O livro nasceu de uma inquietação dos autores, que são professores da disciplina de Metodologia da Pesquisa em diferentes programas de pós-graduação, quanto a racionalizar o processo de pesquisa,
A Associação Chapecoense de Futebol completa 50 anos. Veio ao mundo no dia 10 de maio de 1973. Este livro é, principalmente, uma singela homenagem do autor para o cinquentenário da Chape. Cinquenta anos n&atil
Conhecido pela defesa do imaterialismo, o filósofo irlandês George Berkeley (1685-1753) fez importantes contribuições para várias áreas fundamentais da filosofia (metafísica, filosofia da c
Luiz César de Sá se interroga neste livro sobre as técnicas letradas na base do funcionamento de querelas da França dos séculos XVI e XVII. Os métodos empregados na análise de escritos
Os estudos aqui reunidos demonstram as tantas possibilidades analíticas que se abrem quando observados os casos de escândalo nas artes e nas letras brasileiras. Por diferentes caminhos, as situações estudad
Os estudos aqui reunidos demonstram as tantas possibilidades analíticas que se abrem quando observados os casos de escândalo nas artes e nas letras brasileiras. Por diferentes caminhos, as situações estudadas f
Por mais familiares que os termos estampados no titulo deste ensaio possam parecer, atestam a grande distância que nos separa de um passado em que a conveniência necessária entre as palavras e as coisas estava exposta
A produção literária, cultural e artística entre 1890-1920 reunida sob o termo “Belle Époque” é representada na historiografia com um pálido traço que sugere transi&cced
Ano da edição: 2015 Organizadores: Maria Lucia Marocco Maraschin e Cézar da Silva Camargo ISBN: 978-85-7897-152-6 Páginas: 209 Através de artigos que tipificam a universidade comunitária, explicitando seus vínculos e compromissos sociais: uma universidade originária da comunidade e fiel aos seus propósitos, isto é, atenta as suas demandas, está obra relata experiências e propõe reflexões, oriundas dos atividades extensionistas da Universidade Comunitária da Região e Chapecó (Unochapecó) e que materializam assim tanto possibilidades de interlocução da Universidades com a comunidade loco-regional, como possibilidades de articulação entre a extensão, o ensino e a pesquisa.
Organizadoras: Michele Domingos Schneider, Almerinda Tereza Bianca Bez Batti Dias, Elisa Netto Zanette Cada vez mais frequentes no âmbito educacional, os debates e as reflexões têm enfatizado a necessidade de implementar formas de ensino diferenciadas, na busca de melhores estratégias que atendam a contextos sociais e profissionais emergentes. As metodologias ativas no ensino superior se caracterizam como estratégias que possibilitam o protagonismo dos estudantes na elaboração do conhecimento, do desenvolvimento de competências e na sua efetiva aprendizagem, com a mediação de docentes, que buscam inovas no processo de ensino. Na contemporaneidade, essas metodologias são potencializadas pelo uso de tecnologias digitais que ampliam as formas de comunicação, interação e socialização entre os envolvidos no processo educativo. Este livro apresenta uma coletânea de resultados de pesquisas empíricas e cientificas de autores, integrantes de grupos de pesquisa, envolvidos no estudo das possibilidades pedagógicas de uso de tecnologias digitais e metodologias ativas na educação. Inclui a investigação sobre as percepções da docências e experiências de ensino acerca da utilização de metodologias de aprendizagem ativas no ensino superior como alternativas para o processo de ensino e aprendizagem.
Ano da edição: 2023 Organizadores: Sady Mazzioni e Larissa de Lima Trindade (Orgs.) ISBN: 978-85-7897-345-2 Páginas: 371 A sustentabilidade tem sido um tema amplamente discutido, mas que carece de muitos estudos e aprofundamentos, em virtude da complexidade deste fenômeno, que envolve vários atores sociais, agentes e suas respectivas intencionalidades e concepções. No campo empresarial, a adoção de práticas sustentáveis por uma empresa, além de proporcionar benefícios para o seu ecossistema, também valoriza sua imagem perante os consumidores e interfere diretamente no financiamento de seus recursos. Mercado, investidores, clientes e agentes financeiros têm, cada vez mais, buscado priorizar empresas que investem na responsabilidade socioambiental. Esta obra reúne 16 cases de sucesso de boas práticas de sustentabilidade, combinando aspectos sociais, ambientais e econômicos, os quais foram separados e premiados em quatro grandes segmentos: i) entidades sem finalidade econômica; ii) micro e pequenas empresas; iii) médias empresas; e iv) grandes empresas.
