O livro nasceu de uma inquietação dos autores, que são professores da disciplina de Metodologia da Pesquisa em diferentes programas de pós-graduação, quanto a racionalizar o processo de pesquisa,
A Associação Chapecoense de Futebol completa 50 anos. Veio ao mundo no dia 10 de maio de 1973. Este livro é, principalmente, uma singela homenagem do autor para o cinquentenário da Chape. Cinquenta anos n&atil
Conhecido pela defesa do imaterialismo, o filósofo irlandês George Berkeley (1685-1753) fez importantes contribuições para várias áreas fundamentais da filosofia (metafísica, filosofia da c
Luiz César de Sá se interroga neste livro sobre as técnicas letradas na base do funcionamento de querelas da França dos séculos XVI e XVII. Os métodos empregados na análise de escritos
Os estudos aqui reunidos demonstram as tantas possibilidades analíticas que se abrem quando observados os casos de escândalo nas artes e nas letras brasileiras. Por diferentes caminhos, as situações estudad
Os estudos aqui reunidos demonstram as tantas possibilidades analíticas que se abrem quando observados os casos de escândalo nas artes e nas letras brasileiras. Por diferentes caminhos, as situações estudadas f
Por mais familiares que os termos estampados no titulo deste ensaio possam parecer, atestam a grande distância que nos separa de um passado em que a conveniência necessária entre as palavras e as coisas estava exposta
A produção literária, cultural e artística entre 1890-1920 reunida sob o termo “Belle Époque” é representada na historiografia com um pálido traço que sugere transi&cced
Ano da edição: 2015 Organizadores: Maria Lucia Marocco Maraschin e Cézar da Silva Camargo ISBN: 978-85-7897-152-6 Páginas: 209 Através de artigos que tipificam a universidade comunitária, explicitando seus vínculos e compromissos sociais: uma universidade originária da comunidade e fiel aos seus propósitos, isto é, atenta as suas demandas, está obra relata experiências e propõe reflexões, oriundas dos atividades extensionistas da Universidade Comunitária da Região e Chapecó (Unochapecó) e que materializam assim tanto possibilidades de interlocução da Universidades com a comunidade loco-regional, como possibilidades de articulação entre a extensão, o ensino e a pesquisa.
Ano da edição: 2022 Organizadores: Eduardo Sens dos Santos ISBN: 978-85-62615-16-0 Páginas: 961 Esta publicação tem múltiplos objetivos. É homenagem, uma homenagem sincera e calorosa a um dos grandes nomes do Ministério Público catarinense. É construção, à medida que edifica mais um andar na História do nosso Ministério Público. É orgulho, sim, transbordando do peito, orgulho ao exibir uma instituição bicentenária que desde sempre agiu em defesa da sociedade e da justiça, como provam os autos que o leitor agora tem em mãos. E é, por fim, valorosa contribuição à cultura, porque o acesso a registro de tamanha magnitude nas mãos de pesquisadores, cientistas sociais, historiadores permitirá novas e constantes releituras da nossa História. (Eduardo Sens dos Santos - Coordenador dos trabalhos)
Ano da edição: 2022 Organizadores: Saulo Gomes Thimóteo; Valdir Prigol ISBN: 978-65-88029-64-0 Páginas: 180 Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível que lhe deres: Trouxeste a chave? “Procura da poesia” Carlos Drummond de Andrade
Ano de edição: 2023 Organizadores: Márcia Luíza Pit Dal Magro, Carine Vendruscolo, Tania Maria Zancanaro Pieczkowski. ISBN: 978-85-7897-349-0 Páginas: 446. Este livro traz relatos de experiências e pesquisas de profissionais das políticas públicas de Saúde, Educação e Assistência Social referentes ao período da Pandemia de Covid-19. Este, durante o qual a vida mudou radicalmente, além dos milhões de mortes produziu muitas sequelas, visíveis e invisíveis, seja nos corpos de quem sobreviveu a doença, seja nas relações humanas, no aumento da violência ou do empobrecimento, por fim, no mal-estar de nosso tempo. Entendemos que o testemunho destes dias sombrios é necessário para que possamos elaborar as muitas dores, perdas, mas também reconhecer o empenho e dedicação de muitos para minimizar os impactos do que alguns autores tem chamado de catástrofe. Somente elaborando coletivamente os traumas vividos teremos a chance de que eles não retornem na cultura, em atos de violência, apatia, angústia e indiferença.
