O livro nasceu de uma inquietação dos autores, que são professores da disciplina de Metodologia da Pesquisa em diferentes programas de pós-graduação, quanto a racionalizar o processo de pesquisa,
A Associação Chapecoense de Futebol completa 50 anos. Veio ao mundo no dia 10 de maio de 1973. Este livro é, principalmente, uma singela homenagem do autor para o cinquentenário da Chape. Cinquenta anos n&atil
Conhecido pela defesa do imaterialismo, o filósofo irlandês George Berkeley (1685-1753) fez importantes contribuições para várias áreas fundamentais da filosofia (metafísica, filosofia da c
Luiz César de Sá se interroga neste livro sobre as técnicas letradas na base do funcionamento de querelas da França dos séculos XVI e XVII. Os métodos empregados na análise de escritos
Os estudos aqui reunidos demonstram as tantas possibilidades analíticas que se abrem quando observados os casos de escândalo nas artes e nas letras brasileiras. Por diferentes caminhos, as situações estudad
Os estudos aqui reunidos demonstram as tantas possibilidades analíticas que se abrem quando observados os casos de escândalo nas artes e nas letras brasileiras. Por diferentes caminhos, as situações estudadas f
Por mais familiares que os termos estampados no titulo deste ensaio possam parecer, atestam a grande distância que nos separa de um passado em que a conveniência necessária entre as palavras e as coisas estava exposta
A produção literária, cultural e artística entre 1890-1920 reunida sob o termo “Belle Époque” é representada na historiografia com um pálido traço que sugere transi&cced
Ano da edição: 2024 Organizadores: Martin Kuhn, Daniela Leal, Diego Orgel Dal Bosco Almeida ISBN: 978-658032957-1 Páginas: 391 O que pode, afinal, o conhecimento em Educação? Em um contexto marcado pelo excesso de discursos e por transformações nos planos cultural, econômico, político e tecnológico, refletir sobre como produzimos conhecimento torna-se uma tarefa importante. Das reflexões às ações, quais mundos existem e que outros mundos são possíveis? A partir de perspectivas dos diversos campos de estudos da Educação, o VIII Colóquio Integrado das Linhas de Pesquisa e o II Seminário Diálogos Internacionais de Educação, realizados de forma concomitante, buscam contribuir para reflexões sobre a produção de conhecimento na área de Educação em diferentes perspectivas: formação de professores, currículo, práticas pedagógicas, diversidade, interculturalidade e educação inclusiva.
Ano de edição: 2019 Organizadores: Ricardo Luiz de Bittencourt; Gislene Camargo ISBN: 978-85-7897-322-3 Páginas: 133 A Educação a Distância (EaD) é uma das alternativas encontradas pelo Estado brasileiro para expandir a matrícula na Educação Superior e atender a necessidade de formar professores em nível superior. As primeiras iniciativas de formação de professores em nível superior na modalidade a distância foram assumidas inicialmente pelas universidades públicas e, posteriormente, as universidades privadas perceberam uma lacuna de formação e entraram com toda força nesse “nicho de mercado”. Após quase duas décadas de implementação dessa política de formação de professores é preciso refletir sobre os efeitos dessa modalidade de ensino ainda em forte expansão no Brasil. Assim, a proposta deste livro é a de proporcionar aos leitores a reflexão sobre como esses professores recém-formados a distância estão chegando às escolas. Tomam-se como ponto de partida, para provocar as reflexões, as percepções dos gestores escolares.
