O livro nasceu de uma inquietação dos autores, que são professores da disciplina de Metodologia da Pesquisa em diferentes programas de pós-graduação, quanto a racionalizar o processo de pesquisa,
A Associação Chapecoense de Futebol completa 50 anos. Veio ao mundo no dia 10 de maio de 1973. Este livro é, principalmente, uma singela homenagem do autor para o cinquentenário da Chape. Cinquenta anos n&atil
Conhecido pela defesa do imaterialismo, o filósofo irlandês George Berkeley (1685-1753) fez importantes contribuições para várias áreas fundamentais da filosofia (metafísica, filosofia da c
Luiz César de Sá se interroga neste livro sobre as técnicas letradas na base do funcionamento de querelas da França dos séculos XVI e XVII. Os métodos empregados na análise de escritos
Os estudos aqui reunidos demonstram as tantas possibilidades analíticas que se abrem quando observados os casos de escândalo nas artes e nas letras brasileiras. Por diferentes caminhos, as situações estudad
Os estudos aqui reunidos demonstram as tantas possibilidades analíticas que se abrem quando observados os casos de escândalo nas artes e nas letras brasileiras. Por diferentes caminhos, as situações estudadas f
Por mais familiares que os termos estampados no titulo deste ensaio possam parecer, atestam a grande distância que nos separa de um passado em que a conveniência necessária entre as palavras e as coisas estava exposta
A produção literária, cultural e artística entre 1890-1920 reunida sob o termo “Belle Époque” é representada na historiografia com um pálido traço que sugere transi&cced
Ano da edição: 2017 Organizadores: Alexsandro Stumpf e Carolina Riviera Duarte Maluche Baretta ISBN: 978-85-7897-216-5 Páginas: 124 Uma das formas de garantir a valorização dessa produção e contribuir com a missão institucional de produzir e difundir conhecimento, contribuindo com o desenvolvimento regional sustentável e a formação profissional cidadã, foi a criação do “Prêmio Produção Acadêmica”, destinado aos trabalhos que foram destaque durante a socialização no VI SIEPE. Para se chegar às produções vencedoras, os trabalhos, divididos nas categorias de Ensino, Pesquisa e Extensão, foram apresentados, discutidos e avaliados de forma criteriosa, contando com a participação de avaliadores ad hoc Bolsistas Produtividade Científica do CNPq. Além de receber o troféu e certificado de premiação, os autores das produções de destaque foram agraciados com a oportunidade de publicar o resultado de suas pesquisas e/ou práticas acadêmicas neste livro, o qual se apresenta em formato digital, reunindo uma coletânea de artigos científicos que transparecem a excelente qualidade de produção universitária produzida na Unochapecó e apresentada durante o VI SIEPE.
Ano de edição: 2019 Organizadores: Ricardo Luiz de Bittencourt; Gislene Camargo ISBN: 978-85-7897-322-3 Páginas: 133 A Educação a Distância (EaD) é uma das alternativas encontradas pelo Estado brasileiro para expandir a matrícula na Educação Superior e atender a necessidade de formar professores em nível superior. As primeiras iniciativas de formação de professores em nível superior na modalidade a distância foram assumidas inicialmente pelas universidades públicas e, posteriormente, as universidades privadas perceberam uma lacuna de formação e entraram com toda força nesse “nicho de mercado”. Após quase duas décadas de implementação dessa política de formação de professores é preciso refletir sobre os efeitos dessa modalidade de ensino ainda em forte expansão no Brasil. Assim, a proposta deste livro é a de proporcionar aos leitores a reflexão sobre como esses professores recém-formados a distância estão chegando às escolas. Tomam-se como ponto de partida, para provocar as reflexões, as percepções dos gestores escolares.
Ano da edição: 2023 Organizadores: Reginaldo Pereira, Andréa de Almeida Leite Marocco and Jaqueline Kelli Percio. ISBN: 978-85-7897-348-3 Páginas: 174 It all started twenty-five years ago. When Fapesc emerged, the 2000s were nothing but an unclear future that inspired fear with all of the turn of the millennium symbology. The state’s technology ecosystem was still incipient, development notices for this purpose from specific agencies were non-existent, and innovation was a common word only in academic circles. It was a long, winding road to get to where we are now. We recovered every aspect regarding contributions that the ecosystem received from other departments, such as the Acafe System, Sebrae, the Certi Foundation, Facisc, Fiesc and business organizations. And how the ecosystem also went in the opposite direction, making a direct impact on the daily lives of universities, institutes and public agencies, as well as on the industry of Santa Catarina. This book also shows how the ecosystem made national and international connections, how we evolved with the passing years, and how this led to the Pact for Innovation, to Intellectual Property assets and to the consolidation of the state of Santa Catarina as a reference in STI.
