O livro nasceu de uma inquietação dos autores, que são professores da disciplina de Metodologia da Pesquisa em diferentes programas de pós-graduação, quanto a racionalizar o processo de pesquisa,
A Associação Chapecoense de Futebol completa 50 anos. Veio ao mundo no dia 10 de maio de 1973. Este livro é, principalmente, uma singela homenagem do autor para o cinquentenário da Chape. Cinquenta anos n&atil
Conhecido pela defesa do imaterialismo, o filósofo irlandês George Berkeley (1685-1753) fez importantes contribuições para várias áreas fundamentais da filosofia (metafísica, filosofia da c
Luiz César de Sá se interroga neste livro sobre as técnicas letradas na base do funcionamento de querelas da França dos séculos XVI e XVII. Os métodos empregados na análise de escritos
Os estudos aqui reunidos demonstram as tantas possibilidades analíticas que se abrem quando observados os casos de escândalo nas artes e nas letras brasileiras. Por diferentes caminhos, as situações estudad
Os estudos aqui reunidos demonstram as tantas possibilidades analíticas que se abrem quando observados os casos de escândalo nas artes e nas letras brasileiras. Por diferentes caminhos, as situações estudadas f
Por mais familiares que os termos estampados no titulo deste ensaio possam parecer, atestam a grande distância que nos separa de um passado em que a conveniência necessária entre as palavras e as coisas estava exposta
A produção literária, cultural e artística entre 1890-1920 reunida sob o termo “Belle Époque” é representada na historiografia com um pálido traço que sugere transi&cced
Ano da edição: 2024 Organizadores: Aline Mânica, Andreia de Almeida Leite Marocco, Ivo Dickmann, Vanessa daSilva Corralo ISBN: 978-85-7897-371-1 Páginas: 123 O conhecimento científico tem a função acadêmica de ampliar e aprofundar as áreas de pesquisa e de transformar a sociedade, contribuindo para a qualidade de vida das pessoas. Toda vez que pesquisamos sobre um tema buscamos contribuir para encontrar respostas que vão acabar com a dor de uma pessoa, de um coletivo ou da sociedade em geral. É para isso que fazemos pesquisa, desde a iniciação científica até o pós-doutorado, para encontrar respostas aos problemas sociais e ambientais do local e da região que estamos inseridos. Isso ganha ainda mais intensidade quando produzimos conhecimento científico dentro de uma universidade comunitária, que tem uma ligação umbilical com a região, no nosso caso da Unochapecó, com a Região Oeste de Santa Catarina – além de contribuir com as regiões de fronteira com o estado do Rio Grande do Sul e do Paraná.
Ano da edição: 2018 Organizadoras: Ilka Goldschmidt, Mariângela Torrescasana ISBN: 978-85-7897-298-1 Páginas: 295 Esta coletânea de artigos e relatos sobre experiências de Mídia Cidadã é fruto de projetos de pesquisa e de extensão, desenvolvidos na Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó), nos últimos oito anos. Um sonho que começou há mais de dez anos e que foi, aos poucos, reunindo professores e estudantes em torno do estudo da mídia cidadã, um conceito ainda pouco utilizado e muitas vezes ignorado por profissionais da comunicação e até mesmo por pesquisadores. Mas a ideia aqui não é polemizar e sim contribuir para a compreensão de uma mídia mais inclusiva e da sua aplicabilidade. Os resultados de estudos, pesquisas, análises, reflexões envolvendo a mídia cidadã, aqui revelados, demonstram o nosso compromisso com uma prática comunicacional mais horizontal, que tem a comunidade como grande protagonista. Isso remete para o caminho da democratização da comunicação, um ideal perseguido e defendido por todo o jornalista compromissado com o interesse público e com o fortalecimento da cidadania.
