O livro nasceu de uma inquietação dos autores, que são professores da disciplina de Metodologia da Pesquisa em diferentes programas de pós-graduação, quanto a racionalizar o processo de pesquisa,
A Associação Chapecoense de Futebol completa 50 anos. Veio ao mundo no dia 10 de maio de 1973. Este livro é, principalmente, uma singela homenagem do autor para o cinquentenário da Chape. Cinquenta anos n&atil
Conhecido pela defesa do imaterialismo, o filósofo irlandês George Berkeley (1685-1753) fez importantes contribuições para várias áreas fundamentais da filosofia (metafísica, filosofia da c
Luiz César de Sá se interroga neste livro sobre as técnicas letradas na base do funcionamento de querelas da França dos séculos XVI e XVII. Os métodos empregados na análise de escritos
Os estudos aqui reunidos demonstram as tantas possibilidades analíticas que se abrem quando observados os casos de escândalo nas artes e nas letras brasileiras. Por diferentes caminhos, as situações estudad
Os estudos aqui reunidos demonstram as tantas possibilidades analíticas que se abrem quando observados os casos de escândalo nas artes e nas letras brasileiras. Por diferentes caminhos, as situações estudadas f
Por mais familiares que os termos estampados no titulo deste ensaio possam parecer, atestam a grande distância que nos separa de um passado em que a conveniência necessária entre as palavras e as coisas estava exposta
A produção literária, cultural e artística entre 1890-1920 reunida sob o termo “Belle Époque” é representada na historiografia com um pálido traço que sugere transi&cced
Ano da edição: 2020 Organizadores: Sady Mazzioni; Cristian Baú Dal Magro ISBN: 978-65-88029-20-6 Páginas: 237 A adoção de práticas sociais e ambientais melhoram a qualidade de vida das pessoas e viabilizam o desenvolvimento sustentável. As estratégias sustentáveis de longo prazo incluem cuidados com os efeitos provocados pelas atividades empresariais, preocupando-se com os aspectos ambientais, sociais e econômicos. O objetivo desta obra é disseminar as Melhores Práticas de Sustentabilidade das empresas e demais entidades associadas da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), participantes da 1ª edição do Prêmio ACIC/Unochapecó de Sustentabilidade. Os oito casos relatados incluem práticas de destinação ambiental adequada de resíduos; obras de engenharia no modelo sustentável; incentivo de hábitos mais sustentáveis na comunidade; doações de sistemas fotovoltaicos às entidades beneficentes; facilitação do trabalho dos catadores de resíduos; práticas de convivência educativa que oportuniza a inclusão social de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade; e desenvolvimento do agronegócio regional com estímulo aos pequenos agricultores. As empresas e entidades promotoras das ações relatadas na obra foram premiadas pelas contribuições geradas à sociedade e ao planeta. Essa publicação tem o intuito de inspirar outras empresas e entidades a se envolverem na promoção do desenvolvimento sustentável.
Ano de edição: 2023 Organizadores: Maria Aparecida Lucca Caovilla (orgs) ISBN: 978-85-7897-355-1 Páginas: 40. A Rede de Observatórios Latino-Americanos para a Efetivação da Agenda 2030 –REDE OBSERVA AG2030 – nasce da união de pesquisadores e pesquisadoras de Universidades do Brasil e da Argentina, por meio do projeto denominado “Agenda 2030: Experiências da Colaboração Interinstitucional de Pesquisas e Observatórios para Subsidiar Políticas Públicas para o Desenvolvimento Sustentável”, que propõe a disseminação da Agenda 2030 e o estudo especializado em torno dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para apoiar e subsidiar a (re)elaboração de políticas públicas e diretrizes para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental a partir de experiências interinstitucionais de pesquisas no âmbito de atuação da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Chapecó, Santa Catarina), Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Ijuí, Rio Grande do Sul), Universidad Nacional de Misiones (Misiones/Argentina) e Universidad Gastón Dachary (Misiones/Argentina). A Agenda 2030 e os 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da ONU são oportunidades concretas de promover a transformação que a sociedade do século XXI requer para um novo marco civilizatório no Planeta, pressupondo a existência de uma responsabilidade coletiva e difusa diante das consequências atuais e futuras do desenvolvimento. As páginas seguintes foram elaboradas para oportunizar a interlocução entre as línguas espanhola e portuguesa e a troca de conhecimentos para construção de uma perspectiva de criação de novos hábitos e valores no âmbito da compreensão do próprio