A Associação Chapecoense de Futebol completa 50 anos. Veio ao mundo no dia 10 de maio de 1973. Este livro é, principalmente, uma singela homenagem do autor para o cinquentenário da Chape. Cinquenta anos n&atil
Conhecido pela defesa do imaterialismo, o filósofo irlandês George Berkeley (1685-1753) fez importantes contribuições para várias áreas fundamentais da filosofia (metafísica, filosofia da c
Luiz César de Sá se interroga neste livro sobre as técnicas letradas na base do funcionamento de querelas da França dos séculos XVI e XVII. Os métodos empregados na análise de escritos
Os estudos aqui reunidos demonstram as tantas possibilidades analíticas que se abrem quando observados os casos de escândalo nas artes e nas letras brasileiras. Por diferentes caminhos, as situações estudad
Os estudos aqui reunidos demonstram as tantas possibilidades analíticas que se abrem quando observados os casos de escândalo nas artes e nas letras brasileiras. Por diferentes caminhos, as situações estudadas f
Por mais familiares que os termos estampados no titulo deste ensaio possam parecer, atestam a grande distância que nos separa de um passado em que a conveniência necessária entre as palavras e as coisas estava exposta
A produção literária, cultural e artística entre 1890-1920 reunida sob o termo “Belle Époque” é representada na historiografia com um pálido traço que sugere transi&cced
Em Mito e literatura, o leitor encontrará essencialmente cinco aulas de hermenêutica. Na verdade, são autênticas master classes, dedicadas a cinco obras da literatura latino-americana do século XX que seg
Ano da edição: 2022 Organizadores: Maria Bernadete Pinto dos Santos, Florence Moellmann Cordeiro de Farias e Joana Guilares de Aguiar. ISBN: 978-65-89369-21-9 Páginas: 296 Esta coletânea apresenta, ao longo dos seus 13 (treze) capítulos, abordagens de temas concernentes aos processos e estratégias de ensino e aprendizagem de conceitos científicos à luz dos pressupostos teóricos da aprendizagem significativa, da concepção freireana da educação dialógica e libertadora e da transdisciplinaridade. Há também as contribuições relativas à utilização de recursos midiáticos para o Ensino de Ciências como as tecnologias de informação e comunicação, história em quadrinhos eletrônica, livro paradidático e uma análise semiótica do potencial de animês e mangás para criação de produto educacional. Destacamos também a discussão dos pressupostos teóricos-metodológicos da aprendizagem colaborativa e a contribuição histórico- cultural de Vigotski para o Ensino Ciências/Química.
Ano da edição: 2018 Organizadores: Danielly Oliveira Inomata, Orestes Trevisol Neto ISBN: 978-85-7897-289-9 Páginas: 209 Ao considerar inovação como uma ação ou um ato de modificar, renovar ou criar de uma novidade, é factível entender que estão incorporados nesta obra 12 relatos de pesquisas brasileiras, conclusas ou não, que apontam caminhos ou estratégias diferentes aos habituais percursos que são construídos para examinar as questões inerentes à Biblioteconomia e à Ciência da Informação. Sob esta concepção, esta obra, de iniciativa dos professores do curso de Biblioteconomia da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó) e da Universidade Federal do Amazonas, se debruça para examinar a inovação na Biblioteconomia sob diferenciados contextos, a saber: o tecnológico e seu emprego no aperfeiçoamento da oferta de produtos e serviços; o da promoção de informações dispostas em diferenciados ambientes para consumo de públicos diversificados; o da informação enquanto elemento construtivo dos processos de inovação e prospecção tecnológica; o do empreendedorismo; e o da imagem, seja ela institucional, seja ela urbana, denotando a transversalidade das temáticas tratadas.