Ano da edição: 2020 Organizadores: Mirian Carbonera e André Luiz Onghero ISBN: 978-65-88029-01-5 Páginas: 173 Esta é uma obra de comemoração. Passados 50 anos desde que a Unochapecó abriu suas portas à comunidade regional, nacional e internacional pela primeira vez, há muito que comemorar. Documentário fotográfico testemunha a população desfilando pelas ruas de Chapecó, acalentando na alma um sonho. Com certeza, esse sonho era muito maior do que coubesse na mais criativa e fértil imaginação. Mas foi aí então que caiu ao solo a primeira semente que geraria o que se denominou Fundeste, depois Unoesc e, finalmente, Unochapecó. A semente caiu em terreno fértil: a comunidade regional soube, ao longo de 50 anos, cultivar a frondosa árvore que brotou dessa pequena semente. Soube cultivá-la e os frutos não tardaram. Já são milhares e milhares de cidadãos de toda esta região e de tantas outras que colheram sazonados frutos que os colocaram em outro patamar da vida, pelo conhecimento, pela ciência, pela técnica, pela ética, pelos valores, pela responsabilidade, pela cidadania, pelo respeito e, acima de tudo, pelo amor com que esta bela instituição os marcou indelevelmente. Celebrar os 50 anos da Unochapecó é celebrar vidas humanas: autoridades históricas que acreditaram no que estavam fazendo, e o fizeram com devoção; gerações de professores que por aqui aportaram e aportam e semearam a mancheia seus conhecimentos, seu amor e seu carinho, gerações de técnicos administrativos, levas e levas de discentes, inumeráveis famílias que, tantas vezes, com sacrifício, apostaram no investimento que fizeram e fazem na Unochapecó. A Unochapecó é um tesouro que merece toda nossa afeição, dedicação e cuidado. Nasceu e cresceu democrática, de espírito aberto, plural, dialógica, comunitária até o âmago de sua alma. Basta ler seus projetos instituintes para constatar que a abertura, a pluralidade, o espírito democrático transborda no mais genuíno senso comunitário. Com certeza, as gerações mais provectas e as novas não pretendem abrir mão de tão alevantado legado. Ad multos annos, Unochapecó! Longa vida!
Ano da edição: 2020 Organizadores: Miguel Pacheco e André Carrilho ISBN: 978-65-88029-12-1 Páginas: 111 Em 2017, a cidade de Chapecó, no estado de Santa Catarina, no Brasil, comemorou o primeiro centenário da sua fundação. Nesse ano, o curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó) organizou um ciclo de palestras designado “Memórias para o futuro”, com o modesto objetivo de pensar no futuro da cidade. As palestras eram estruturadas em três temas: identidade, infraestrutura e qualidade de vida. A partir deste conjunto de palestras, um livro foi sendo escrito. A produção do livro foi objeto de inúmeras vicissitudes editoriais: é basicamente um milagre, você, leitor, estar lendo estas palavras. Dentro desse longo processo de resiliência editorial, o livro evoluiu para uma organização em duas linhas narrativas: Futuro e Memórias. A linha do Futuro foi escrita por Flávio Carsalade, Diego Capandeguy e Ricardo Côrrea. Todos são autores de fora de Chapecó que não tinham conhecimento da cidade antes do convite. Eles foram chamados para trazer uma visão propositalmente de fora, cosmopolita e nova para cidade. A linha da Memória foi escrita por Ana Laura Vianna Villela, Arlene Renk e Mirian Carbonera. Todas são pessoas da região, professoras da Unochapecó e olham para o passado de Chapecó. Esta linha aborda o processo de urbanização, a história das etnogêneses e identidades, e os primeiros habitantes de Chapecó e da região do oeste catarinense.