Ano de edição: 2025 Organizadora: Carla Rosane Paz Arruda Teo ISBN: 978-85-7897-392-6 Páginas: 166 Este livro é, portanto, um dos produtos gerados no âmbito deste projeto, que se configura em um movimento de − antes de negar ou de aderir ingenuamente − resistir aos desafios contemporâneos apontados, que induzem e reforçam o individualismo, a competitividade, os desequilíbrios nas relações de poder e no reconhecimento do valor social das diferentes profissões, fragmentando o trabalho e fragilizando a atenção à saúde. Assim é que a obra está organizada na direção de abordar e responder aos princípios da educação interprofissional elencados (Barr; Low, 2012; Barr; Low, 2013; Barr et al., 2017), em uma tessitura que incorpora os demais elementos temáticos mencionados e que, aqui, nos interessam.
Ano da edição: 2018 Autores: Ricardo Rezer; Luci Teresinha Marchiori dos Santos Bernardi; Tania Mara Zancanaro Pieczkowski; Leonel Piovezana; Ireno Antônio Berticelli; Nadir Castilho Delizoicov; Odilon Luiz Poli; Edivaldo José Bortoleto; Ivo Dickmann; Bruna Larissa Cecco; Daniela Dal-Cin ISBN: 978-85-7897-299-8 Páginas: 182 O livro ora apresentado, fruto de uma pesquisa financiada com recursos da Fapesc e da Unochapecó, é resultado de vários anos de investigação de professor@s do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Unochapecó, que vêm se debruçando sobre questões da formação continuada, no caso em tela, de professor@s da educação básica. O objetivo principal foi identificar e compreender os desafios políticos e epistemológicos que emergem no processo de formação continuada de professor@s da educação básica, tomando como referência ações/propostas realizadas no município de Chapecó (oeste do estado de Santa Catarina) ao longo dos últimos vinte anos. Tal movimento nos permitiu conhecer melhor nosso próprio contexto, bem como reconhecer de maneira mais clara, ponderada e sistematizada a complexidade de desafios de ordem política e epistemológica da formação continuada; sem dúvidas, um elemento a ser potencializado de forma crítica e orgânica no cotidiano da atuação docente na educação básica.
Ano da edição: 2023 Organizadores: Cristiani Fontanela, Tuana Paula Lavall e Andréa de Almeida Leite Marocco. ISBN: 978-85-7897-332-2 Páginas: 233 Vinte e cinco anos se passaram desde que tudo começou. Quando a Fapesc nasceu, os anos 2000 não passavam de um futuro incerto que gerava medo pela simbologia que envolvia a virada do milênio. O ecossistema de tecnologia do Estado dava os primeiros passos, os editais de fomento de órgãos específicos para este fim não existiam e inovação era uma palavra comum apenas aos ramos acadêmicos. Foi um longo e sinuoso caminho para chegar aonde estamos. Fazemos um resgate de toda contribuição que o ecossistema recebeu de outros setores, como o Sistema Acafe, Sebrae, Fundação Certi, Facisc, Fiesc e organizações empresariais. E de como o ecossistema também fez o caminho inverso, gerando impacto direto na vida e no cotidiano das universidades, institutos e órgãos públicos e da indústria catarinense. A obra ainda mostra como o ecossistema conseguiu fazer conexões nacionais e internacionais, como fomos evoluindo com o passar dos anos, como isso levou ao Pacto pela Inovação, aos ativos de Propriedade Intelectual e à consolidação de Santa Catarina como referência em CTI.