Ano da edição: 2020 Organizadoras: Maria Aparecida Lucca Caovilla Silvana Winckler Bruna Fabris ISBN: 978-65-88029-16-9 Páginas: 281 Em agosto de 2020, o curso de Direito da Unochapecó completou 35 anos de atuação regional. Já o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito (PPGD) celebrou, no mês de março, cinco anos de jornada. Dentre os motivos para comemorar, sobressaem mais de um milhar de profissionais formados pela Unochapecó, em nível de graduação e de pós-graduação Stricto Sensu (bacharéis e mestres em Direito), sem mencionar as inumeráveis turmas de especialistas que buscam nesta Universidade o aperfeiçoamento contínuo! O curso de Direito e o PPGD honram-se pela contribuição à formação intelectual crítica de profissionais e pesquisadores, com vistas à efetivação de práticas jurídicas que levem à promoção dos direitos da cidadania em todas as suas dimensões, com ênfase nos aspectos ambientais e transnacionais, no que diz respeito à pós-graduação. Para comemorar o fechamento deste ciclo, em parceria com o Observatório de Políticas Constitucionais Descolonizadoras para a América Latina (OPCDAL), foi organizada esta edição comemorativa com a participação e contribuição de professores(as) e mestres(as) que fizeram parte da história do Programa Stricto Sensu, com a publicação de artigos científicos em forma de capítulos, distribuídos nas Coletâneas: “Volume I – Direito, Cidadania e Socioambientalismo” e “Volume II – Direito, Cidadania e Atores Internacionais”.
Ano da edição: 2022 Organizadores: Eduardo Sens dos Santos ISBN: 978-85-62615-16-0 Páginas: 961 Esta publicação tem múltiplos objetivos. É homenagem, uma homenagem sincera e calorosa a um dos grandes nomes do Ministério Público catarinense. É construção, à medida que edifica mais um andar na História do nosso Ministério Público. É orgulho, sim, transbordando do peito, orgulho ao exibir uma instituição bicentenária que desde sempre agiu em defesa da sociedade e da justiça, como provam os autos que o leitor agora tem em mãos. E é, por fim, valorosa contribuição à cultura, porque o acesso a registro de tamanha magnitude nas mãos de pesquisadores, cientistas sociais, historiadores permitirá novas e constantes releituras da nossa História. (Eduardo Sens dos Santos - Coordenador dos trabalhos)
Ano de edição: 2023 Organizadores: Márcia Luíza Pit Dal Magro, Carine Vendruscolo, Tania Maria Zancanaro Pieczkowski. ISBN: 978-85-7897-349-0 Páginas: 446. Este livro traz relatos de experiências e pesquisas de profissionais das políticas públicas de Saúde, Educação e Assistência Social referentes ao período da Pandemia de Covid-19. Este, durante o qual a vida mudou radicalmente, além dos milhões de mortes produziu muitas sequelas, visíveis e invisíveis, seja nos corpos de quem sobreviveu a doença, seja nas relações humanas, no aumento da violência ou do empobrecimento, por fim, no mal-estar de nosso tempo. Entendemos que o testemunho destes dias sombrios é necessário para que possamos elaborar as muitas dores, perdas, mas também reconhecer o empenho e dedicação de muitos para minimizar os impactos do que alguns autores tem chamado de catástrofe. Somente elaborando coletivamente os traumas vividos teremos a chance de que eles não retornem na cultura, em atos de violência, apatia, angústia e indiferença.
Ano da edição: 2015 Organizadores: Delmir José Valentini, Gerson Witte, Mirian Carbonera, Ademir Miguel Salin e André Luiz Onghero ISBN: 978-85-7897-154-0 Páginas: 241 A Guerra do Contestado (1912-1916) se transformou num marco da historiografia catarinense e brasileira, sendo objeto de muitos livros, teses, dissertações e artigos. É também tema de músicas, poesias, peças de teatro, documentários e filmes. A fotografia é um meio de imortalizar momentos e por isso está relacionada à memória, lembranças individuais ou coletivas. Com esta percepção, reunimos nesta obra imagens fotográficas contemporâneas e históricas a partir dos temas: paisagem, fauna, águas, trilhas e veredas, ocupação humana, religiosidade, ferrovia, extração de madeira, cidades e Guerra do Contestado. As imagens contemporâneas foram produzidas por diferentes autores e selecionadas por meio de concurso. As fotografias históricas fazem parte do acervo da família de Claro Gustavo Jansson, um dos poucos fotógrafos que percorreu a região contestada na primeira metade do século XX. Com esta obra, procuramos fazer um contraponto entre imagens produzidas no período da guerra e cenas da região na atualidade.