Ano de edição: 2025 Organizadora: Carla Rosane Paz Arruda Teo ISBN: 978-85-7897-392-6 Páginas: 166 Este livro é, portanto, um dos produtos gerados no âmbito deste projeto, que se configura em um movimento de − antes de negar ou de aderir ingenuamente − resistir aos desafios contemporâneos apontados, que induzem e reforçam o individualismo, a competitividade, os desequilíbrios nas relações de poder e no reconhecimento do valor social das diferentes profissões, fragmentando o trabalho e fragilizando a atenção à saúde. Assim é que a obra está organizada na direção de abordar e responder aos princípios da educação interprofissional elencados (Barr; Low, 2012; Barr; Low, 2013; Barr et al., 2017), em uma tessitura que incorpora os demais elementos temáticos mencionados e que, aqui, nos interessam.
Ano de edição: 2025 Organizadores: Antonio Rediver Guizzo, Carlos Henrique Lopes de Almeida, Dionisio Márquez Arreaza, Emerson Pereti e Gastón Cosentino ISBN: 978-85-7897-380-3 Páginas: 343 Entre as diversas histórias-mito dos povos maia-quichés há uma em especial chamada “Os olhos dos enterrados”. Miguel Ángel Asturias faz alusão a ela no último romance de sua conhecida “trilogia bananeira”1, publicada entre 1950 e 1960. Conta a lenda que os mortos, quando vítimas de uma morte iníqua, permanecem sob a terra com os olhos abertos, por anos, decênios, séculos, até que a injustiça de suas mortes seja enfim redimida. A expansão do ocidente cristão em sua reconfiguração capitalista tecnocrático-extrativista tem sido responsável pelo contínuo e sistemático extermínio de ambientes naturais, povos e culturas humanas por mais de quinhentos anos. Um modelo econômico-cultural que agora nos conduz para a sexta extinção em massa da história do planeta. Com os olhos abertos sob a terra, tantas vidas devastadas para a sustentação desse sistemapreservam-se, em constante estado de latência, esperando, também, por alguma justiça.
Ano da edição: 2022 Organizadores: Maria Assunta Busato; Junir Antônio Lutinski ISBN: 978-65-88029-69-5 Páginas: 215 A Covid-19 surgiu no final do ano de 2019 e disseminou-se rapidamente, tornando-se um desafio em saúde pública no mundo todo. Esta obra reúne reflexões, resultados de pesquisas e proposições de pesquisadores brasileiros, argentinos e bolivianos, acerca de grupos populacionais singularmente afetados pela Covid-19 e aponta caminhos para o enfrentamento das vulnerabilidades geradas durante a pandemia. Apresentam-se reflexões acerca das estratégias e políticas públicas adotadas pelos governos e autoridades de saúde que podem servir de base teórica para enfrentamento de crises em saúde, como a pandemia de Covid-19.
Entre os dias 11 e 13 de maio, aconteceu a XXIX Reunião Anual da ABEU (Associação Brasileira das Editoras Universitárias). O evento ocorreu na Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Viçosa-MG, e a Argos Editora da Unochapecó esteve presente, representada por sua coordenadora, professora Rosane N. Meneghetti Silveira.Criada em setembro de 1987, a ABEU congrega mais de cem editoras acadêmicas vinculadas a universidades e institutos de pesquisa com dependência administrativa federal, estadual ou municipal, comunitários e privados, distribuídos em todas as regiões do País. Ao longo da sua história, a ABEU tem contribuído para a profissionalização do setor editorial nas áreas acadêmica, técnica e literária, ocupando significativos espaços no processo de modernização das políticas públicas do livro. Este ano, o tema em pauta foi “Construção de uma Política Editorial Universitária no Brasil: em busca da unidade”. Foram discutidas questões referentes a desafios de acessibilidade, direitos autorais na contemporaneidade e a internacionalização e gestão das editoras universitárias. Os temas foram apresentados e discutidos por diversos profissionais, autoridades das suas respectivas áreas, entre eles, Juan Felipe Córdoba-Restrepo, presidente da Asociación de Editoriales Universitarias de América Latina y El Caribe. No último dia do evento, também ocorreu a apresentação de um edital de publicação para lançamento de um livro pela ABEU. Em 2017, a ABEU comemora 30 anos, e para comemorar essa conquista, será lançado um livro Coletânea Comemorativa com uma compilação de textos sobre a edição universitária. A professora Rosane destaca a importância da reunião anual da ABEU: “O evento é muito importante para as editoras universitárias filiadas a ABEU, pois é a oportunidade que temos para trocar experiências acerca das atividades que envolvem as editoras e assim qualificar nossas publicações.” Quanto aos temas abordados no evento, a professora destaca a sua relevância e afirma: “A reunião foi permeada por reflexões criativas e as discussões abordaram aspectos fundamentais para a contemporaneidade.”