Ano da edição: 2021 Autores: Júlio César Zilli , Valdir Scarduelli Neto, Fernando Locks Machado, Janini Cunha de Borba ISBN: 978-65-88029-21-3 Páginas: 114 O e-book “Do Sul Catarinense (AMREC) para o Mundo: Exportação de Práticas e Soluções Inovadoras” preenche uma lacuna importante ao propor suprir as carências de conhecimento do participante do universo internacional ao mesmo tempo em que facilita o acesso às estratégias de gestão e competitividade. A louvável iniciativa de reunir em um e-book os resultados da pesquisa realizada em quarenta e sete empresas exportadoras da região carbonífera do estado de Santa Catarina pelo Grupo de Pesquisa Gestão e Estratégia em Negócios Internacionais - GENINT da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), permite apresentar não somente proposições teóricas e aplicadas sobre as estratégicas de gestão e competitividade em negócios internacionais, mas também o conhecimento de quem precisa renovar constantemente a forma de inserção em um mundo competitivo.
A ideia deste livro nasceu em um destes momentos de tecer a vida em que nos encontramos − as organizadoras − e, entre cafés e conversas, nos deparamos com um marco histórico significativo em nossas trajetórias pessoais e profissionais: o aniversário de 20 anos do Curso de Nutrição da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó). O Curso em que, há mais ou menos tempo, cada uma de nós vem acrescentando um fio, um ponto, uma cor, modificando a trama e se modificando no movimento de tecê-la. Trata-se de um tecer a carreira, a docência, o humano, a vida mesma. Trecho retirado da apresentação da obra Organizadores: Carla Rosane Paz Arruda Teo, Fernanda Grison Confortin, Liziane Cassia Carlesso, Marina Pizzi, Nádia Kunkel Szinwelski, Roberta Lamonatto Taglietti, Viviane Lazari Simomura ISBN: 978-85-7897-381-0
Ano da edição: 2018 Organizadores: Danielly Oliveira Inomata, Orestes Trevisol Neto ISBN: 978-85-7897-289-9 Páginas: 209 Ao considerar inovação como uma ação ou um ato de modificar, renovar ou criar de uma novidade, é factível entender que estão incorporados nesta obra 12 relatos de pesquisas brasileiras, conclusas ou não, que apontam caminhos ou estratégias diferentes aos habituais percursos que são construídos para examinar as questões inerentes à Biblioteconomia e à Ciência da Informação. Sob esta concepção, esta obra, de iniciativa dos professores do curso de Biblioteconomia da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó) e da Universidade Federal do Amazonas, se debruça para examinar a inovação na Biblioteconomia sob diferenciados contextos, a saber: o tecnológico e seu emprego no aperfeiçoamento da oferta de produtos e serviços; o da promoção de informações dispostas em diferenciados ambientes para consumo de públicos diversificados; o da informação enquanto elemento construtivo dos processos de inovação e prospecção tecnológica; o do empreendedorismo; e o da imagem, seja ela institucional, seja ela urbana, denotando a transversalidade das temáticas tratadas.
Ano de edição: 2025 Organizadores: Daniela Leal e Carla Teo ISBN: 978-85-7897-397-1 Páginas: 139 Os capítulos reunidos neste livro representam o comprometimento, das autoras, com a base epistêmica, metodológica e ontológica, que tem como motor a perspectiva dialética, a qual move a teoria histórico-cultural. Ou, como diria Konder (2004, p. 83), se “uma das características essenciais da dialética é o espírito crítico e autocrítico”, pode-se dizer que todas “examinam constantemente o mundo em que atuam”, estando sempre dispostas “a rever interpretações em que se baseiam para atuar”.