Ano da edição: 2020 Organizadores: Miguel Pacheco e André Carrilho ISBN: 978-65-88029-12-1 Páginas: 111 Em 2017, a cidade de Chapecó, no estado de Santa Catarina, no Brasil, comemorou o primeiro centenário da sua fundação. Nesse ano, o curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó) organizou um ciclo de palestras designado “Memórias para o futuro”, com o modesto objetivo de pensar no futuro da cidade. As palestras eram estruturadas em três temas: identidade, infraestrutura e qualidade de vida. A partir deste conjunto de palestras, um livro foi sendo escrito. A produção do livro foi objeto de inúmeras vicissitudes editoriais: é basicamente um milagre, você, leitor, estar lendo estas palavras. Dentro desse longo processo de resiliência editorial, o livro evoluiu para uma organização em duas linhas narrativas: Futuro e Memórias. A linha do Futuro foi escrita por Flávio Carsalade, Diego Capandeguy e Ricardo Côrrea. Todos são autores de fora de Chapecó que não tinham conhecimento da cidade antes do convite. Eles foram chamados para trazer uma visão propositalmente de fora, cosmopolita e nova para cidade. A linha da Memória foi escrita por Ana Laura Vianna Villela, Arlene Renk e Mirian Carbonera. Todas são pessoas da região, professoras da Unochapecó e olham para o passado de Chapecó. Esta linha aborda o processo de urbanização, a história das etnogêneses e identidades, e os primeiros habitantes de Chapecó e da região do oeste catarinense.
Ano da edição: 2018 Organizadores: Ivan Luís Schwengber; Rosilei Gugel Ficagna; Leonel Piovenzana; Ivo Dickmann; Jandrei Maciel ISBN: 978-85-7897-293-6 Páginas: 482 Este livro é um trabalho coletivo, fruto de pesquisas realizadas no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó). Os textos estão organizados a partir das linhas de pesquisa do PPGE: 1: Formação de professores, produção do conhecimento e processos pedagógicos; 2: Desigualdades Sociais, Diversidades Socioculturais e Práticas Educativas. A primeira diferenciação é somente introdutória, e o caráter eclético dos textos permitem que ambos sejam lidos de forma independente, perspectiva que permite ao leitor se aproximar das diferentes questões implícitas nas linhas. A segunda diferenciação é uma aproximação que se configura na demonstração do movimento que vai se refletindo nas relações docente e discente, como pesquisadores das temáticas inerentes à educação, que permitem consolidar epistemologias em suas áreas de atuações. O pano de fundo desta apresentação está em demonstrar como a pesquisa de mestrado constitui, tanto à universidade quanto aos pesquisadores – docente e discentes –, corpo científico e identidade à instituição, impulsionando o ensino e a extensão, qualificando a práxis e a transformação social a partir da formação de profissionais em educação.
Ano da edição: 2019 Organizador: Alexsandro Stumpf ISBN: 978-85-7897-318-6 Páginas: 151 Em sua 7ª edição, o evento já se consolidou como um dos principais encontros da Unochapecó para a troca de experiências entre todas as áreas do conhecimento científico. Os melhores trabalhos socializados na modalidade de comunicação oral, em cada um dos cinco eixos temáticos (pesquisa ensino médio, pesquisa graduação, pesquisa pós-graduação, ensino e extensão) receberam o prêmio “Produção Acadêmica” e tiveram a oportunidade de produzir um artigo completo para publicação neste livro. São trabalhos que representam os caminhos da formação universitária em suas várias fases: inicialmente aproximando aqueles que buscam o ingresso em uma instituição de ensino superior; perpassando pelo ensino da graduação, pelo despertar para a realização de ações comunitárias e pela inserção de novos pesquisadores na iniciação científica; até a formação continuada e as perspectivas da evolução de competências e habilidades profissionais e acadêmicas diante da pós-graduação.
Ano da edição: 2019 Organizador: Alexsandro Stumpf ISBN: 978-85-7897-318-6 Páginas: 222 Todos os textos aqui apresentados demonstram a articulação entre Ensino, Pesquisa e Extensão nas diversas áreas do conhecimento. São trabalhos desenvolvidos tanto por estudantes e professores da Unochapecó, quanto por pesquisadores e estudiosos de outras instituições de ensino, visto que a 8ª edição, o SIEPE buscou tornar ainda mais visível toda esta vasta produção acadêmica. Diante da temática “A aproximação dos grupos de pesquisa da universidade”, o evento de 2018 atingiu o recorde de participantes.