O VII Seminário Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão (SIEPE), que acontecerá entre os dias 23 e 25 de outubro, tem neste ano o objetivo de aprofundar a integração, construir vínculos e socializar experiências, dando oportunidade do encontro com a comunidade acadêmica para a troca de experiências e difusão do conhecimento produzido na instituição por meio da transversalidade do ensino, pesquisa e extensão como princípio de aprendizagem. Neste ano o desafio se amplia, pois o evento acolhe o 1º Encontro de Pesquisa da Pós-Graduação (EPPG). O evento é aberto ao público, justamente para haver o encontro e a discussão das produções acadêmicas de caráter científico.Nesta edição o recorde de trabalhos foi batido, com mais de trezentos resumos enviados para participação, sendo 268 aprovados para apresentação e, destes, apenas os três melhores trabalhos socializados na sessão oral receberão o Prêmio Produção Acadêmica e serão convidados a participar da elaboração de um e-book, que será publicado pela Argos Editora da Unochapecó.
O livro “Disputas e ocupação do espaço no oeste catarinense: a atuação da companhia territorial Sul Brasil”, de autoria do professor Alceu Antônio Werlang, publicado pela Editora Argos da Unochapecó, em belíssimo formato, é mais uma excelente contribuição para o entendimento da História do oeste de Santa Catarina. Felizmente com a publicação desta obra a comunidade regional e acadêmica tem acesso a um texto de leitura agradável e de fácil compreensão, o que se constitui num grande mérito do autor.Nos últimos anos várias pesquisas de interpretação da experiência histórica do oeste catarinense vêm permitindo que se tenha um entendimento cada vez mais abrangente desta parte do Estado, visto que obras tradicionais da nossa historiografia não lhe deram a merecida atenção. Alceu Werlang está entre os “pioneiros” da pesquisa sobre o assunto da colonização regional e, também por isso, a publicação fez justiça a este trabalho de pesquisa.Da mesma forma a questão agrária do país talvez nunca tenha chamado tanto a atenção dos estudiosos quanto nas últimas duas décadas, uma vez que as grandes contradições que a envolve vêm sendo colocadas cada vez mais em evidência, em especial pela emergência e crescimento do Movimento dos Sem Terra. Nessa perspectiva, as diferentes problematizações que direcionam as reflexões sobre o assunto tornam-se de fundamental importância, pois favorecem sua compreensão e, quiçá, o encaminhamento de soluções desse histórico problema.A temática da colonização regional realmente deve merecer a atenção dos estudiosos, visto que a partir dela, nesses cem anos, a história desse espaço mudou radicalmente. Por mais que alguém possa afirmar que o assunto da colonização tenha sido tratado por vários pesquisadores, cada historiador ou estudioso lança seu olhar e é atraído por peculiaridades que na maioria das vezes passam despercebidas por outros. A abordagem apresentada neste livro é um desses olhares, cujo tema é abordado a partir da atuação de uma companhia colonizadora.Em especial entre 1920 a 1970, diversas companhias colonizadoras dirigiram e impulsionaram o processo de apropriação privada da terra em todo o grande oeste de Santa Catarina. Várias delas, de diferentes formas, conseguiram grandes concessões de terras feitas pelo poder público estadual, ou em troca da realização de serviços como os de abertura de estradas ou, ainda, foram adquiridas a baixos preços. Tendo o controle dessas áreas, de maneira bastante semelhante, as empresas as subdividiram em pequenos lotes destinados à agricultura familiar e vendidos aos colonos provenientes, em sua maioria, das antigas colônias do Rio Grande do Sul.Entender a construção e reconstrução cultural e socioeconômica decorrente desse processo é imprescindível a quem está atento e busca a solução dos problemas e o desenvolvimento regional. Nessa perspectiva, o livro de Werlang tem um significado importante, pois contribui para tal entendimento. Isso porque a apropriação privada da terra na região está inserida num contexto histórico específico, no qual, tanto as autoridades quanto a intelectualidade, estaduais e brasileiras, discutiam e apontavam