exercício da cidadania e da Agenda 2030 da ONU e os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Importante destacar que a presente obra foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Estado de Santa Catarina (FAPESC), no âmbito do Edital de Chamada Pública FAPESC No. 15/2021 - Programa de Ciência, Tecnologia e Inovação de Apoio aos Grupos de Pesquisa da Associação Catarinense das Fundações Educacionais – Acafe - Termo de Outorga: No. 2021TR001154. A Rede de Observatórios para a Efetivação da Agenda 2030 – REDE OBSERVA AG2030, deseja que o conteúdo desta produção sirva de orientação para mudanças sociais por meio dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Ano de edição: 2025 Organizadora: Carla Rosane Paz Arruda Teo ISBN: 978-85-7897-392-6 Páginas: 166 Este livro é, portanto, um dos produtos gerados no âmbito deste projeto, que se configura em um movimento de − antes de negar ou de aderir ingenuamente − resistir aos desafios contemporâneos apontados, que induzem e reforçam o individualismo, a competitividade, os desequilíbrios nas relações de poder e no reconhecimento do valor social das diferentes profissões, fragmentando o trabalho e fragilizando a atenção à saúde. Assim é que a obra está organizada na direção de abordar e responder aos princípios da educação interprofissional elencados (Barr; Low, 2012; Barr; Low, 2013; Barr et al., 2017), em uma tessitura que incorpora os demais elementos temáticos mencionados e que, aqui, nos interessam.
Ano da edição: 2021 Autores: Júlio César Zilli , Valdir Scarduelli Neto, Fernando Locks Machado, Janini Cunha de Borba ISBN: 978-65-88029-21-3 Páginas: 114 O e-book “Do Sul Catarinense (AMREC) para o Mundo: Exportação de Práticas e Soluções Inovadoras” preenche uma lacuna importante ao propor suprir as carências de conhecimento do participante do universo internacional ao mesmo tempo em que facilita o acesso às estratégias de gestão e competitividade. A louvável iniciativa de reunir em um e-book os resultados da pesquisa realizada em quarenta e sete empresas exportadoras da região carbonífera do estado de Santa Catarina pelo Grupo de Pesquisa Gestão e Estratégia em Negócios Internacionais - GENINT da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), permite apresentar não somente proposições teóricas e aplicadas sobre as estratégicas de gestão e competitividade em negócios internacionais, mas também o conhecimento de quem precisa renovar constantemente a forma de inserção em um mundo competitivo.
Ano da edição: 2018 Organizadores: Danielly Oliveira Inomata, Orestes Trevisol Neto ISBN: 978-85-7897-289-9 Páginas: 209 Ao considerar inovação como uma ação ou um ato de modificar, renovar ou criar de uma novidade, é factível entender que estão incorporados nesta obra 12 relatos de pesquisas brasileiras, conclusas ou não, que apontam caminhos ou estratégias diferentes aos habituais percursos que são construídos para examinar as questões inerentes à Biblioteconomia e à Ciência da Informação. Sob esta concepção, esta obra, de iniciativa dos professores do curso de Biblioteconomia da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó) e da Universidade Federal do Amazonas, se debruça para examinar a inovação na Biblioteconomia sob diferenciados contextos, a saber: o tecnológico e seu emprego no aperfeiçoamento da oferta de produtos e serviços; o da promoção de informações dispostas em diferenciados ambientes para consumo de públicos diversificados; o da informação enquanto elemento construtivo dos processos de inovação e prospecção tecnológica; o do empreendedorismo; e o da imagem, seja ela institucional, seja ela urbana, denotando a transversalidade das temáticas tratadas.
Ano da edição: 2021 Autores: Júlio César Zilli , Valdir Scarduelli Neto, Fernando Locks Machado, Janini Cunha de Borba ISBN: 978-65-88029-21-3 Páginas: 114 O e-book “Do Sul Catarinense (AMREC) para o Mundo: Exportação de Práticas e Soluções Inovadoras” preenche uma lacuna importante ao propor suprir as carências de conhecimento do participante do universo internacional ao mesmo tempo em que facilita o acesso às estratégias de gestão e competitividade. A louvável iniciativa de reunir em um e-book os resultados da pesquisa realizada em quarenta e sete empresas exportadoras da região carbonífera do estado de Santa Catarina pelo Grupo de Pesquisa Gestão e Estratégia em Negócios Internacionais - GENINT da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), permite apresentar não somente proposições teóricas e aplicadas sobre as estratégicas de gestão e competitividade em negócios internacionais, mas também o conhecimento de quem precisa renovar constantemente a forma de inserção em um mundo competitivo.