Ano de edição: 2025 Organizadora: Carla Rosane Paz Arruda Teo ISBN: 978-85-7897-392-6 Páginas: 166 Este livro é, portanto, um dos produtos gerados no âmbito deste projeto, que se configura em um movimento de − antes de negar ou de aderir ingenuamente − resistir aos desafios contemporâneos apontados, que induzem e reforçam o individualismo, a competitividade, os desequilíbrios nas relações de poder e no reconhecimento do valor social das diferentes profissões, fragmentando o trabalho e fragilizando a atenção à saúde. Assim é que a obra está organizada na direção de abordar e responder aos princípios da educação interprofissional elencados (Barr; Low, 2012; Barr; Low, 2013; Barr et al., 2017), em uma tessitura que incorpora os demais elementos temáticos mencionados e que, aqui, nos interessam.
Ano da edição: 2017 Organizadores: Alexsandro Stumpf e Carolina Riviera Duarte Maluche Baretta ISBN: 978-85-7897-216-5 Páginas: 124 Uma das formas de garantir a valorização dessa produção e contribuir com a missão institucional de produzir e difundir conhecimento, contribuindo com o desenvolvimento regional sustentável e a formação profissional cidadã, foi a criação do “Prêmio Produção Acadêmica”, destinado aos trabalhos que foram destaque durante a socialização no VI SIEPE. Para se chegar às produções vencedoras, os trabalhos, divididos nas categorias de Ensino, Pesquisa e Extensão, foram apresentados, discutidos e avaliados de forma criteriosa, contando com a participação de avaliadores ad hoc Bolsistas Produtividade Científica do CNPq. Além de receber o troféu e certificado de premiação, os autores das produções de destaque foram agraciados com a oportunidade de publicar o resultado de suas pesquisas e/ou práticas acadêmicas neste livro, o qual se apresenta em formato digital, reunindo uma coletânea de artigos científicos que transparecem a excelente qualidade de produção universitária produzida na Unochapecó e apresentada durante o VI SIEPE.
Em comemoração ao Dia do Jornalista e ao Dia Mundial da Saúde, a Editora Argos oferece desconto de 40% em diversos livros que abordam temas relacionados às áreas de Jornalismo e Saúde. A promoção é válida na Loja Virtual <www.unochapeco.edu.br/argos> e na Livraria Universitária, de 7 a 9 de abril de 2017 ou enquanto durarem os estoques. * Frete não incluso. Promoção não acumulativa.
Antonio Maura, escritor e crítico espanhol, acredita que Machado de Assis merece ser reconhecido como um dos melhores escritores do século XIX. Antonio Maura é sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras e estará no Cairo, no Egito, para participar da conferência “El autor y sus máscaras: Una aproximación a Cervantes y Machado de Assis” (“O autor e suas máscaras: Uma aproximação de Cervantes e Machado de Assis”), que acontece no Instituto Cervantes local. Segundo Mauro, o escritor brasileiro é um grande desconhecido fora do Brasil, e até mesmo estudos sobre o autor “não refletiram bem” seu senso crítico do sistema de sua época e da escravidão.O crítico espanhol defende que as obras que o romancista e dramaturgo escreveu depois de “Memórias póstumas”, como “Dom Casmurro” ou “Quincas Borba”, são dos livros “mais importantes de sua geração, não apenas do Brasil, mas de todo o mundo”. Segundo ele, alguns autores de língua espanhola, como Jorge Edwards, Julián Ríos e Carlos Fuentes, destacaram a importância de Machado de Assis, mas o mestre brasileiro ainda carece do merecido reconhecimento mundial.Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/machado-de-assis-e-maior-que-dickens-balzac-e-eca-de-queiroz-diz-critico-e-escritor-espanhol.ghtmlA Argos Editora da Unochapecó possui publicações acerca da obra do Machado de Assis:À roda de Machado de Assis: ficção, crônica e críticaOrganizado pelo autor João Cesar de Castro Rocha, a obra propõe a leitura individual de todos os romances de Machado de Assis, além de apontar hipóteses para a leitura dos contos e das crônicas. Os textos reunidos apostam na necessidade de revigorar os estudos machadianos pela retomada de estruturação, própria dos textos do autor. <!