Ano de edição: 2025 Organizadores: Cláudia Battestin e Márcia Luíza Pit Dal Magro ISBN: 978-85-7897-385-8 Páginas: 324 As pesquisas que deram origem aos capítulos deste livro resultam de dissertações de mestrado defendidas durante o ano de 2023 no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UNOCHAPECÓ), oriundas da Linha de Pesquisa 1: Formação de professores, currículo e práticas pedagógicas; e Linha 2: Diversidade, interculturalidade e educação inclusiva. As duas linhas perpassam pela reflexão e análise sobre como os desafios educacionais podem ser enfrentados a partir de uma abordagem crítica e transformadora, com o objetivo de promover práticas pedagógicas mais inclusivas e eficazes em diversos contextos. A práxis pedagógica, mencionada no título atribuído a esta obra, é compreendida como ação reflexiva e intencional, que articula teoria e prática em permanente diálogo com as demandas sociais, culturais e políticas do campo da educação. As pesquisas apresentadas neste livro expressam o compromisso do PPGE com uma formação docente crítica e cidadã, voltada à construção de práticas educativas que possibilitem a transformação da realidade educacional e social.
Ano da edição: 2016 Organizadoras: Maria Elisabeth Kleba, Marta Lenise do Prado, Kenya Schmidt Reibnitz ISBN: 978-85-7897-166-3 Páginas: 155 Reúne experiências e reflexões acerca dos dispositivos de reorientação da formação profissional em saúde em curso no Brasil. Além disso, registra práticas e reflexões pedagógicas dos momentos compartilhados durante o simpósio Diálogos sobre o ensino na saúde: vivências de reorientação na formação profissional em saúde, busca aproximar o leitor da experiência de um evento pautado em práticas dialógicas e inspirar autores envolvidos no processo de mudanças do ensino, cuidado e gestão em saúde, contribuindo com a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.
Ano de edição: 2019 Organizadores: Ricardo Luiz de Bittencourt; Gislene Camargo ISBN: 978-85-7897-322-3 Páginas: 133 A Educação a Distância (EaD) é uma das alternativas encontradas pelo Estado brasileiro para expandir a matrícula na Educação Superior e atender a necessidade de formar professores em nível superior. As primeiras iniciativas de formação de professores em nível superior na modalidade a distância foram assumidas inicialmente pelas universidades públicas e, posteriormente, as universidades privadas perceberam uma lacuna de formação e entraram com toda força nesse “nicho de mercado”. Após quase duas décadas de implementação dessa política de formação de professores é preciso refletir sobre os efeitos dessa modalidade de ensino ainda em forte expansão no Brasil. Assim, a proposta deste livro é a de proporcionar aos leitores a reflexão sobre como esses professores recém-formados a distância estão chegando às escolas. Tomam-se como ponto de partida, para provocar as reflexões, as percepções dos gestores escolares.
Ano da edição: 2020 Organizadores: Flávio Braga de Freitas; Márcia Luíza Pit Dal Magro; Elizangela Felipi ISBN: 978-85-7897-323-0 Páginas: 303 O GDH se caracteriza como uma tecnologia social, tendo em vista seu caráter participativo e inovador para capacitar os profissionais de diferentes áreas de formação e atuação para o trabalho com grupos, bem como ofertar esses grupos no interior dos serviços públicos. Também porque o GDH é construído a partir da necessidade local de ajudar as pessoas a lidarem com situações que geram sofrimento psíquico, problema que emerge como importante demanda de usuários de diferentes políticas públicas, e como desafio para os profissionais que atuam nas mesmas. Os grupos realizados nos serviços por meio do GDH se assentam nos referenciais teóricos dos grupos operativos, nos fundamentos psicanalíticos e na teoria da complexidade, dando origem a uma abordagem denominada de Grupos Interativos. Esta pressupõe características horizontalizadas, em que os participantes do grupo discutem seus problemas, falam sobre seus conflitos humanos e em conjunto buscam solução dos mesmos. A partir dos fundamentos que sustentam essa proposta de intervenção e a forma como ela é organizada e conduzida, torna-se possível um espaço qualificado de sustentação para compartilhar e elaborar dramas humanos os quais veiculam potencialidades adoecedoras. Nesses espaços em que o falar e o escutar, escutar-se, ser escutado, escutar o outro, reverbera um efeito terapêutico, amplia-se a capacidade de cada participante do grupo para se desenvolver como pessoa, o que o torna capaz de lidar com os problemas inerentes ao processo de viver a vida sem ou com menos adoecimentos. Com isso, pretende-se trabalhar em prol da diminuição da patologização, da cristalização da doença e, assim, evitar consultas clínicas, exames complementares desnecessários e a prescrição medicamentosa excessiva. Esta tecnologia social pode contribuir assim, com a diminuição dos gastos desnecessários com doenças e ajudar a aliviar os encargos sociais relacionados a elas. Como desdobramento, contribuir com a gestão pública no investimento em práticas preventivas e de promoção da saúde.