Organizador: Alexsandro Stumpf Todos os textos aqui apresentados demonstram a articulação entre Ensino, Pesquisa e Extensão nas diversas áreas do conhecimento. São trabalhos desenvolvidos tanto por estudantes e professores da Unochapecó, quanto por pesquisadores e estudiosos de outras instituições de ensino, visto que a 8ª edição, o SIEPE buscou tornar ainda mais visível toda esta vasta produção acadêmica. Diante da temática “A aproximação dos grupos de pesquisa da universidade”, o evento de 2018 atingiu o recorde de participantes.
Ano da edição: 2021 Organizadores: Hilário Júnior dos Santos; Elcio Cecchetti ISBN: 978-65-88029-47-3 Páginas: 226 A Aprendizagem Baseada em Experiências (ABEx) é uma concepção de aprendizagem que busca promover a formação integral nos âmbitos social, interpessoal, pessoal e profissional, por meio de processos pedagógicos centrados nas dimensões do saber (conceitos), saber-fazer (habilidades) e saber-ser/viver (atitudes), a partir de metodologias que estimulem o protagonismo e o projeto de vida dos estudantes. A presente obra reúne diferentes contribuições que, de um lado, abordam a ABEx desde suas bases conceituais, metodológicas e avaliativas e que, de outro, tecem reflexões e relações acerca das dimensões da pesquisa, extensão, internacionalização e inovação, bem como dos processos de subjetivação e de acolhimento das expectativas dos sujeitos contemporâneos.
No dia 30 de agosto, durante uma breve passagem por Chapecó, Roberto Acízelo de Souza visitou a Editora Argos. Roberto Acízelo possui obras publicadas pela Editora e, durante sua passagem, fez o lançamento do livro “Variações sobre o mesmo tema: ensaios de crítica, história e teoria literárias”, que foi finalista do Prêmio Rio de Literatura, e conversou com os alunos do curso de Letras da Unochapecó sobre a obra “Do mito das Musas à razão das Letras: textos seminais para os estudos literários”, ganhadora do Prêmio Jabuti 2015.
A obra “Como encontrar-se e outras experiências através da leitura de textos literários”, de Valdir Prigol e publicada pela Argos Editora da Unochapecó, demonstra as contribuições que os textos literários oferecem para a formação do sujeito e a possibilidade de sermos outros além de nós mesmos por meio da experiência da leitura. Sem deixar de ser quem é, o leitor temporariamente vivencia outras formas de compreender o mundo se identificando com os personagens e com os acontecimentos dos livros.A partir de vidas inventadas, o leitor tem a condição de encontrar-se, pensar-se e tomar consciência da sua própria vida. Cada livro nos coloca em experiência com o outro, e isso nos faz lembrar de situações semelhantes e repensar nossas atitudes. O encontro com a história do outro pode ser um modo de contar a nossa própria história.A leitura pode ser um caminho para se construir, expressar-se, dar um sentido à própria existência, dar forma a desejos e a sonhos. Podemos ser outra coisa além de nós mesmos, podemos conectar um eu dividido, podemos narrar nossas vidas, podemos nos inventar. Através de experiências com os textos é possível perceber questões fundamentais para nossas vidas.
A 18ª Bienal Internacional do Livro do Rio é o maior evento literário do país e é a celebração à leitura, cultura e diversão, reunindo milhares de pessoas tendo o livro como astro principal. Os participantes têm a chance de conhecer seus autores preferidos e conferir os novos lançamentos do meio editorial. O público pode participar de debates, bate-papos com personalidades e escritores, sessões de autógrafos, além das atividades culturais que promovem a leitura.Você pode encontrar a Argos Editora da Unochapecó no estande coletivo da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU). O evento ocorre até 10 de setembro de 2017, no Rio de Janeiro (RJ).
A Argos Editora da Unochapecó, em parceria com a Farmácia Escola e com a Livraria Universitária, realiza promoção para comemorar o dia das mães. A cada R$ 30 em compras na Farmácia Escola, ganhe um cupom com 30% de desconto nos livros da Argos. A promoção começa hoje (04/05) e vai até sábado (07/05). O cupom pode ser trocado na Livraria Universitária até o dia 25/05 e o desconto é válido para todas as obras da Editora.