-- /* Font Definitions */ @font-face {font-family:"Cambria Math"; panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:-536870145 1107305727 0 0 415 0;} @font-face {font-family:Cambria; panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:-536870145 1073743103 0 0 415 0;} @font-face {font-family:"MS Mincho"; mso-font-alt:"MS ??"; mso-font-charset:128; mso-generic-font-family:modern; mso-font-pitch:fixed; mso-font-signature:-536870145 1791491579 18 0 131231 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-unhide:no; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:Cambria; mso-fareast-font-family:"MS Mincho"; mso-bidi-font-family:"Times New Roman";} h1 {mso-style-priority:9; mso-style-unhide:no; mso-style-qformat:yes; mso-style-link:"Heading 1 Char"; mso-margin-top-alt:auto; margin-right:0cm; mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:0cm; mso-pagination:widow-orphan; mso-outline-level:1; font-size:24.0pt; font-family:"Times New Roman";} span.Heading1Char {mso-style-name:"Heading 1 Char"; mso-style-priority:9; mso-style-unhide:no; mso-style-locked:yes; mso-style-link:"Heading 1"; mso-ansi-font-size:24.0pt; mso-bidi-font-size:24.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ascii-font-family:"Times New Roman"; mso-hansi-font-family:"Times New Roman"; mso-font-kerning:18.0pt; font-weight:bold;} .MsoChpDefault {mso-style-type:export-only; mso-default-props:yes; font-size:10.0pt; mso-ansi-font-size:10.0pt; mso-bidi-font-size:10.0pt; font-family:Cambria; mso-ascii-font-family:Cambria; mso-fareast-font-family:"MS Mincho"; mso-hansi-font-family:Cambria;} @page WordSection1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;} div.WordSection1 {page:WordSection1;} --> Entre ilustres e anônimos: a concepção de história em Machado de AssisEscrito pela autora Raquel Campos, a obra traz uma questão bastante original, ao subverter o modo como tradicionalmente Clio vem sendo estudada quando se trata do Bruxo do Cosme Velho. Afinal, analisar uma concepção de história é normalmente uma tarefa a que se dedicam ensaístas quando estudam a obra de historiadores. Mas aqui não se trata de Heródoto ou de Políbio, de Ranke ou de Varnhagen. Neste livro, a figura central é nosso maior escritor, e se trata de compreender sua visão sobre a história, entendida enquanto saber. Nesse intuito, a autora conduz o leitor ao incontornável ensaio machadiano sobre o instinto de nacionalidade e às deliciosas crônicas da série “A Semana”. Isto após uma primeira e obrigatória escala pelos historiadores do século XIX, às voltas com as tentativas para pensar e escrever a história no Brasil, e não sem passar pelos debates que atravessam a fortuna crítica machadiana. Desse percurso, ela faz emergir uma figura igualmente inesperada: não um novo Machado de Assis, e sim um escritor herético.
A Argos Editora da Unochapecó disponibilizou o e-Book “Memorial visual e textual das exposições da Galeria de Artes Agostinho Duarte: exposições de 2011 a 2017”, organizado pela professora e coordenadora do projeto, Márcia Moreno, e pela bolsista Alini Lopes.Fundada em 11 de maio de 2011 e localizada no Bloco C, a Galeria é um ambiente artístico-cultural e está vinculada ao curso de Artes Visuais da Unochapecó. Tem a finalidade de promover manifestações artísticas, culturais e proporcionar a difusão das Artes Visuais em Chapecó e na região.Ao longo da vida, o artista plástico português Agostinho Duarte produziu cerca de 250 exposições, abertas e fechadas, no Brasil, em Moçambique, em Portugal e na Espanha. Além de artista, Agostinho era muito preocupado com a situação social e cultural dos locais onde passava e residia. Agostinho faleceu no ano de 2004 em Chapecó, lugar onde viveu e fez boa parte de sua história. Tendo em vista a importância de sua história, a luta pelos espaços democráticos de arte e pelo fomento cultural, propostas que vem ao encontro da Unochapecó, ficou decidido homenageá-lo, atribuindo o seu nome à Galeria de Arte. Para baixar, entre na aba “e-Books” e depois em “Grátis”, estes não são os primeiros e-Books disponibilizados de forma gratuita no nosso site (www.editoraargos.com.br). Acesse e confira.