Ano da edição: 2022 Organizadores: Aline Mânica; Andréa de Almeida Leite Marocco; Vanessa da Silva Corralo ISBN: 978-65-88029-91-6 Páginas: 244 A obra é composta por trabalhos que obtiveram destaque na modalidade de comunicação oral, sendo contemplados com o Prêmio Produção Acadêmica e distribuídos entre os eixos temáticos de Pesquisa Ensino Médio, Pesquisa Graduação, Pesquisa Pós-Graduação, Ensino e Extensão. O tema “Educação, Protagonismo e Empoderamento” perfez momentos de amplos debates sob a condição humana e sobre a necessidade de superação dos desafios por meio do protagonismo.
Organizadoras: Michele Domingos Schneider, Almerinda Tereza Bianca Bez Batti Dias, Elisa Netto Zanette Cada vez mais frequentes no âmbito educacional, os debates e as reflexões têm enfatizado a necessidade de implementar formas de ensino diferenciadas, na busca de melhores estratégias que atendam a contextos sociais e profissionais emergentes. As metodologias ativas no ensino superior se caracterizam como estratégias que possibilitam o protagonismo dos estudantes na elaboração do conhecimento, do desenvolvimento de competências e na sua efetiva aprendizagem, com a mediação de docentes, que buscam inovas no processo de ensino. Na contemporaneidade, essas metodologias são potencializadas pelo uso de tecnologias digitais que ampliam as formas de comunicação, interação e socialização entre os envolvidos no processo educativo. Este livro apresenta uma coletânea de resultados de pesquisas empíricas e cientificas de autores, integrantes de grupos de pesquisa, envolvidos no estudo das possibilidades pedagógicas de uso de tecnologias digitais e metodologias ativas na educação. Inclui a investigação sobre as percepções da docências e experiências de ensino acerca da utilização de metodologias de aprendizagem ativas no ensino superior como alternativas para o processo de ensino e aprendizagem.
Entre os dias 22 a 25 de maio, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, foram realizados a XXXI Reunião Anual das Editoras Universitárias (ABEU) e o 1º Seminário Brasileiro de Edição Universitária e Acadêmica, em que a Editora Argos esteve presente com apresentação de trabalhos no formato de pôster e comunicação oral. Com o tema central EDIÇÃO ACADÊMICA EM PERSPECTIVA DE DIÁLOGOS, o evento também contemplou elementos como: o livro acadêmico e seus conteúdos, seus leitores e mercados; os distintos tipos de publicação científica, suas possibilidades, limites e incentivos; os alcances dessas publicações e os desafios de difundir local e globalmente o conhecimento que congregam; cenários políticos e políticas para que melhores cenários sejam uma realidade.Segundo a coordenadora da Argos, professora Rosane Meneghetti, que esteve presente no evento representando a Editora e apresentando os trabalhos, “a Reunião Anual é um encontro valioso para as editoras afiliadas da ABEU, pois favorece o diálogo entre as instituições de ensino superior e os institutos de pesquisa filiados à ABEU”. Ainda de acordo com a professora Rosane, “para a Argos, apresentar o case da Editora da Unochapecó é ter o reconhecimento do trabalho desenvolvido e ter a oportunidade de compartilhar experiências entre editoras universitárias”. Durante a Reunião Anual, foi definido o local do evento para o próximo ano: em 2019, será realizado em Porto Alegre (RS), sediado pela Editora UFRGS.