O século XXI pode abrir novos aspectos promissores em relação aos estudos literários. Este é o grande objetivo de A tradição literária brasileira: entre a periferia e o centro. Com diversos textos assinados por grandes pesquisadores do País, o livro ocupa-se com obras em circulação de diferentes momentos e recorre a diferentes matrizes teóricas e críticas.Trazendo inspiração e reflexões ao leitor sobre as dialéticas que o livro compõe, esses debates têm a necessidade de refletir acerca da condição da literatura brasileira, e nessa perspectiva, a proposta é a de estender essa discussão dos desafios que constituem nossa tradição literária e como é pouco visível, exatamente pela desconsideração da experiência literária.Este livro não apenas retoma e atualiza questões antigas sobre as quais se vêm debatendo os estudos literários, como também abre possibilidades para novas pesquisas. Assim, abre-se um grande panorama sobre os rumos e possibilidades do estudo literário contemporâneo. Sobre os organizadores Germana SalesGraduada em Letras pela Universidade Estadual do Ceará (1989), possui mestrado em Letras: Teoria Literária pela Universidade Federal do Pará (1997) e Doutorado em Teoria e História pela Universidade Estadual de Campinas (2003). Atua como professora associada da Faculdade de Letras do Instituto de Letras e Comunicação (ILC) da Universidade Federal do Pará, com pesquisa em temáticas referentes à literatura do século XIX e ao ensino de literatura. Coordena os projetos “Memória em periódicos: a constituição de um acervo literário” (Universal – CNPq/UFPA), o Procad “Circulação e produção literária em Belém do Pará: 1850 a 1950” (CAPES/UFPA) e o “Correspondências literárias: a circulação de romances-folhetins em jornais diários fluminenses e paraenses no século XIX” (Produtividade – CNPq/UFPA). Ocupa os cargos de membro do Conselho Deliberativo da Abralic, membro da diretoria da Abraplip (secretária adjunta) e de vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFPA. Dentre suas publicações, destacam-se os artigos “A Literatura está em crise?” (Guavira Letra, v. 11, 2012) e “Ainda romance: trajetória e consolidação do gênero no Brasil oitocentista” (Floema, v. 9, 2012), e contribuições com capítulos nos livros Práticas de língua e literatura no ensino médio (2012), Crítica e Literária (2011) e Amazônia, Culturas, Linguagens (2011); ela também é uma das organizadoras do volume Linguagem e Identidade (2009). Luís BuenoGraduado em Letras pela Universidade Estadual de Campinas (1987), com mestrado em Teoria e História Literária (1993) e doutorado em Teoria e História Literária (2001), na mesma instituição. Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal do Paraná e bolsista produtividade CNPq (Nível 2). Entre 2002 e 2007, foi diretor da Editora da UFPR. Destacam-se entre suas publicações o livro Uma história do romance de 30 (2006) e a co-organização de A Confederação dos Tamoios – edição fac-similar seguida da polêmica sobre o poema (2007), além dos artigos “Nacional e específico: considerações a partir da Formação da Literatura Brasileira” (O Eixo e a roda, v. 20, 2011), “O romance brasileiro de 30 na imprensa periódica portuguesa (1935-1945)” (Cadernos de Pesquisas em Literatura, v. 15, 2009) e de contribuições em livros como Manoel de Oliveira: uma Presença – Estudos de literatura e cinema (2010) e Arquivos revisitados da América lusa: escritos sobre memória e representação literária (2010). Valéria AugustiPossui graduação em Ciências Sociais (1990), mestrado em Teoria Literária (1998) e doutorado em Teoria e História Literária, todos pela Universidade Estadual de Campinas (2006). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em História de Literatura, atuando principalmente nas seguintes áreas: teoria da literatura, história da literatura, história do livro e da leitura no Brasil. Atualmente é professora adjunta de Literatura Brasileira na Universidade Federal do Pará. Entre suas publicações estão os artigos “O Romance moderno: entre detratores e defensores” (Moara, v. 1, 2008, p. 451-476), “Os fundamentos da propriedade Literária por José de Alencar” (Revista Todas as Letras, v. 14, 2012, p. 209-216). Além desses títulos, publicou o livro Trajetórias de consagração: discursos da crítica sobre o romance no Brasil Oitocentista (Campinas: Mercado de Letras, 2011) e foi uma das organizadoras dos livros Crítica e Literatura (Rio de Janeiro: De Letras/UFPA, 2011) e Narrativa e recepção: séculos XIX e XX (Rio de Janeiro: Eduff; Niterói: de Letras, 2009).