a necessidade da ocupação efetiva de todas as áreas consideradas desocupadas do chamado sertão brasileiro.As disputas pela ocupação do espaço sempre foram marcantes na história brasileira. Mesmo antes da chegada oficial dos portugueses ao Brasil já se estabeleceu uma primeira linha demarcatória do território, a Linha de Tordesilhas, que dividia a América entre a Espanha e Portugal. Mas logo no início da colonização portuguesa se estabeleceu o sistema de sesmarias, o qual perdurou por todo o período colonial. Por ele as autoridades portuguesas faziam concessões de grandes áreas de terra aos “amigos da corte”. Essa prática favoreceu o surgimento de grandes latifúndios que, grosso modo, persistem até os dias atuais.No Sul do Brasil constituem-se em exemplos de propriedades latifundiárias, constituídas nesse período, muitas das situadas nas regiões de abrangência de criação de gado e dos caminhos de tropas. Esse processo de controle da terra se intensificou após a independência quando se adotou no país o regime de posses. Por ele era considerado dono aquele que demonstrasse ter o controle, pela posse, de determinada área. Essa sistemática também gerou uma série de problemas, visto que muitos procuravam avançar seus domínios a novas regiões, e logo foi substituída pela propriedade privada, estabelecida pela conhecida Lei de Terras de 1850. Essa lei estabelecia que a definição da propriedade privada da terra ocorria pela aquisição e escrituração do terreno. Nessas diferentes formas de controle da terra, mas em especial a partir dessa última, os povos indígenas e caboclos tiveram grandes dificuldades de manter o controle das terras que historicamente utilizavam, por não possuírem a mentalidade da propriedade privada. Na disputa com os colonizadores ficaram em ampla desvantagem e, se não do ponto de vista legal, mas do ético, construiu-se uma grande injustiça histórica com esses povos. A justificação utilizada na época era de que eles seriam incapazes de dar conta do propósito defendido pela intelectualidade e pelas autoridades, de fazer avançar o progresso e a civilização no sertão.Em “Disputas e ocupação do espaço no oeste catarinense”, o leitor terá uma contextualização desse processo na região, especialmente na passagem do século XIX para o seguinte, período de disputas de divisas internacionais e interestaduais. Faz isso no intuito de evidenciar a grande corrida pela apropriação privada das terras consideradas devolutas. Nessa perspectiva, várias companhias colonizadoras, entre outros artifícios utilizados, fizeram uso da influência política de alguns de seus sócios, que, também beneficiários dessa apropriação, passaram a controlar grande parte das terras, por todo o oeste catarinense e, na sequência, procederam a sua venda.O avanço do processo de colonização gerou inúmeros problemas com as populações estabelecidas, indígenas e luso-brasileiras, marcando para sempre sua história, visto que elas foram excluídas do acesso a terra e, em geral, passaram a viver à margem da sociedade. Essa prática lembra, em sentido inverso, o caso analisado por Elias e Scotson (2000), que, ao estudar uma comunidade inglesa, em meados do século XX, mostraram como os estabelecidos de uma determinada aldeia se relacionavam com o grupo que nela havia chegado mais tarde, os outsiders ou os forasteiros. Por serem estranhos ao lugar, os estabelecidos entendiam que os de fora teriam menos direitos de cidadania na vida local. No jogo de poder cotidiano cada grupo se sentia julgado como diferente pelo outro. Na região estudada por Alceu Werlang, observa-se que esse jogo de poder teve na luta pela ocupação da terra o fio condutor. O fato de os indígenas e caboclos, em geral, possuírem o entendimento de que a terra tinha o valor de uso, e não comercial, favoreceu aos “forasteiros” se imporem aos estabelecidos. Com isso, os “estranhos” passaram a ser os que tradicionalmente habitavam as terras e os que vieram de fora se sentiam possuidores dos hábitos superiores da civilização e amparados pelas leis. Por isso, viam como legítima a ação de conquista da terra.O livro de Werlang coloca em evidência justamente o papel que as empresas colonizadoras desenvolveram