Ano da edição: 2020 Organizadoras: Maria Aparecida Lucca Caovilla Silvana Winckler Bruna Fabris ISBN: 978-65-88029-16-9 Páginas: 281 Em agosto de 2020, o curso de Direito da Unochapecó completou 35 anos de atuação regional. Já o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito (PPGD) celebrou, no mês de março, cinco anos de jornada. Dentre os motivos para comemorar, sobressaem mais de um milhar de profissionais formados pela Unochapecó, em nível de graduação e de pós-graduação Stricto Sensu (bacharéis e mestres em Direito), sem mencionar as inumeráveis turmas de especialistas que buscam nesta Universidade o aperfeiçoamento contínuo! O curso de Direito e o PPGD honram-se pela contribuição à formação intelectual crítica de profissionais e pesquisadores, com vistas à efetivação de práticas jurídicas que levem à promoção dos direitos da cidadania em todas as suas dimensões, com ênfase nos aspectos ambientais e transnacionais, no que diz respeito à pós-graduação. Para comemorar o fechamento deste ciclo, em parceria com o Observatório de Políticas Constitucionais Descolonizadoras para a América Latina (OPCDAL), foi organizada esta edição comemorativa com a participação e contribuição de professores(as) e mestres(as) que fizeram parte da história do Programa Stricto Sensu, com a publicação de artigos científicos em forma de capítulos, distribuídos nas Coletâneas: “Volume I – Direito, Cidadania e Socioambientalismo” e “Volume II – Direito, Cidadania e Atores Internacionais”.
Ano da edição: 2023 Organizadores: Reginaldo Pereira, Andréa de Almeida Leite Marocco and Jaqueline Kelli Percio. ISBN: 978-85-7897-348-3 Páginas: 174 It all started twenty-five years ago. When Fapesc emerged, the 2000s were nothing but an unclear future that inspired fear with all of the turn of the millennium symbology. The state’s technology ecosystem was still incipient, development notices for this purpose from specific agencies were non-existent, and innovation was a common word only in academic circles. It was a long, winding road to get to where we are now. We recovered every aspect regarding contributions that the ecosystem received from other departments, such as the Acafe System, Sebrae, the Certi Foundation, Facisc, Fiesc and business organizations. And how the ecosystem also went in the opposite direction, making a direct impact on the daily lives of universities, institutes and public agencies, as well as on the industry of Santa Catarina. This book also shows how the ecosystem made national and international connections, how we evolved with the passing years, and how this led to the Pact for Innovation, to Intellectual Property assets and to the consolidation of the state of Santa Catarina as a reference in STI.
A obra “O golpe civil-militar de 1964 no Sul do Brasil”, organizada por Alessandro Batistella, é uma grande contribuição a atuais debates em relação ao “passado que não passa”. O livro aponta a experiência de uma ditadura, relativizada, inviabilizada, negada e esvaziada de conteúdo, que, por vezes, acabou disseminando efeitos na sociedade, marcando de forma significativa uma grande parcela da população.A obra foi resultado de uma rigorosa pesquisa e reflexão dos autores aqui presentes, apresentando estudos acadêmicos do Golpe de Estado de 1964, em contexto da realidade enfrentada no Sul do brasil. Com seu grande aporte, esta pesquisa busca analisar e estudar novas historiografias sobre a época, trazendo novas perspectivas, reflexões e conhecimentos. Procura mostrar como um passado ditatorial traumático interferiu em muitas questões sociais na região.A qualidade dos artigos, certamente, produziram efeitos mobilizadores, eles vão despertar diversos motivos para aprofundar e mergulhar em nossas próprias reflexões em relação a todo o ocorrido, e, assim, pensar em novos caminhos, ampliando novos horizontes explicativos. Além do formato impresso, o livro também está disponível em formato e-book e estão à venda em nosso site, confira: <http://www.editoraargos.com.br/>. Sobre o organizador Alessandro Batistella é graduado (2004) e mestre (2007) em História pela Universidade de Passo Fundo (UPF). Doutor (2014) em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atualmente, é professor do curso de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (UPF).