As contribuições deste livro decorrem da concepção materialista e histórica da ciência para o desvelamento da relação entre a formação de professores e as políticas do Estado, uma vez que Maria de Fátima entende e afirma que a formação de professores, como todos os fenômenos humanos, se explica nas múltiplas determinações que compõem o modo de produção capitalista na sua fase monopolista de expansão do trabalho intensivo. Esta abordagem possibilitou à autora nos explicar que: 1) a demanda pela expansão da formação de professores em nível superior se inscreve no atendimento às demandas educacionais postas com intensidade a partir de 1960 em virtude da passagem, na base material da produção da vida, do trabalho extensivo ao intensivo; 2) a expansão da formação de professores foi feita pelo sistema Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe), criado, ampliado e consolidado como um instrumento, ao mesmo tempo, de controle e de desoneração do Estado da formação de professores; 3) as políticas foram conduzidas hegemonicamente pela burguesia através das suas frações de classe que se alternaram na condução das políticas do Estado ao longo de 60 anos; 4) a formação de professores é uma questão de classe; e 5) as políticas de formação de professores não têm sido favoráveis à classe trabalhadora.A autora excursiona historicamente no contexto do capital monopolista para nos dizer que a formação social do estado de Santa Catarina é a expressão do que estava acontecendo em nível nacional. Articulando metodológica e teoricamente o particular e o universal, foi aplainando um caminho na perspectiva de contribuir para o aprofundamento analítico e crítico da formação de professores no Brasil. É manifesto seu desejo de realizar um estudo que superasse os limites de uma “história em migalhas”, numa explícita referência à aguda crítica de François Dosse que, em sua obra A história em migalhas, teceu ácidas críticas à recente vertente da historiografia francesa, a chamada Nova História. A articulação, na totalidade do modo de produção capitalista, do particular e do universal possibilitou a Maria de Fátima estabelecer três períodos: um primeiro, abarcando as décadas de 1960 e 1970; o segundo, compreendendo a década de 1980; e o terceiro, dos anos 1990 à atualidade. Localiza no primeiro período a formação e atuação dos aparelhos de Estado que operaram a desoneração e do controle do Estado na formação de professores: Acafe, o Conselho Estadual de Educação (CEE) e a Secretaria de Educação do Estado (SEE). O segundo período é caracterizado pela resistência do movimento social dos educadores catarinenses ocorrido na década de 1980; este processo, no qual houve avanços e recuos, deixou mais evidente a hegemonia de grupos sociais que estiveram no poder, sempre ligados ao capital e capitaneados por algumas poucas famílias no poder, como os Konder-Bornhausen, os Ramos, os Vieira. O terceiro período decorre no contexto da reforma do Estado brasileiro (1990-2002), no qual a autora identifica processos de reafirmação do controle e da desoneração do Estado nas políticas do professor reflexivo na prática e de competências que concorrem para uma formação mercadológica do professor. No lugar de uma educação comprometida com a formação das novas gerações, que garanta a transmissão dos conhecimentos universais e científicos produzidos e acumulados pela humanidade ao longo dos séculos, tem-se o reforço da educação enquanto mercadoria, portanto, submetida aos interesses do mercado, isto é, à lucratividade do capital. Maria de Fátima é rigorosa a esse respeito: “A formação dos professores amarrada ao lucro passa a ser uma mercadoria que se vende em certificados a distância”.A autora conclui sua obra atentando que o processo em curso implica flexibilizar, fragmentar, desapropriar o trabalhador da educação dos seus instrumentos, objetivando-se com isso aliená-lo, subdividi-lo, remunerá-lo mal e submetê-lo aos interesses do mercado que, também na educação, atua de modo articulado para lucrar com a vendagem dos livros didáticos, de softwares etc. O que está em curso é submeter a educação (o tempo, os saberes, as novas tecnologias, os aparatos instrumentais) aos interesses do capital sob o argumento de preparar cidadãos flexíveis para um mundo do trabalho crescentemente flexibilizado. Baseando-se em Mészaros, defende a necessidade de romper com a atual ordem, colocando-se no âmbito da defesa de “uma formação e uma educação superadora da alienação do professor e do trabalho como um todo”.Não se trata de um entendimento pragmático, no qual a prática é vista por ela mesma, mas da prática, entendida como práxis, na qual “os seres humanos são produtos das circunstâncias e da educação”, as circunstâncias são mudadas por outras circunstâncias, pois são os homens que transformam suas circunstâncias. Isso se realiza de tal forma que “o educador tem ele próprio que ser educado”.José Claudinei Lombardi