Para comemorar os 26 de história, nos dias 23 e 24 de abril a Editora Argos realizou a Festa do Livro 2018. Durante os dois dias, a Festa contou com apresentações culturais do Literatório e Dança com Poema. Os autores da Editora estiveram presentes no Espaço do Autor, trocando ideias e conversando com o público sobre suas obras e as demais publicações científicas da Editora. A Argos disponibilizou mais de 40 mil livros com até 70% de desconto, para compras na Festa e na Loja Virtual. Além disso, o público tinha a opção de comprar uma obra e levar outra com um superdesconto e de comprar uma obra e levar outra, de graça. Para complementar as ações de aniversário, durante a noite de 23 de abril, o ilustrador Digo Cardoso produziu uma tela com o tema da nossa festa, os 26 anos da Argos. A tela foi sorteada na noite do dia 24, ao fim das atividades. GanhadoresA Argos realizou o sorteio da tela, produzida durante o evento, e de mais dois kits, um contendo obras da Argos e outro contendo produtos da Farmácia Escola, Livraria Universitária, Unochapecó e Editora Argos.1º Lugar – Tela produzida pelo ilustrador Digo Cardoso: Miriam Aldana2º Lugar – Kit Farmácia Escola, Livraria Universitária, Unochapecó e Editora Argos: Mariana Rossi3º Lugar – Kit Editora Argos: Odilon Luiz Poli
A Argos Editora da Unochapecó está com novidades. No último mês, foram lançados novos livros impressos e um e-book gratuito, incorporando-se ao acervo das mais de 350 obras já publicadas. Desta vez, as produções contemplam a função educadora no contexto social, a formação do indivíduo e a carreira acadêmica. Os textos são embasados no atual modelo pedagógico e nas experiências educacionais diferenciadas. São eles: “Educação e experiência estética”, por Alex Sander da Silva, “Formação humana na sociedade do espetáculo”, organizado por André Cechinel e Rafael Rodrigo Mueller, e “A extensão e a pesquisa”, organizado por Lilian Beatriz Schwinn Rodrigues e Maria Aparecida Lucca Caovilla. Os livros podem ser adquiridos na Livraria Universitária e também pelo site da Argos. Confira um pouco sobre cada uma das obras lançadas:“Educação e experiência estética”Este livro trata sobre as experiências educativas que, na sua configuração estético-formativa, contemplam uma compreensão da realidade que ultrapassa o uso de esquemas conceituais. Ao proporcionar o contato com o 'outro', a educação permite experiências enriquecedoras que, ao dissolver os mecanismos de repressão e formação reativos, inaugura uma nova relação da consciência com o mundo. A obra aborda que é necessário que a educação seja mais do que o simples 'ajuste das pessoas' a um determinado sistema social, mas o de compeli-las para propostas que atendam às exigências para formação de 'espíritos livres'. “Formação humana na sociedade do espetáculo”No mesmo segmento está a obra que faz uma releitura dos textos de Guy Debord. Os organizadores deste livro reuniram um conjunto de textos para questionar aspectos fundamentais do funcionamento do mundo educacional e de arrancar cada leitor da sua zona de conforto. Segundo eles, contestar a lógica do espetáculo hoje não significa necessariamente negar o prazer da cultura de massa. Implica, porém, uma visão de mundo que não se conforme com a falsa unificação das consciências. Este livro coeso ajuda a compreender os desdobramentos do espetacular no último meio século.“A extensão e a pesquisa”Esta obra reflete as diferentes experiências e atitudes integracionistas, protagonizadas por docentes, técnicos, estudantes extensionistas e pesquisadores em diferentes comunidades. Os trabalhos relatam o esforço de um coletivo de pessoas que apostam na extensão e sua relação, não como a imposição de um determinado conhecimento, mas como uma forma de compreender o mundo e de construir alternativas aos problemas reais. Os textos que integram esta coletânea reforçam e fortalecem os laços articuladores da extensão, com a pesquisa e o ensino, demonstrando as formas, o propósito e a razão de ser e existir de cada projeto. Além disso, proporciona aos estudantes o sentido do pertencimento, pois são sujeitos e protagonistas de sua formação, bem como seus principais socializadores.
“A danação do objeto: o museu no ensino de História”, de Francisco Régis Lopes Ramos, foi o primeiro volume da Coleção “História e Patrimônio”, organizada pelo Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina (CEOM) e publicada pela Argos Editora da Unochapecó. O pesquisador e educador Francisco Régis sempre desconfiou dos museus e procurou encontrar novas formas de compreender quais as reais intenções por trás das exposições e é isto que ele aborda nesta obra.O autor busca trazer novos pensamentos e reflexões sobre como podemos aprender com os objetos, indo além da aparência das exposições museológicas. Francisco Régis liberta os objetos dos museus de seus aprisionamentos ao “passado histórico”, trazendo-os para um contexto contemporâneo, em busca do sentido da relação entre homem e objeto, memória e história, ciência e educação.Este livro está imerso no universo dos museus e faz o leitor desbravar aquela desorganização organizada dos conteúdos expostos, entendendo o significado de suas imagens, palavras ocultas e vozes silenciadas. E em meio aos espaços onde os objetos são colocados, deslocados, arranjados e removidos o autor nos faz pensar sobre o uso que os objetos fazem de nós, os ‘espectadores’. Sobre o autorFrancisco Régis Lopes Ramos é professor titular do Departamento de História da Universidade Federal do Ceará (UFC) e pesquisador do CNPq com bolsa produtividade (nível 2). Possui graduação em História pela UFC (1992), mestrado em Sociologia pela UFC (1996) e doutorado em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2000). Tem experiência na área de História, com ênfase em História, atuando principalmente nos seguintes temas: memória, escrita da história, tempo, literatura e museu.