Hans Vaihinger (1852-1933) concebeu o primeiro estudo sistemático da ficção na cultura alemã, a filosofia do como se. Junto com a antropologia literária de Wolfgang Iser, “A filosofia do como se” é a contribuição alemã mais importante à teoria da ficção do século XX e defende uma concepção ficcionalista de teoria: ficções não representam obstáculos no caminho da razão, mas, ao contrário, são artifícios produtivos sem os quais as ciências, sobretudo as chamadas “exatas”, não cumpririam boa parte de suas finalidades. Assim, a ficção ganha dignidade de outras operações mentais, como indução e dedução. Exegeta renomado da filosofia de Immanuel Kant, Vaihinger publicou seu livro em 1911. Jorge Luis Borges, Albert Einstein, Thomas Mann, Sigmund Freud, Alfred Adler e muitos outros eram leitores das obras de Vainhinger. Cem anos após a publicação na Alemanha, a tradução deste tratado é agora entre ao leitor brasileiro.Para adquirir acesse: http://goo.gl/TcM6vt
Neste mês de abril, a Argos comemora 25 anos de existência. Por este mês ter um grande valor simbólico, preparamos uma promoção especial para comemorar, com você, o nosso aniversário. Livros com até 60% de desconto. Promoção válida até 28/04/2017 na Loja Virtual da Argos (http://www.unochapeco.edu.br/argos) ou na Livraria Universitária da Unochapecó. Boa leitura!
A obra “Engenharia Civil: da teoria à prática” mostra quais os problemas rotineiros relacionados à Engenharia Civil e retrata metodologias voltadas para as suas soluções cotidianas. O livro reúne uma série de trabalhos de pesquisa, desenvolvidos pelos professores do Núcleo de Pesquisa Stricto Sensu em Tecnologia e Inovação, na Unochapecó.Neste volume estão incluídos textos que abordam Tecnologia e Inovação, divididos em quatro áreas da Engenharia Civil: análise estrutural, tecnologia do concreto, práticas pedagógicas, projetos e execução na construção civil. Os textos abordam técnicas de análise, materiais e propriedades, experiências e metodologias, ferramentas de programação, projetos e execução. Sobre os organizadores Roberto Carlos Pavan: possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Católica de Pelotas (UCPEL), mestrado e doutorado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Tem experiência na área de Engenharia Civil, com ênfase em Análise Estrutural. Atualmente é professor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus Chapecó (SC), e professor convidado do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia e Gestão da Inovação da Unochapecó.Mauro Leandro Menegotto: possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Estadual de Ponta Grossa e doutorado em Geotecnia pela Universidade de São Paulo. Atualmente é professor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus Chapecó (SC). Tem em experiência na área de Engenharia Civil, com ênfase em Fundações e Escavações, Mecânica dos Solos, Infraestrutura de Transportes e Geotecnia Ambiental. Marcelo Fabiano Costella: mestre em Engenharia Civil e doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), atualmente é docente do Mestrado Profissional em Tecnologia e Gestão da Inovação da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó), docente do Mestrado Acadêmico em Engenharia Civil na Faculdade Meridional (IMED) e ministra disciplinas em especializações de Engenharia de Segurança do Trabalho e cursos sobre a Norma de Desempenho. Tem experiência na área de Engenharia Civil, tendo executado mais de 50 mil m² de obras de edificações verticais, e na área de Gestão de Produção Civil com foco no desempenho de edificações habitacionais e Engenharia de Produção, com ênfase em Segurança do Trabalho.