nesse processo, em particular a Companhia Territorial Sul Brasil, mostrando que elas, ao se apropriarem das terras, redesenharam o espaço e interferiram profundamente na reocupação regional. As várias empresas que atuaram no antigo município de Chapecó, na primeira metade do século XX, mereceram atenção neste livro, mas pelo estudo específico da Sul Brasil se evidencia a forma de atuação dessas empresas. Os procedimentos adotados pela Sul Brasil, não apenas para consolidar o controle sobre a terra, mas principalmente para atrair os colonizadores, demonstram uma prática de dezenas de companhias colonizadoras que atuaram do vale do rio do Peixe até o extremo oeste catarinense.Nos capítulos de “Disputas e ocupação do espaço no oeste catarinense” o leitor encontrará uma fundamentação da trajetória histórica de definição de limites e da conquista privada da terra no oeste. O estudo feito a partir da análise da atuação de uma Companhia demonstra como pela influência e troca de favores políticos as empresas se apropriaram das terras e a partir disso promoveram a colonização. Fazer avançar a colonização era a forma para facilitar a comercialização das terras.O autor também evidenciou que, ao menos nas décadas iniciais desse processo, os colonizadores, principalmente teuto-russos e ítalo e teuto-brasileiros, em sua maioria procedente das antigas colônias do Rio Grande do Sul, enfrentaram diversas dificuldades, em especial relacionadas à falta de mercado para os produtos agrícolas.É preciso salientar também a utilização de fotografias que, além de enriquecer a análise desenvolvida, constituem-se em belas ilustrações do livro. De outra parte, também enriquece sobremaneira esta obra os diversos depoimentos orais de várias pessoas que protagonizaram o processo de colonização, pelos quais se evidenciam as tensões entre os diferentes grupos nele envolvidos.Esse estudo, mesmo se referindo à Companhia Territorial Sul Brasil, torna-se emblemático para entender a atuação das diversas companhias colonizadoras no Brasil meridional e, por conseguinte, da própria colonização.A sensibilidade do professor Alceu Werlang para tratar dessas questões confere ao livro um significado especial e permite um melhor entendimento da história do oeste, além de colocá-lo entre os pesquisadores dos temas afetos à região. Por isso, a sugestão da leitura de Disputas e ocupação do espaço no oeste catarinense.Prof. José Carlos RadinProfessor da Unoesc JoaçabaDoutor em História pela UFSC
Em 30 de setembro comemoramos o Dia da Bíblia, o livro mais antigo e mais vendido de todos os tempos. Para homenagear este dia, trouxemos algumas curiosidades sobre este livro: 1 – A Bíblia Sagrada é o maior best-seller de todos os tempos, e a estimativa é a de que mais de 5 bilhões de cópias já tenham sido vendidas;2 – A Bíblia Sagrada está disponível em 2.454 linguagens diferentes;3 – A tradução inglesa do Livro Sagrado, a Bíblia do Rei James, inspirou mais músicas do que qualquer outro livro;4 – Para muitos especialistas, Jesus nunca se viu como o criador de uma nova religião, mas sim como a pessoa que reformaria o judaísmo;5 – O país que mais produz o livro é a China;6 – As Testemunhas de Jeová não comemoram seus aniversários porque as duas festas de aniversário existentes na Bíblia terminaram com a morte de alguém;7 – A Bíblia é o livro mais roubado do mundo;8 – Os três livros mais populares no Kindle são A Bíblia, A Biografia de Steve Jobs e Jogos Vorazes;9 – Leonardo Da Vinci estudou erosões de rios e se convenceu de que a Terra é muito mais velha do que a Bíblia diz;10 – Judas traiu Jesus em troca do equivalente ao salário de quatro meses de um trabalhador de sua época;11 – Algumas pessoas têm o hábito de abrir a Bíblia em uma página aleatória, ler algum trecho e usar o que leu como uma espécie de conselho divino. Esse hábito é chamado Bibliomancia;12 – Fazer juramentos pela Bíblia é proibido pela própria Bíblia;13 – Na Coreia do Norte, ter uma Bíblia em casa pode ser motivo para que uma pessoa seja condenada à morte;14 – Isaac Newton era apaixonado por estudos bíblicos e escreveu muito mais sobre Religião do que sobre Ciência;15 – Na Bíblia não existe nenhuma descrição