Em seu livro mais recente, “Leituras Desauratizadas: Tempos Precários, Ensaios Provisórios”, João Cezar de Castro Rocha fala sobre alguns dos autores e temas que se tornaram muito importantes em seu trabalho ao longo das últimas duas décadas: Machado de Assis e Shakespeare, jornalismo cultural e xadrez, museus e o atual estado da Crítica Literária (um dia eu adoraria vê-lo escrever sobre futebol, com a paixão e a competência que conheço de nossas – até agora – conversas privadas).No entanto, apesar das perspectivas inovadoras que ele extrai dos temas que analisa, o livro é, acima de tudo, uma busca por novas formas – mais precisamente, uma busca e um experimento sobre novas formas de escrever por meio das quais a Crítica Literária e as Ciências Humanas em geral poderiam, no futuro, atingir leitores de fora do ambiente acadêmico e, assim, fazer uma contribuição (talvez decisiva) para sua própria sobrevivência institucional e intelectual.Tanto o título do livro como a introdução de Valdir Prigol descrevem exatamente essa intenção: Prigol identifica algumas das técnicas e estratégias discursivas com as quais João Cezar, como autor, traz o leitor para dentro de suas análises e argumentos. Ao mesmo tempo, o título anuncia como isso poderá acontecer – se é que acontecerá – em um ambiente histórico no qual parecemos ter perdido todas as certezas tradicionais (“tempos precários”), no qual não acreditamos mais na condição quase transcendental dos objetos culturais que apreciamos e respeitamos (“leituras desauratizadas”) e no qual, por todas essas razões, tudo o que escrevemos ou dizemos tem um caráter provisório (“ensaios provisórios”).Mas todos esses conceitos talvez não sejam fortes e específicos o suficiente (afinal, há regras de modéstia autoral) para expressar de maneira aprofundada por que a prática de João Cezar é muito mais do que só mais uma tentativa desesperada – e desesperançosa – de atribuir ao nosso trabalho nas Ciências Humanas uma relevância de que muito precisamos.Para conferir a matéria completa publicada pelo Estadão, clique aqui.
O livro “Educação física na educação superior: trabalho docente, epistemologia e hermenêutica" compreende importante contribuição para o desenvolvimento científico da área, em especial à formação inicial e continuada em Educação Física. Além de fortalecer a inserção da Educação Física no ambiente universitário, o livro auxilia na compreensão do processo de construção da identidade epistemológica e da docência neste nível de ensino. A obra está estruturada em três partes, as quais abordam reflexões epistemológicas sobre o campo da Educação Física, discussões sobre o trabalho docente na Educação Superior e contribuições à docência universitária em Educação Física. Na primeira parte, ao reconhecer aproximações e distanciamentos entre a epistemologia e a hermenêutica, o autor apresenta a trajetória investigativa implementada para encontrar acordos entre os protagonistas que atuam na área, na tentativa de superar os frequentes espaços vazios detectados. A segunda parte inicia com a reflexão sobre o trabalho docente na Educação Superior, complementada pela discussão sobre a compreensão ampliada de currículo como projeto educativo e construção humana, na tentativa de construir ambientes favoráveis à formação e à inovação. A última parte compreende as contribuições à docência universitária em Educação Física a partir de sínteses derivadas do processo investigativo. Destaca-se a preocupação frequente de substituir/superar mero confronto de pensamentos divergentes pela tentativa de concretizar diálogo e acordos possíveis entre os protagonistas e suas proposições. A obra resulta da disciplina, do envolvimento e da determinação do autor em realizar a formação continuada em serviço, o que não impediu a concretização de estágio de doutorado no exterior. A sua elevada maturidade acadêmica pode ser observada nos hábitos de leitura e de escrita, bem como nas reflexões e diálogos estabelecidos com autores nacionais e internacionais.