Além de uma importante fonte de pesquisa, contendo um material didático de fácil compreensão, os estudantes encontrarão na obra “Aspectos introdutórios do estudo da contabilidade” o apoio necessário, com diversos exercícios práticos e conceitos teóricos, que lhes permitirá aplicar o conhecimento recém-adquirido e averiguar o nível de aprendizado, introduzindo os leitores no conhecimento do funcionamento do mercado de trabalho atual. A obra faz parte da coleção Didáticos, da Editora Argos, e é utilizada na disciplina de Contabilidade Introdutória/Contabilidade Geral, componente do Curso de Graduação em Ciências Contábeis, e possível de ser utilizada também nos demais cursos que utilizem esses conteúdos. O e-Book é uma grande contribuição para a produção científica na área de Ciências Contábeis, que cresce muito nos últimos anos e vem avançando cada vez mais em Santa Catarina. A Editora Argos, agora, publica a segunda edição revisada e atualizada da obra no formato eletrônico, como e-PUB. Confira esse e outros títulos em nosso site: http://www.editoraargos.com.br/ Sobre os autores Sady Mazzioni: é doutor em Ciências Contábeis e Administração e mestre em Ciências Contábeis pela Universidade Regional de Blumenau. Atua como professor da Universidade Comunitária da Região de Chapecó nos cursos de graduação e especialização. É coordenador do Curso de Graduação em Ciências Contábeis e possui experiência em gestão universitária superior. Omeri Denatto: é mestre em Ciências Contábeis pela Universidade Regional de Blumenau. Pós-graduado em Controladoria e Finanças e em Desenvolvimento Empresarial, e graduado em Ciências Contábeis pela Universidade de Oeste de Santa Catarina. Foi contador das Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. e professor no Curso de Ciências Contábeis da Universidade Comunitária da Região de Chapecó. Atua também na área de Gestão, com ênfase em Controladoria e Finanças. Celso Galante: é mestre em Ciências Contábeis pela Universidade Regional de Blumenau. Pós-graduado em Administração Pública e em Contabilidade e Gestão Pública, e graduado em Ciências Contábeis pela Universidade do Oeste de Santa Catarina. É professor titular no Curso de Ciências Contábeis da Universidade Comunitária da Região de Chapecó e atua na área de Controle Interno.
A obra “Gestão e mediações nas rádios comunitárias: um panorama do estado de Santa Catarina”, de Terezinha Silva, apresenta um panorama do desenvolvimento das rádios comunitárias em Santa Catarina e analisa em que medida elas têm sido experiências locais de aprendizado para o exercício da cidadania. O livro mostra como o trabalho das rádios comunitárias é fortemente condicionado pela normativa jurídica vigente, pela vida econômica, política e associativa locais e por afirmações identitárias. A autora Terezinha Silva é formada em Jornalismo, com mestrado em Educação e Comunicação e já trabalhou como jornalista em Santa Catarina. Em 2006 iniciou seu doutorado em Ciências da Informação e da Comunicação pela Universidade Paris X, na França, e desenvolve pesquisa na área de comunicação política.Para adquirir acesse: http://goo.gl/206sYz
Em meio aos debates históricos sobre os conflitos políticos vividos ao longo do tempo por grande parte da população, a obra “Partidos, eleições e voto” traz um conjunto de estudos e pesquisas sobre a compreensão do comportamento político dos eleitores no oeste catarinense, analisando o âmbito social e educacional da região.Todas as pesquisas selecionadas no livro são relacionadas ao Programa de Pesquisa de Opinião e Análise do Comportamento Eleitoral e ao Grupo de Pesquisa Comportamento Político e Cidadania do então Centro de Ciências Humanas e Sociais da Unochapecó. A finalidade desses estudos é viabilizar um canal de divulgação de trabalhos, realizados acerca do comportamento eleitoral, participação política e outras questões envolvendo o tema.O desenvolvimento da obra tem grande contribuição para a compreensão interdisciplinar política, trazendo reflexões que dizem respeito às ações humanas e políticas e abrindo portas para diversas discussões, em busca de uma sociedade mais democrática e de cultura política mais participativa. Sobre a autoraMonica Hass é graduada em Comunicação Social (Jornalismo), mestre e doutora em Sociologia Política pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atualmente é professora adjunta da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus de Chapecó. É autora de livros e artigos sobre poder local, cultura política e democracia.
