindo a Feira de Frankfurt, na Alemanha. Dirceu considera que reconhecimento e credibilidade no cenário foram as maiores conquistas da Editora no decorrer dos anos. “Quando eu assumi a Editora há quatro anos, eu sabia da seriedade e da importância da Editora, mas não tinha uma vivência. No primeiro evento que eu participei, fiquei encantado com a receptividade que a Editora possui”.Trabalho de formiguinha Neli faz parte da equipe da Argos Editora desde o início da trajetória. Ela relata que todas as conquistas foram o resultado de um trabalho que começou a ser desenvolvido em 2000. “É resultado de muitas mãos, que vêm construindo a Editora paulatinamente. Há 15 anos, começamos a fomentar parcerias com outras editoras, universidades e distribuidoras”, conta. O Prêmio Jabuti já era aclamado pela Argos há nove anos. “Todos os anos, analisamos as publicações lançadas e elencamos as que relacionam-se com as categorias do Jabuti, e realizamos a inscrição”, afirma Neli. Já a parceria com o autor de “Do Mito das Musas às Razões das Letras”, Roberto Acízelo de Souza, iniciou a partir de outra publicação dele, “Uma Ideia Moderna de Literatura” (2011). A parceria entre a Editora e o autor resultou em um trabalho de cinco anos. Dirceu afirma que a Editora, quando optou pelo lançamento do livro, tinha a noção da importância do conteúdo e do próprio autor. Entretanto, ninguém imaginava que a obra repercutiria tão positivamente. “Tínhamos muita confiança, mas não imaginávamos que o livro ia explodir”, afirma. “É um sonho realizado, que nós desejávamos muito. Agora, os olhares de editoras e escritores voltam-se para a Argos. É como o Oscar do livro no Brasil”, complementa Dirceu.Importância acadêmicaA Argos é um meio fundamental de divulgação de toda a produção de conteúdos relevantes, realizadas dentro da própria universidade e em instituições parceiras. Segundo Dirceu, a editora fortalece o conceito da Unochapecó, que prioriza a difusão de conhecimentos. “Este é o intuito de uma universidade, e nessa função, a Editora é uma grande aliada”, afirma Dirceu. Para o reitor da Unochapecó, professor Odilon Luiz Poli, a importância da Argos vai além da divulgação de pesquisas científicas, pois inclui também o resgate e a difusão do patrimônio cultural de nossa região. “Existe um resgate histórico e cultural da região que só tem condição de chegar ao público através de publicações da Editora”, informa Odilon. Segundo ele, a editora agrega valor à marca da Unochapecó, pois o respeito obtido pelas publicações é muito grande.Assim como Roberto Acízelo de Souza e muitos outros autores renomados, Odilon também fez parte da história das publicações da Editora. Em 2008, ele publicou o livro “Leituras em Movimentos Sociais”. Para ele, a experiência foi gratificante. “Publiquei um conteúdo que eu considerei relevante, que as pessoas desejavam conhecer, num espaço que é da região”, relata.
Desde as publicações mais antigas até a década de 1990, a maior parte do que vinha sendo produzido voltava-se para o estudo de sociedades pré-coloniais que viveram no litoral. Essa situação começa a se reverter. Pesquisas fortaleceram-se também no oeste, a partir da criação do Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina (CEOM) e, mais especificamente, a partir de 2002, com o Núcleo de Estudos Etnológicos e Arqueólogos. Prova do recente avanço são as diversas publicações que têm sido produzidas por este Centro e que trazem trabalhos de Arqueologia. Outro fator importante na mudança de cenário são os projetos que passaram a ser produzidos com o advento da arqueologia preventiva.O livro Antes do oeste catarinense, publicado pela Argos, faz parte da Série História e Patrimônio, que já lançou duas importantes obras sobre museologia e vem consolidar a evidente preocupação do CEOM com o patrimônio arqueológico de Santa Catarina. Os capítulos partem do resgate da história das pesquisas nesta região e abordam todas as sociedades que nela viveram: caçadores e coletores, grupos ancestrais das populações indígenas e ocupação histórica. As perspectivas teóricas e metodológicas bastante diversas tratam de temas importantes, como a produção artefatual lítica e cerâmica, a subsistência, os enterramentos e os contatos entre diferentes grupos, dando a devida e necessária atenção atualizada ao oeste, fundamental para conseguir um maior entendimento da história de Santa Catarina.