física de Jesus Cristo;16 – Entre os norte-americanos, 12% acreditam que Joana D’Arc era esposa de Noé;17 – Existe uma organização responsável por enviar Bíblias à Coreia do Norte via paraquedas;18 – A Bíblia é um livro recheado de trocadilhos, nomes engraçados, descrições bem-humoradas, sarcasmo e ironia;19 – De acordo com a Bíblia, Davi deveria trazer ao Rei 100 prepúcios de inimigos mortos, para assim se casar com a filha dele. Ele trouxe o dobro;20 – Não está escrito na Bíblia que Maria Madalena era prostituta, nem mesmo qualquer informação sobre sua vida sexual;21 – Na Bíblia, há uma história na qual Deus envia dois ursos para matar 42 crianças que haviam caçoado de um homem careca;22 – O “Evangelho de Judas” fala sobre como ele foi o único discípulo a entender os ensinamentos de Jesus, que teria pedido para que ele o entregasse aos romanos;23 – Na Bíblia o nome Lúcifer não se refere ao demônio;24 – Para o Islamismo, a Bíblia é um livro divino que foi corrompido pelo homem. O Alcorão é, para os adeptos da religião, a versão corrigida da Bíblia;25 – Antes do século 17, as pessoas achavam que fósseis de dinossauros eram, na verdade, de criaturas bíblicas;26 – A República Dominicana é o único país do mundo que tem uma Bíblia desenhada em sua bandeira nacional. Fonte: <https://www.megacurioso.com.br>.
A obra “A propriedade da cultura: ensaios críticos sobre literatura e indústria cultural na América Latina”, de Graciela Montaldo e publicada pela Editora Argos, descarta a estética e a fetichização da literatura, eliminando os binarismos e oposições como vanguardismo e literatura social.Reunindo trabalhos novos e antigos, unidos com um objetivo, falar da literatura da tradição letrada à emergência de novas práticas culturais, com um conjunto crítico-cultural latino-americano de obras que se destacam no cenário internacional, visando preencher lacunas e criar referências. Aborda problemas de outros espaços culturais articulando a nossas experiências cotidianas partindo constantemente no limiar entre o próprio e o estranho. É uma obra erudita, informativa e leve, tratando a leitura como proposta de modo em massa. Sobre a autora Graciela Montaldo nasceu em La Plata, Aargentina. Doutora em Letras pela Universidad de Buenos Aires (1990), é autora de El limonero real de Juan José Saer (1986), De pronto, El campo: literatura argentina y tradición rueal (1993), La sensibilidad amenazada: fin de siglo y modernismo (edição Argentina, 1993; edição Venezuela, 1940), Intelectuales y artistas en la sociedade civil (1999), Ficciones culturales y fábulas de identidade en América Latina (1999). É editora de Yrigoyen entre Borges y Arllt (1989) e editora associada de Esplendores y misérias del siglo XIX: cultura y sociedade en América Latina (1995) e The Argentina reader (2002). Lecionou e coordenou, entre 1992 e 2004, o curso de pós-graduação em Literatura da Universidad Simón Bolívar (Caracas). Foi professora visitantes nas Universidades de Maryland, Duke, Chicago, California (Davies) e Rutgers, onde se efetivou a partir de 2005.
O 8º Seminário Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão 2018 (SIEPE) da Unochapecó, que iniciou nesta segunda-feira (27/08), é um momento de encontro com a comunidade acadêmica para trocas de experiências e conhecimento. O evento ocorre para professores e acadêmicos apresentarem suas pesquisas com o objetivo de intensificar a integração dos alunos, professores e pesquisadores dos grupos de pesquisas e contribuindo para a troca de conhecimento entre esses com o propósito de experiência colaborativa para o crescimento do evento científico.Neste ano, a temática da oitava edição é “A aproximação dos grupos de pesquisa na Universidade”. A programação conta com a participação de oito palestrantes e apresentação de 445 trabalhos dos mais diferentes assuntos, distribuídos nas modalidades de comunicação oral e pôster.A Editora Argos estará presente nos dias 28 e 29 de agosto, das 16h30 às 19h30 no bloco G, para apoiar essa iniciativa da comunidade acadêmica com exposição das obras de professores e pesquisadores da universidade com títulos que estarão à venda, divulgando e disseminando o conhecimento e a pesquisa.