Já faz algum tempo que estamos estranhando a importância exagerada que assumem o corpo e a sexualidade não só em nossas festas de carnaval, mas também no imaginário social. Nos discursos históricos sobre o povo brasileiro, mulheres sensuais e homens vorazes logo ganham destaque, especialmente quando se discute a construção da identidade nacional. Nos textos de intelectuais como Paulo Prado e Gilberto Freyre, nos anos 1920 e 1930, ou retrocedendo aos livros dos viajantes europeus, que aqui aportaram nos séculos XVII e XVIII, ou mesmo voltando ao texto inaugural, a carta de Pero Vaz de Caminha para el Rey do Império português, os corpos ganham destaque a partir de um olhar que sensualiza as formas, erotiza os gestos, mas também classifica, normatiza e condena. É assim que as “índias nuas” se tornam próximas da “moura encantada” em Freyre, libidinosas, excitáveis e prontas a entregarem-se aos colonizadores portugueses, segundo Prado, em meio à promiscuidade sexual reinante no período colonial, participando como figuras centrais de representações misóginas repetidas por décadas a fio.Diante desse quadro mórbido e assustador, a preocupação com o “saneamento da raça” e com a produção de um povo higiênico, saudável, limpo e belo emerge especialmente nos textos dos médicos e juristas, desde o século XIX e adquire toda a centralidade nas discussões dos eugenistas. A tal ponto que Renato Kehl, principal expoente da eugenia no Brasil, publica um longo volume intitulado A cura da fealdade, em 1923, preocupado com as aparências de um povo que, aos seus olhos, parecia muito feio.A perplexidade que esse texto produz, principalmente ao se considerar o prestígio atual das belíssimas modelos brasileiras em todo o mundo levou a historiadora Maria Bernadete Ramos Flores, professora titular do Departamento de História da Universidade Federal de Santa Catarina, a percorrer minuciosamente os estranhos caminhos das discussões tecidas pelos homens e mulheres cultos, no Brasil, desde o século XIX, referenciados pelas teorias racistas europeias. O resultado é um denso e elaborado estudo intitulado “Tecnologia e estética do racismo. Ciência e arte na política da beleza”, que vem a público numa edição cuidadosa, pela Editora Argos.Na política racista de domesticação dos corpos e produção de indivíduos belos, mostra a autora, o desenvolvimento científico e tecnológico se alia às projeções artísticas inspiradas desde a Grécia antiga. Historiadora perspicaz, Maria Bernadete evidencia como o culto ao corpo belo dos antigos é apropriado e subvertido na Modernidade, tornando-se sujeição aos padrões dominantes de existir, da aparência à subjetividade. Pedagogia dos corpos, educação dos sentidos, autocontrole e pouca expressividade emocional são temas que constituem um amplo repertório das práticas da dominação. Leitora de Michel Foucault, para além de outras importantes referências filosóficas, a autora mostra como, para além das mentes, o poder incide sobre os corpos, os gestos e as individualidades, ameaçando capturar a própria vida.Desde a primeira parte do livro, intitulada “Ciência e Arte na Política da Beleza”, passando por “A questão sexual” e “A Invenção da Raça”, terceira e quarta partes, é a beleza do corpo que está em jogo. Mas de que beleza se trata? Que políticas se constituem para atingir esse ideal que se quer eterno e universal e que, não obstante, a autora demonstra sobejamente ser histórico? Os tratados de sexologia de médicos como o Dr. Hernani de Irajá, autor de “Morphologia da Mulher. A Plástica Feminina no Brasil”, em 4ª edição, em 1937 (p. 104), e “Sexo e Beleza” (p. 109), por exemplo, discutem a fisiologia do corpo feminino, informam sobre as necessidades sexuais masculinas e condenam a prostituição e a homossexualidade, revelando um medo atávico da degenerescência física e moral. Maria Bernadete examina minuciosa e ironicamente a obra científica e artística desse médico – que é também pintor e que, como tal, se diz contrário a toda expressão das vanguardas artísticas –, revelando que o ideal de beleza feminina expresso numa e noutra não se diferencia, atravessado pelos mesmos preconceitos e pelo mesmo regime de verdades e valores morais.Trabalhando com a categoria feminista do gênero, a