As cidades de Chapecó e Medellín estreitam ainda mais seus laços. Entre os dias 8 e 17 de setembro, o município colombiano realizou a sua 11ª Feira do Livro e da Cultura, que neste ano contou com trezentos convidados nacionais e internacionais. Para representar a capital do oeste catarinense no evento, a Editora Argos da Unochapecó foi convidada para expor suas obras.Neste ano, o Brasil e a cidade de Chapecó foram convidados especiais do evento, sendo homenageados como ‘País Destaque’ e ‘Cidade Destaque Brasileira’. O ato demonstra a relação de respeito e amizade que os países construíram, especialmente desde o fim do ano passado, depois da tragédia com o avião da Chapecoense.Para o reitor da Unochapecó, professor Claudio Jacoski, a Universidade, por estar envolvida com as atividades da comunidade, se sente honrada em participar da Feira, com a Editora Argos como representante da história local e regional. “A Unochapecó, de forma gentil, entregou uma homenagem ao reitor da Universidade de Medellín, professor Néstor Hincapié Vargas, por toda a solidariedade e ajuda do povo de Medellín, por ocasião do acidente com o voo da Chapecoense”, acrescenta.A Feira é considerada uma das maiores do mundo e estimou-se que mais de setecentas mil pessoas passaram pelo local. Para contar a história de Chapecó e região, a Editora Argos selecionou cinco obras para exposição: “Chapecó 100 anos: histórias plurais”, “A luta da erva: um ofício étnico da nação brasileira no oeste catarinense”, “Bandidos, forasteiros e intrusos”, “A viagem de 1929: Oeste de Santa Catarina” e “Disputas e ocupação do espaço no Oeste Catarinense”. Também foram enviados dois exemplares de cada obra à Universidade de Medellín e à Biblioteca Municipal da cidade. A editora já participou da Feira em outras edições, como afirma a coordenadora da Argos, professora Rosane Meneghetti Silveira. Porém, neste ano, a presença teve um sentido mais especial, devido às homenagens realizadas à cidade. “É uma feira na qual somos reconhecidos, em que há uma grande movimentação de pessoas, e a editora tem a oportunidade de mostrar a qualidade de seu trabalho”, comenta.A Unochapecó, através da Assessoria de Relações Nacionais e Internacionais (Arni), já possui uma parceria com duas instituições de Medellín: a Corporación Universitaria Americana e o Centro de Sistemas de Antioquia (Censa). Segundo Rosane, novos convênios ainda podem ser firmados com a cidade, com a realização conjunta de pesquisas científicas. Fonte: https://www.unochapeco.edu.br/noticias/editora-argos-representa-chapeco-em-grande-feira-do-livro-em-medellin
A cultura não é pensada apenas como expressão da sociedade. É também instituinte desta. Assim, a cultura dos trabalhadores não é apenas resultante do que produzem, mas também das lutas das resistências. No texto “Tempo, disciplina de trabalho e o capitalismo”, Thompson nos deu um belo exemplo de como se constituem as relações entre os trabalhadores das minas de carvão inglesas do século XVIII e os patrões. Com a institucionalização da máxima “Tempo é Dinheiro” – e o trabalho pago por hora ou produtividade –, os patrões passaram a exigir mais e mais dos trabalhadores; estes, por sua vez, reagiram criando diversos mecanismos de defesa, como a “Santa Segunda-Feira”, quando, em nome de Santa Bárbara, a padroeira dos mineiros, recusavam-se a comparecer ao trabalho. Percebemos, assim, que as relações de dominação e resistência não são dicotômicas e fazem parte do mesmo jogo.Entendemos a existência de tantas culturas quantos forem os grupos humanos, quantos forem os modos de vida. Assim, a “cultura escolar” é percebida como “culturas escolares”, como multiplicidade de experiências e significados, em oposição à unicidade e à homogeneidade. Embora existam elementos comuns nos ordenamentos oficiais para as escolas, cada uma cria ou recria sentidos próprios, para cada local específico.