Ano da edição: 2013 Autora: Rosa Salete Alba ISBN: 978-85-7897-110-6 Páginas: 150 A partir de uma perspectiva dialética, Rosa Salete Alba procura demonstrar que a construção do espaço geográfico é produto do trabalho dos seres humanos e suas relações sociais em determinado período histórico. O livro está constituído em três momentos, onde a autora parte da síntese histórica, passando pelo papel do estado na formação econômica, até chegar no sistema agroindustrial e processo de desenvolvimento das agroindústrias em Chapecó (SC).
Entre os dias 24 e 26 de outubro ocorrerá, no Centro de Eventos Plínio Arlindo de Nes, a Feira do Livro Chapecó, evento que faz parte do projeto Centenário de Chapecó, desenvolvido pela Unochapecó.A feira objetiva fomentar o gosto pela leitura e aproximar pessoas, mas é voltada também para oportunizar experiências culturais e formar mediadores nas escolas, contribuindo com o envolvimento de crianças e adolescentes no mundo da leitura. Pensando nisso, a Argos, juntamente com a Livraria Universitária, estará presente no evento, vendendo livros e fazendo intervenções com os alunos e demais pessoas que forem apreciar a feira.Entre suas atrações, conta com exposição e venda de livros, palestras, debates e atividades artístico-culturais. A entrada é gratuita e aberta para todo o público, instigando a presença de todos e incentivando, assim, o conhecimento acerca da literatura e o interesse pela leitura.
Este livro, organizado por Clodoaldo De Sá, Fátima Ferretti e Maria Assunta Busato, ilustra experiências disciplinares e interdisciplinares de diferentes atores que, abordando temáticas próprias de suas áreas de origem, discutem princípios, processos e práticas, fazendo assim com que quem leia tenha no mínimo um entendimento do caso e assim pode-se ajudá-lo em ocasiões parecidas que cada um pode passar.Ambiente e envelhecimento são apresentados como temas contemporâneos que estabelecem interfaces com outras áreas do conhecimento na intencionalidade de lançar luz a temáticas da atualidade, como formação profissional, segurança alimentar, vulnerabilidade, espiritualidade e saúde bucal, dando uma base mínima para quem quer seguir na área da saúde, e assim possa se preparar para algumas coisas que possam vir a acontecer e se chegar a uma solução.
A obra compõe um amplo repertório de textos representativos da reflexão sobre as práticas literárias desenvolvidas no período que inicia em torno do século VIII a.C. até o XVIII. Muitos deles raros, e vários outros traduzidos especialmente para integrá-lo que permaneciam inéditos em português e demais línguas modernas.Os textos apresentados nas 1.072 páginas do livro refletem a poesia e outras artes verbais, desde suas manifestações mais remotas na história do ocidente, que sempre desfrutaram de considerável apreço social e cultural. São assuntos que se tornaram tema da filosofia e suscitaram o surgimento de disciplinas dedicadas ao estudo de seus diversos aspectos, como a retórica, a poética, a gramática e a filologia.São textos obtidos em edições confiáveis, sendo suas respectivas referências apresentadas de modo uniforme e segundo o rigor recomendável. Cada um deles é precedido de uma sintética apresentação do autor, e eventualmente do tradutor, constituída por dados biográficos relacionados à sua formação intelectual, bem como, sobretudo no caso dos filósofos, por uma sumária descrição do seu sistema.Para adquirir acesse: http://goo.gl/4MdXyD
Em seu livro mais recente, “Leituras Desauratizadas: Tempos Precários, Ensaios Provisórios”, João Cezar de Castro Rocha fala sobre alguns dos autores e temas que se tornaram muito importantes em seu trabalho ao longo das últimas duas décadas: Machado de Assis e Shakespeare, jornalismo cultural e xadrez, museus e o atual estado da Crítica Literária (um dia eu adoraria vê-lo escrever sobre futebol, com a paixão e a competência que conheço de nossas – até agora – conversas privadas).No entanto, apesar das perspectivas inovadoras que ele extrai dos temas que analisa, o livro é, acima de tudo, uma busca por novas formas – mais precisamente, uma busca e um experimento sobre novas formas de escrever por meio das quais a Crítica Literária e as Ciências Humanas em geral poderiam, no futuro, atingir leitores de fora do ambiente acadêmico e, assim, fazer uma contribuição (talvez decisiva) para sua própria sobrevivência institucional e intelectual.Tanto o