autora não se restringe às questões femininas. Nesse sentido, destaca como, obcecados com a higienização de todo o povo brasileiro, com o branqueamento da raça e com a domesticação das mulheres, os doutores também definem o corpo masculino belo, enquanto estigmatizam o seu oposto, o do homem pobre, feio e “preguiçoso”. Assim, “anormais” masculinos ou femininos passam a habitar inúmeras páginas desse livro, através dos discursos das elites, polarizando com os ideais de pureza e limpeza. Autoritárias, estas entendem que embelezar toda uma população implica corrigir e adestrar os diferentes, para torná-los um todo homogêneo e coeso à imagem do Homem. Como afirma Kehl: “O homem capaz de talhar no mármore a Vênus, é capaz também de moldar plasticamente toda a humanidade.” (p. 62).O que se quer como melhoria do povo resulta em pedagogia totalitária da população, em biopolíticas, pode-se acrescentar. Em sua ficção de 1945, intitulada “O presidente negro ou o choque das raças – Romance Americano do ano 2228”, Monteiro Lobato propõe a esterilização dos negros como método radical para branquear a raça, entendendo como possível “o conserto do mundo pela eugenia”, como nos mostra a autora (p. 410). “Se a cultura deriva da raça e do meio, ou vice-versa, é inútil esta natureza dionisíaca brasileira, já que falta ao Jeca a disciplina apolínea para criar a vida, a arte, a cultura, o progresso, a técnica, o pensamento racional”, parafraseia ela, ironizando o discurso masculino racista.Lobato, porém, não é exceção à regra. Nem mesmo o feminismo liberal entra em dissonância com esse ideário nacionalista e racista. Em 1929, a utopia da advogada e escritora paulista, Adalzira Bittencourt, apresentada em seu romance “Sua Excia: a presidente da república no ano de 2500”, imagina um Brasil grandioso, moderno, racionalmente organizado, branco e asséptico. Governado por uma mulher, não é menos autoritário e racista, como deixa bem claro a historiadora que, sem abandonar o feminismo, não faz concessões em suas críticas contundentes. Nesse país imaginário, em que as mulheres estariam no poder, sem deixar de cumprir a “sagrada” missão materna, os negros seriam devolvidos à África e a pobreza seria eliminada, tanto quanto a feiúra: “A estética tomou conta de tudo! Toda feiúra fora removida! Não só as pessoas se tornaram belas. As cidades eram as mais modernas do mundo, sob a atuação das engenheiras”, ironiza a autora à página 415.Livro erudito, investiga com cuidado cada tema, por sua vez, desdobrado em múltiplas temáticas e referências que enriquecem em grande parte a produção que se vem realizando no interior da História Cultural. Menos voltada para a análise das lutas sociais entre as classes, essa historiografia introduz novos temas e permite novas abordagens, descortinando as manifestações do poder lá onde menos se espera, nas práticas discursivas, no corpo, na sexualidade, nos sonhos ou nas fantasias.A leitura desse excelente trabalho nos leva a perguntar pelas razões históricas de tanto incômodo diante da feiura, tanto quanto sugere um estranhamento pelo modo como a beleza foi naturalizada e associada a ideais autoritários, racistas e eugênicos, tão distantes daquilo que valorizavam os antigos gregos e romanos. Talvez se possa dizer que se trata aqui de uma história do impossível, se perguntarmos como tudo isso foi possível, como essas concepções tão excludentes e hierarquizadoras ganharam crédito e tornaram-se hegemônicas em toda, ou quase toda a sociedade, repetidas como verdades, sem maiores questionamentos.E mais, leva-nos a perguntar pela sua continuidade e desdobramentos em nossos dias, quando a “ditadura do corpo e da beleza” deixa de atingir apenas as mulheres, exigindo esbeltez, agilidade, flexibilidade e adequação aos novos padrões estéticos também dos homens, heterossexuais, gays, negros, brancos, orientais, jovens e velhos. O crescimento das academias de ginástica, dos programas de body health, das dietas e receitas de reeducação alimentar e da cirurgia plástica estão aí, mostrando que o espaço público se torna uma grande passarela, onde a exigência número um para a aceitação e o sucesso é a própria expressão corporal. Mais uma volta no parafuso?Margareth RagoHistoriadora – UNICAMP