Assumindo em fevereiro deste ano a gestão da editora, a professora Rosane Meneguetti é mestre em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina e especialista em Literatura Brasileira pela Universidade do Oeste de Santa Catarina. Atualmente também é docente do Curso de Letras na Unochapecó. Na entrevista, ela falou sobre os desafios para a Argos, os prêmios conquistados pela editora em 2015 e sua percepção da atuação da Associação no apoio às editoras universitárias.Acompanhe, a seguir, a entrevista concedida à coluna Voz do Editor, no site da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU).1) Profa. Rosane, após assumir a gestão da Argos em fevereiro deste ano, quais os principais desafios que você enxerga para os rumos traçados editora?R.: Um dos maiores desafios é manter e ampliar a imagem de referência que a Argos adquiriu no meio universitário brasileiro, nos seus quase 25 anos de história. E esse intento por novas conquistas torna-se um desafio na medida em que hoje o cenário nacional demanda uma readequação orçamentária por conta da redução de verbas e investimentos, portanto, percebe-se uma necessidade de encontrar novas possibilidades para a produção editorial, isto é, manter o reconhecimento que a Argos conquistou e enxergar alternativas que estimulem o seu desenvolvimento. Os próprios recursos tecnológicos, crescentemente acessíveis, também nos desafiam e nos fazem repensar o formato do próprio livro, uma vez que o conhecimento produzido está cada vez mais acessível e user-friendly, o que é bastante positivo em termos de socialização do saber. No entanto, requer, de certa forma, uma postura capaz de redefinir outros parâmetros para lidar com esse contexto que se apresenta. Outro aspecto que nos instiga é encontrar uma forma mais assertiva quanto à definição das obras a serem publicadas. Em outras palavras, o que pretendemos é identificar pesquisas e conhecimento produzido que possam dar conta de atender as necessidade da nossa sociedade e assim contribuir para a solução de problemas por meio do saber academicamente produzido.2) Mesmo sendo uma editora de pequeno porte, a Argos ganhou diversos prêmios no ano passado, como o Jabuti e o Prêmio ABEU. Quais as estratégias da editora para manter o padrão de qualidade de suas publicações e ainda receber esses importantes reconhecimentos do mercado?R.: Os prêmios são o resultado de muitos anos de trabalho comprometido com a qualidade, a responsabilidade e a organização da Editora Argos, a qual sempre foi reconhecida e apoiada internamente pela sua importância em termos de divulgação do conhecimento produzido. A constante manutenção e ampliação da estrutura física, os investimentos para a qualificação dos recursos humanos e tecnológicos foram estratégias adotadas para conquistar esse reconhecimento que muito nos orgulha. Dessa forma, serão feitos investimentos necessários para buscar sempre o melhor em termos de qualidade de conteúdo e publicação. Manter o padrão de qualidade é uma condição sine qua non para que possamos obter mais reconhecimentos, por isso a necessidade de diálogos e parcerias internas, regionais, nacionais e internacionais com o intuito de divulgar e fortalecer cada vez mais o trabalho da Argos.3) Por fim, como você avalia o papel da ABEU como representante dos interesses das editoras universitárias e como você vê as ações para proporcionar uma maior aproximação entre essas instituições?R.: Estou na coordenação da Argos Editora da Unochapecó há menos de 5 (cinco) meses, então alguns processos são bastante recentes para mim. Por outro lado, fui muito bem acolhida por todos aqueles que busquei e assim me senti apoiada e perseverante sempre que procurei a ABEU. A reunião anual da ABEU, no mês maio, na cidade de Viçosa (MG), foi minha oportunidade de conhecer outros coordenadores e diretores de editoras universitárias. Aquela será uma experiência inesquecível e bastante positiva, e acredito que todos os participantes assim sentiram-se, pois tivemos todas as informações solicitadas no decorrer do evento. Aliás, é difícil expressar em poucas palavras a importância daqueles dias de intensa troca de experiências, de informações e de compartilhar dúvidas e certezas. A ABEU nos fortalece e nos aproxima enquanto editoras universitárias, pois nos apoia e auxilia por meio de ações e iniciativas que promovem a socialização das nossas atividades relacionadas às editoras. E essa aproximação parceira que a ABEU nos oferece faz com que o compromisso com a divulgação do conhecimento produzido seja mantido e que busquemos cada vez mais qualificar e aproximar nossas ações com outras editoras universitárias.