título do livro como a introdução de Valdir Prigol descrevem exatamente essa intenção: Prigol identifica algumas das técnicas e estratégias discursivas com as quais João Cezar, como autor, traz o leitor para dentro de suas análises e argumentos. Ao mesmo tempo, o título anuncia como isso poderá acontecer – se é que acontecerá – em um ambiente histórico no qual parecemos ter perdido todas as certezas tradicionais (“tempos precários”), no qual não acreditamos mais na condição quase transcendental dos objetos culturais que apreciamos e respeitamos (“leituras desauratizadas”) e no qual, por todas essas razões, tudo o que escrevemos ou dizemos tem um caráter provisório (“ensaios provisórios”).Mas todos esses conceitos talvez não sejam fortes e específicos o suficiente (afinal, há regras de modéstia autoral) para expressar de maneira aprofundada por que a prática de João Cezar é muito mais do que só mais uma tentativa desesperada – e desesperançosa – de atribuir ao nosso trabalho nas Ciências Humanas uma relevância de que muito precisamos.Para conferir a matéria completa publicada pelo Estadão, clique aqui.
A 5ª Festa do Livro da Argos, realizada nos dias 19 e 20 de novembro, na Unochapecó, foi um sucesso. Alunos, professores, técnicos e público externo aproveitaram e adquiriram várias obras do catálogo da Argos com descontos de até 70%.Para aqueles que não conseguiram participar, temos uma ótima notícia: a Festa do Livro continua na Loja Virtual da Argos com os mesmos descontos nos títulos da Argos até o dia 29 de novembro (www.editoraargos.com.br).
Neste ano o Natal chegou mais cedo por aqui! A campanha Natal Antecipado Argos começa na próxima quarta-feira (25/11/2020) com descontos de até 70% em todas as obras da Editora, válida para as compras* realizadas na Loja Virtual da Argos entre os dias 25 de novembro a 16 de dezembro de 2020.Os e-Books da Editora não vão ficar de fora do nosso Natal Antecipado. Além das obras físicas, todos os e-Books disponíveis para compra na nossa Loja Virtual estarão com o desconto especial de 20%.Aproveite o Natal Antecipado Argos, preparamos descontos especiais para você presentear a família e os amigos nas comemorações de final de ano e ainda garantir os livros que faltam na sua estante!Ótimas leituras com a Editora da nossa Universidade que é nota máxima no MEC! * Frete não incluso.
Representantes do Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina (Ceom), da Unochapecó, participaram do 5º Fórum Catarinense de Museus, que este ano aconteceu em Laguna, entre os dias 15 e 17 de julho. Na ocasião, Aline Bertoncello e Adrieli Rodrigeri foram eleitas coordenadora e vice, respectivamente, e assumem a gestão da Rede de Educadores de Museus de Santa Catarina (REM-SC).O Fórum Catarinense de Museus é o maior evento do setor museológico de Santa Catarina e neste ano contou com mais de 260 participantes inscritos, dentre eles, houve uma grande participação de profissionais que atuam nos museus e centros de memória de Chapecó e região. Também aconteceram encontros paralelos dos museólogos, dos conservadores e, em destaque, dos profissionais da REM-SC.O principal objetivo foi refletir, debater e aprovar o Estatuto Catarinense de Museus. Outras oficinas também marcaram o evento, como as de gestão, documentação museológica e turismo, que apresentaram a história da rede para discutir a Política Nacional de Educação Museal (PNEM).Para a técnica em Educação Patrimonial do Ceom, Aline Bertoncello, é de extrema importância assumir a coordenação do REM-SC para descentralizar e trazer para o oeste catarinense atividades que antes só ocorriam no litoral do estado. “Esta gestão está marcada pela grande maioria dos participantes do oeste. Desta forma, a proposta será dar continuidade ao primoroso trabalho que já vem sendo feito, mas ao mesmo tempo levar o olhar da nossa região para as discussões sobre a atuação dos educadores no campo museal, pois conhecemos de perto a realidade e as necessidades regionais”, afirma. * Com informações do Ceom. A Editora Argos gostaria de parabenizar as técnicas por esta grande conquista! “Chagas reconhece que há uma veia poética pulsando em cada museu e afirma que há uma gota de sangue em cada um deles, parafraseando Mário de Andrade, quando esse afirma que há uma gota de sangue em cada poema.” – Trecho do livro “Há uma gota de sangue em cada museu”, obra da Argos publicada em parceria com o Ceom.