O livro “Currículo e mídia educativa brasileira: poder, saber e subjetivação” tem como objetivo o estudo de diversos discursos sobre a educação escolar divulgados pela mídia educativa dos anos 1999 e 2000. Seu foco é centrado no estudo da discussão sobre a produção de práticas, sentidos e estratégias de governo, estudos sobre aquilo que é efetivamente enunciado por uma porção dos discursos da mídia educativa brasileira sobre a escola, o currículo e o professor, participando efetivamente da produção de sujeitos pedagógicos responsáveis e solidários e da constituição de subjetividade docentes esclarecidas, empreendedoras dóceis e amáveis.A autora Marlucy Alves Paraíso concebe o discurso como prática objetivadora e produtora, disposta por técnicas de poder, modos de saber e efeitos de verdade.Durante a leitura, as práticas são descritas e analisadas, avaliando as produções de mídias e as tecnologias de subjetivação utilizadas para mobilizar a população e produzir nos brasileiros a paixão, o sonho e a esperança de uma sociedade escolarizada e de um país plenamente desenvolvido.Os discursos investigados são significados como integrados a um conjunto de mecanismos de “governo” da conduta dos indivíduos na sociedade contemporânea. Eles são avaliados de como pensar e agir na educação, acionando técnicas que expandem a tecnologia de poder para regular o currículo escolar e governar os sujeitos pedagógicos e a população brasileira, tornando-os sujeitos de um determinado tipo. Os discursos citados são considerados como um “sistema de linguagem sobre a escola” (Popkewitz, 1994), que têm relação direta com o “mundo real da escola”, com aquilo que é considerado adequado para ser feito na educação.
O e-Book “Movimentos sociais, desenvolvimento regional e desafios contemporâneos” é resultado do “II Seminário Regional: Território, Territorialidades e Desenvolvimento Regional: os Movimentos Sociais”, que aconteceu em 2016 na Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó) e contou com a promoção do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Políticas Sociais e Dinâmicas Regionais e copromoção do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação. Esta obra contou com o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).O objetivo das pesquisas contempladas pelo e-Book é analisar alguns desafios e dilemas confrontados pelos movimentos sociais populares, propondo debater com o meio acadêmico, profissional, militantes dos movimentos sociais e com a sociedade civil as pesquisas, as experiências e as ações políticas, econômicas e culturais na perspectiva do desenvolvimento territorial e regional. A obra conjuga a produção e a difusão de conhecimentos que emergem do campo acadêmico e profissional, na interlocução com a dinâmica regional, em especial, a dos movimentos sociais. <!-- /* Font Definitions */ @font-face {font-family:"MS ??"; panose-1:0 0 0 0 0 0 0 0 0 0; mso-font-charset:128; mso-generic-font-family:roman; mso-font-format:other; mso-font-pitch:fixed; mso-font-signature:1 134676480 16 0 131072 0;} @font-face {font-family:"Cambria Math"; panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; mso-font-charset:1; mso-generic-font-family:roman; mso-font-format:other; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;} @font-face {font-family:Cambria; panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-unhide:no; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:Cambria; mso-ascii-font-family:Cambria; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:"MS ??"; mso-fareast-theme-font:minor-fareast; mso-hansi-font-family:Cambria; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} .MsoChpDefault {mso-style-type:export-only; mso-default-props:yes; font-family:Cambria; mso-ascii-font-family:Cambria; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:"MS ??"; mso-fareast-theme-font:minor-fareast; mso-hansi-font-family:Cambria; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} @page WordSection1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;} div.WordSection1 {page:WordSection1;} --> Para baixar, entre na aba “e-Books” e depois em “Grátis”. Além desta obra, a Argos possui mais e-books gratuitos disponibilizados no site (www.editoraargos.com.br).