Este livro, organizado por Clodoaldo De Sá, Fátima Ferretti e Maria Assunta Busato, ilustra experiências disciplinares e interdisciplinares de diferentes atores que, abordando temáticas próprias de suas áreas de origem, discutem princípios, processos e práticas, fazendo assim com que quem leia tenha no mínimo um entendimento do caso e assim pode-se ajudá-lo em ocasiões parecidas que cada um pode passar.Ambiente e envelhecimento são apresentados como temas contemporâneos que estabelecem interfaces com outras áreas do conhecimento na intencionalidade de lançar luz a temáticas da atualidade, como formação profissional, segurança alimentar, vulnerabilidade, espiritualidade e saúde bucal, dando uma base mínima para quem quer seguir na área da saúde, e assim possa se preparar para algumas coisas que possam vir a acontecer e se chegar a uma solução.
A obra “Educação Física, formação e regulamentação profissional” foi produzida a partir de teses e dissertações defendidas nos programas de Pós-Graduação da Universidade Federal Paulista Júlio de Mesquita Filho, na área da Educação Física, acerca da formação inicial e continuada, além da regulamentação profissional e do mercado de trabalho em Educação Física.O livro, organizado por Gelcemar Oliveira Farias, Alexandra Folle e Jorge Both, tem como proposta construir perspectivas e olhares sobre ética e ciência na Educação Superior. Procura discutir com seriedade e profundidade a formação do profissional na Educação Física, tentando refletir com maior compreensão temas latentes que precisam ser avaliados nos cursos de mestrados e doutorados. Buscando discutir diferentes perspectivas da formação professor/profissional e Educação Física, sistematiza os pressupostos teóricos que orientam as investigações nesses programas.Sobre os organizadoresGelcemar Oliveira Farias: Professora licenciada em Educação Física e especialista em Educação Física Escolar pela Universidade Federal de Pelotas. Mestre e doutora pelo Programa de Pós-graduação em Educação Física da Universidade Federal de Santa Catarina. Docente do curso de Educação Física da Universidade do Estado de Santa Catarina. Desenvolve estudos relacionados à formação, ao desenvolvimento profissional e à prática pedagógica dos professores. Também é membro do grupo de pesquisa do Laboratório de Pedagógica dos professores e do grupo de pesquisa do Laboratório de Pedagogia do Esporte do Centro de Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina.Alexandra Folle: Professora licenciada em Educação Física e especialista em Esporte Escolar pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó. Mestre e doutoranda em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina. É membro do grupo de pesquisa do laboratório de Pedagogia do Esporte do Centro de Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina.Jorge Both: Professor licenciado em Educação Física e especialista em Atividade Física Direcionada à Promoção da Saúde pela Universidade Estadual do Oeste do Parará. Mestre e doutorando em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina, dedica-se a estudar as condições de vida do trabalhador docente de Educação Física. Atua como assessor pedagógico da diretoria de ensino fundamental da prefeitura municipal de Florianópolis e é membro do grupo de pesquisa do Laboratório de Pedagogia do Esporte do Centro de Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina.
Durante os dias 22 e 24 de maio de 2016, acontece o IV Seminário da Associação Nacional de Política e Administração da Educação (Anpae) – Regional Sul, que nesta edição tem como anfitriã a Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) – Campus Chapecó. O evento tem como tema principal o “Plano Nacional de Educação e as interfaces estadual e municipal: política e gestão educacional em perspectiva”, cujo objetivo é criar uma arena para discussão, debates e análises críticas perante os aspectos que implicarão na desenvoltura dos planos nacional, estadual e municipal. A Argos Editora da Unochapecó estará presente no evento, em parceria com a Livraria Universitária, em estande para divulgação e comercialização de seus títulos.