Já faz algum tempo que estamos estranhando a importância exagerada que assumem o corpo e a sexualidade não só em nossas festas de carnaval, mas também no imaginário social. Nos discursos históricos sobre o povo brasileiro, mulheres sensuais e homens vorazes logo ganham destaque, especialmente quando se discute a construção da identidade nacional. Nos textos de intelectuais como Paulo Prado e Gilberto Freyre, nos anos 1920 e 1930, ou retrocedendo aos livros dos viajantes europeus, que aqui aportaram nos séculos XVII e XVIII, ou mesmo voltando ao texto inaugural, a carta de Pero Vaz de Caminha para el Rey do Império português, os corpos ganham destaque a partir de um olhar que sensualiza as formas, erotiza os gestos, mas também classifica, normatiza e condena. É assim que as “índias nuas” se tornam próximas da “moura encantada” em Freyre, libidinosas, excitáveis e prontas a entregarem-se aos colonizadores portugueses, segundo Prado, em meio à promiscuidade sexual reinante no período colonial, participando como figuras centrais de representações misóginas repetidas por décadas a fio.Diante desse quadro mórbido e assustador, a preocupação com o “saneamento da raça” e com a produção de um povo higiênico, saudável, limpo e belo emerge especialmente nos textos dos médicos e juristas, desde o século XIX e adquire toda a centralidade nas discussões dos eugenistas. A tal ponto que Renato Kehl, principal expoente da eugenia no Brasil, publica um longo volume intitulado A cura da fealdade, em 1923, preocupado com as aparências de um povo que, aos seus olhos, parecia muito feio.A perplexidade que esse texto produz, principalmente ao se considerar o prestígio atual das belíssimas modelos brasileiras em todo o mundo levou a historiadora Maria Bernadete Ramos Flores, professora titular do Departamento de História da Universidade Federal de Santa Catarina, a percorrer minuciosamente os estranhos caminhos das discussões tecidas pelos homens e mulheres cultos, no Brasil, desde o século XIX, referenciados pelas teorias racistas europeias. O resultado é um denso e elaborado estudo intitulado “Tecnologia e estética do racismo. Ciência e arte na política da beleza”, que vem a público numa edição cuidadosa, pela Editora Argos.Na política racista de domesticação dos corpos e produção de indivíduos belos, mostra a autora, o desenvolvimento científico e tecnológico se alia às projeções artísticas inspiradas desde a Grécia antiga. Historiadora perspicaz, Maria Bernadete evidencia como o culto ao corpo belo dos antigos é apropriado e subvertido na Modernidade, tornando-se sujeição aos padrões dominantes de existir, da aparência à subjetividade. Pedagogia dos corpos, educação dos sentidos, autocontrole e pouca expressividade emocional são temas que constituem um amplo repertório das práticas da dominação. Leitora de Michel Foucault, para além de outras importantes referências filosóficas, a autora mostra como, para além das mentes, o poder incide sobre os corpos, os gestos e as individualidades, ameaçando capturar a própria vida.Desde a primeira parte do livro, intitulada “Ciência e Arte na Política da Beleza”, passando por “A questão sexual” e “A Invenção da Raça”, terceira e quarta partes, é a beleza do corpo que está em jogo. Mas de que beleza se trata? Que políticas se constituem para atingir esse ideal que se quer eterno e universal e que, não obstante, a autora demonstra sobejamente ser histórico? Os tratados de sexologia de médicos como o Dr. Hernani de Irajá, autor de “Morphologia da Mulher. A Plástica Feminina no Brasil”, em 4ª edição, em 1937 (p. 104), e “Sexo e Beleza” (p. 109), por exemplo, discutem a fisiologia do corpo feminino, informam sobre as necessidades sexuais masculinas e condenam a prostituição e a homossexualidade, revelando um medo atávico da degenerescência física e moral. Maria Bernadete examina minuciosa e ironicamente a obra científica e artística desse médico – que é também pintor e que, como tal, se diz contrário a toda expressão das vanguardas artísticas –, revelando que o ideal de beleza feminina expresso numa e noutra não se diferencia, atravessado pelos mesmos preconceitos e pelo mesmo regime de verdades e valores morais.Trabalhando com a categoria feminista do gênero, a