A reflexão sobre as políticas urbanas dos “globalizados” anos 1990 que a autora apresenta constitui-se uma importante referência sobre a produção e a gestão das grandes cidades.Curitiba e Barcelona, expressões emblemáticas das novas formatações urbanas do capitalismo contemporâneo, materializam os objetos que foram analisados nessa empreitada. São tratados, com rigor metodológico, aspectos bastante caros à pauta urbana atual, caracterizada pela aparente desregulamentação e pela consequente desmedida empresarial. Assim, a radicalização da cidade como mercadoria, o advento do city marketing e a emergência de um mercado mundial de cidades são enfocados como importantes indicadores de modelo a ser seguido para a promoção das aglomerações urbanas nas escalas local, regional e global.A autora Fernanda Sánchez revela a intensa consonância entre economia e produção social do espaço urbano que se consubstancia na “mútua dependência entre materialização e simbolização”, determinando as “possibilidades históricas de efetivação dos interesses globais e seus agentes na nova especialidade urbana” nesses tempos de expansão excludente. Complementando a leitura crítica das políticas internacionais de promoção e de difusão transescalar de modelo de cidades como conjunto estruturado e estruturante de representações que configuram uma cidade-tipo, o trabalho desveia alguns dos principais determinantes ideológicos e práticos dos novos projetos de renovação urbana nas diversas cidades do mundo contemporâneo. São revelados, por exemplo, os motivos pelos quais um número crescente de governos locais passa a incorporar nas suas pautas administrativas políticas de promoção de suas cidades no âmbito da escala e do mercado mundial.Para adquirir acesse: http://goo.gl/htUqNs
As artes verbais passaram por um intenso processo de reinvenção no período de fins do século XVII ao início do XX. Essa trajetória e as mudanças que nela ocorrem podem ser notadas através das obras de filósofos, retóricos, poetas, ficcionistas, críticos e historiadores literários, que refletem os diversos aspectos da literatura. Esta obra reúne uma ampla série de textos representativos desse percurso, em uma edição cuidadosa e minuciosamente anotada. Todos os ensaios presentes foram selecionados de uma forma diversificada, mas que juntas seguem o mesmo conjunto de critérios estabelecidos pelo organizador, sempre dando ênfase na discussão do conceito da literatura e sua correlação com o problema do objeto, do método e dos procedimentos crítico-analíticos próprios aos estudos literários. “Uma ideia moderna de literatura” acaba de receber uma nova edição revista. Conservada em sua concepção original, o livro foi revisado, recebendo uma edição aperfeiçoada. Também possui um novo formato gráfico, dividindo-se em dois volumes. Sobre o autor Roberto Acízelo de Souza graduou-se em letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, pós-graduou-se em teoria da literatura (mestrado e doutorado) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e fez estudos de pós-doutorado em literatura brasileira na Universidade de São Paulo. Foi professor de teoria da literatura na Universidade Federal Fluminense, e atualmente é professor titular de literatura brasileira na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Entre suas publicações, figuram: Formação da teoria da literatura: inventário de pendências e protocolo de intenções (1987), O império da eloquência: retórica e poética no Brasil oitocentista (1999), iniciação aos estudos literários: objetos, disciplinas, instrumentos (2006), Introdução à historiografia da literatura brasileira (2007), Historiografia da literatura brasileira: textos fundadores – 1825-1888 (2014), História da literatura: trajetória, fundamentos, problemas (2014), Do mito das Musas à razão das Letras: textos seminais para os estudos literários – século VII a.C-século XVIII (2014), Variações sobre o mesmo tema: ensaios de crítica, história e teoria literária (2015), Um pouco de método: nos estudos literários em particular e nas humanidades em geral (2016), Na aurora da literatura brasileira: olhares portugueses e estrangeiros sobre o cânone nacional em formação – 1805-1885 (2017), E a literatura, hoje? Estudos de crítica, história e teoria literárias (2018), Teoria da literatura: trajetória, fundamentos, problemas (2018).