Raul Antelo define a sua trajetória de crítico como algo (re)constituído a partir de restos, de resíduos, e de um “aperfeiçoamento do acaso”. Para Antelo, o olhar crítico surge marcado pela ideia de catástrofe, de colisão abrupta das posições mais dispares – o alto e o baixo, o letrado e o não letrado, o ativo e o passivo, o centro e a periferia. Destas aproximações inesperadas, gera-se eletricidade – produz-se e dissemina-se energia. A crítica constitui-se, desta perspectiva, como pedagogia transformadora e potencializadora; o crítico elide-se como sujeito para privilegiar o espaço de colisão dos objetos, dos textos, das manifestações artísticas e das novas correlações de sentidos que daí emergem.Esta energia potencializadora e potencializada surge-nos, justamente, como leitmotif da sua mais recente coletânea de ensaios, “Potências da Imagem”. Trata-se de um conjunto de perspectivas e textos críticos muito diversos, mas que convergem no desígnio último de “captar algo da energia do moderno que ainda resiste nos textos e imagens”. Da leitura do “inconsciente óptico do modernismo”, passando por uma análise das “anamorfoses do moderno” e “políticas da amizade”, até uma discussão das relações entre imagem e cultura de massa, e entre imagem, identidade e testemunho, o que Antelo nos propõe é não tanto uma viagem entre nações e territórios – desde logo a Argentina e o Brasil – como uma autêntica subversão dessas fronteiras, na busca das energias e dimensões extraterritoriais que atravessam os nem sempre bem compreendidos fenômenos da modernidade e do modernismo tardio na América Latina. Neste espaço transterritorial, mas sempre assumidamente político e social, as poéticas de J. L. Borges e de Walter Benjamin, de Walt Whitman e de Mário de Andrade, de Jorge Amado e de Bertolt Brecht (entre muitos outros), gravitam e colidem no jogo das múltiplas imagens que atravessam, geram, ou sobre as quais refletem e se refletem.A imagem – na pintura, na fotografia, no cinema – assume uma centralidade paradoxal nestas Potências, na medida em que suplementa e fornece presença ao texto entendido como “tecido de sentidos”, mas assinala, ao mesmo tempo, o inacabamento deste e a sua “vacância de sentido”. Entre a “receptividade (ou potência passiva) e a representatividade (ou potência ativa)”, as leituras de Raúl Antelo propõem-se ultrapassar “o círculo da subjetividade” e reativar energias esquecidas ou latentes, para mostrar “de que modo as formas do passado podem ainda ser novamente equacionadas como ‘problemas’” (p. 11-12). Neste contexto, assumem particular relevância as noções de sobrevivência e de indecidibilidade.Na sua dimensão de tempo histórico condensado que opera por suspensão e corte, a imagem transporta em si a possibilidade de recuperação de memórias que deste modo resistem e se deslocam no tempo e no espaço, procedendo a um alargamento inusitado destes e dos modelos culturais que os conceptualizam. Todavia, como sublinha Antelo, se a imagem pode ser retorno, ela nunca é retorno ao idêntico: “[...] aquilo que retorna na imagem é a possibilidade do passado. [...] Retorno e corte alimentam, portanto, uma certa indecidibilidade ou indiferença, uma impossibilidade de discernimento entre julgamento verdadeiro e falso, que potencializa, entretanto, o artificio da falsidade como única via possível de acesso à estrutura ficcional da verdade.” Através da assunção plena desta dimensão ficcional e lançando mão das mais variadas perspectivas e autores, o crítico constrói uma teoria das imagens mais atenta ao inconsciente histórico e à sobrevivência de certas formas expressivas do que os tradicionais modelos histórico-narrativos, que privilegiam a linearidade dos conceitos de começo e recomeço, progresso e declínio, nascimento e decadência.A referida indecidibilidade estende-se, deste modo, à própria crítica anteliana e potencializa-se, ainda que a expensas da inteligibilidade dos textos para o leitor impreparado. Ousando transpor os limites entre crítica e ficção – e assumindo sem inibições a crítica como “metaficção” ou “hiperficção” como sugere Antelo na citada entrevista – Ele assume igualmente o risco da excentricidade e da transgressão genológica. Algures entre crítica literária e a filosofia, entre a antropologia e a estética, habita o texto anteliano. Para além das “Potências da Imagem”, estas são, também, algumas das potências da sua crítica.Daniela KatoPara adquirir acesse: http://goo.gl/9p4cW4