autora não se restringe às questões femininas. Nesse sentido, destaca como, obcecados com a higienização de todo o povo brasileiro, com o branqueamento da raça e com a domesticação das mulheres, os doutores também definem o corpo masculino belo, enquanto estigmatizam o seu oposto, o do homem pobre, feio e “preguiçoso”. Assim, “anormais” masculinos ou femininos passam a habitar inúmeras páginas desse livro, através dos discursos das elites, polarizando com os ideais de pureza e limpeza. Autoritárias, estas entendem que embelezar toda uma população implica corrigir e adestrar os diferentes, para torná-los um todo homogêneo e coeso à imagem do Homem. Como afirma Kehl: “O homem capaz de talhar no mármore a Vênus, é capaz também de moldar plasticamente toda a humanidade.” (p. 62).O que se quer como melhoria do povo resulta em pedagogia totalitária da população, em biopolíticas, pode-se acrescentar. Em sua ficção de 1945, intitulada “O presidente negro ou o choque das raças – Romance Americano do ano 2228”, Monteiro Lobato propõe a esterilização dos negros como método radical para branquear a raça, entendendo como possível “o conserto do mundo pela eugenia”, como nos mostra a autora (p. 410). “Se a cultura deriva da raça e do meio, ou vice-versa, é inútil esta natureza dionisíaca brasileira, já que falta ao Jeca a disciplina apolínea para criar a vida, a arte, a cultura, o progresso, a técnica, o pensamento racional”, parafraseia ela, ironizando o discurso masculino racista.Lobato, porém, não é exceção à regra. Nem mesmo o feminismo liberal entra em dissonância com esse ideário nacionalista e racista. Em 1929, a utopia da advogada e escritora paulista, Adalzira Bittencourt, apresentada em seu romance “Sua Excia: a presidente da república no ano de 2500”, imagina um Brasil grandioso, moderno, racionalmente organizado, branco e asséptico. Governado por uma mulher, não é menos autoritário e racista, como deixa bem claro a historiadora que, sem abandonar o feminismo, não faz concessões em suas críticas contundentes. Nesse país imaginário, em que as mulheres estariam no poder, sem deixar de cumprir a “sagrada” missão materna, os negros seriam devolvidos à África e a pobreza seria eliminada, tanto quanto a feiúra: “A estética tomou conta de tudo! Toda feiúra fora removida! Não só as pessoas se tornaram belas. As cidades eram as mais modernas do mundo, sob a atuação das engenheiras”, ironiza a autora à página 415.Livro erudito, investiga com cuidado cada tema, por sua vez, desdobrado em múltiplas temáticas e referências que enriquecem em grande parte a produção que se vem realizando no interior da História Cultural. Menos voltada para a análise das lutas sociais entre as classes, essa historiografia introduz novos temas e permite novas abordagens, descortinando as manifestações do poder lá onde menos se espera, nas práticas discursivas, no corpo, na sexualidade, nos sonhos ou nas fantasias.A leitura desse excelente trabalho nos leva a perguntar pelas razões históricas de tanto incômodo diante da feiura, tanto quanto sugere um estranhamento pelo modo como a beleza foi naturalizada e associada a ideais autoritários, racistas e eugênicos, tão distantes daquilo que valorizavam os antigos gregos e romanos. Talvez se possa dizer que se trata aqui de uma história do impossível, se perguntarmos como tudo isso foi possível, como essas concepções tão excludentes e hierarquizadoras ganharam crédito e tornaram-se hegemônicas em toda, ou quase toda a sociedade, repetidas como verdades, sem maiores questionamentos.E mais, leva-nos a perguntar pela sua continuidade e desdobramentos em nossos dias, quando a “ditadura do corpo e da beleza” deixa de atingir apenas as mulheres, exigindo esbeltez, agilidade, flexibilidade e adequação aos novos padrões estéticos também dos homens, heterossexuais, gays, negros, brancos, orientais, jovens e velhos. O crescimento das academias de ginástica, dos programas de body health, das dietas e receitas de reeducação alimentar e da cirurgia plástica estão aí, mostrando que o espaço público se torna uma grande passarela, onde a exigência número um para a aceitação e o sucesso é a própria expressão corporal. Mais uma volta no parafuso?Margareth RagoHistoriadora – UNICAMP