Ano da edição: 2015 Organizadores: Delmir José Valentini, Gerson Witte, Mirian Carbonera, Ademir Miguel Salin e André Luiz Onghero ISBN: 978-85-7897-154-0 Páginas: 241 A Guerra do Contestado (1912-1916) se transformou num marco da historiografia catarinense e brasileira, sendo objeto de muitos livros, teses, dissertações e artigos. É também tema de músicas, poesias, peças de teatro, documentários e filmes. A fotografia é um meio de imortalizar momentos e por isso está relacionada à memória, lembranças individuais ou coletivas. Com esta percepção, reunimos nesta obra imagens fotográficas contemporâneas e históricas a partir dos temas: paisagem, fauna, águas, trilhas e veredas, ocupação humana, religiosidade, ferrovia, extração de madeira, cidades e Guerra do Contestado. As imagens contemporâneas foram produzidas por diferentes autores e selecionadas por meio de concurso. As fotografias históricas fazem parte do acervo da família de Claro Gustavo Jansson, um dos poucos fotógrafos que percorreu a região contestada na primeira metade do século XX. Com esta obra, procuramos fazer um contraponto entre imagens produzidas no período da guerra e cenas da região na atualidade.
Este trabalho, organizado por Noeli Gemelli Reali, resulta de um universo diversificado de parcerias, trabalhos, estudos e experimentos “com o cinema”. Uma das razões da origem desta obra é o fato do cinema compor uma das mais vigorosas e complexas formas de dizer o mundo, de codificá-lo. Outro motivo foi o projeto Cinema na Universidade, que existiu na Unochapecó de 1998 a 2003 como parte de um dos trabalhos do, então existente, Programa Oeste no Plural. A cada edição do evento eram realizados debates a partir de filmes selecionados previamente.Em seis anos de existência do projeto, mais de cem debatedores contribuíram com comentários, opiniões e informações acerca dos grandes temas selecionados. Entre eles, profissionais, docentes universitários, de ensino médio e fundamental, profissionais liberais, intelectuais orgânicos de diversos movimentos sociais, ativistas políticos, cineastas, roteiristas e acadêmicos, alguns dos quais têm suas reflexões publicadas neste livro. A obra reúne ainda artigos dos professores Gerson Luiz Trombeta, doutor em Filosofia da UPF; Mauro Gaglietti, doutor em História; Márcia Helena Saldanha Barbosa, doutora em Teoria da Literatura e professora da UPF; Tatiana Bolivar Lebedeff, doutora em Psicologia do desenvolvimento e professora da UPF; Tania Mara Zancanaro Pieczkowski, mestre em Educação e professora da Unochapecó; Augusto da Silva, doutor em História e professor da Unochapecó; e Noeli Gemelli Reali, mestre em Educação e professora da Unochapecó. Entre os filmes analisados estão Tolerância Zero, O oitavo dia, Ladrões de Bicicleta, Pocahontas.O cinema pode ser considerado, além de um campo sólido e fértil de estudos e pesquisas, uma poderosa máquina de ensinar e aprender, assim como apontam vários estudos feministas, de gênero, pós-coloniais e dos estudos culturais. A disseminação de estudos como este significa disponibilizar à sociedade e à academia um artefato cultural e acadêmico inicial, tanto para ampliar à compreensão de mundo, quanto aliar-se a parcerias e experiências com outros/as pesquisadores/as e instituições.
Entre os dias 2 e 4 de outubro, acontece no Salão Nobre da Unochapecó a II Sidial – Seminário Internacional Diálogos Interculturais na América Latina: Saberes Populares. O encontro dará sequência ao diálogo feito nas edições anteriores e busca ampliar os saberes e conhecimentos entre os povos e culturas que vivem e produzem conhecimento através da sabedoria popular.O evento conta com a presença de 11 universidades brasileiras e sete universidades internacionais nos dias do seminário. Também participam do evento os professores da rede de educação básica de Chapecó, Organizações Não Governamentais, sindicatos, cooperativas e outros movimentos com engajamento e luta social.O seminário pretende dialogar com os diferentes saberes populares, pensando em possibilidades de integrá-los nos espaços e processos de formação intercultural. A Argos estará presente no evento com exposição e venda das obras.
O título “Ser professor” já foi lançado em Portugal, e a editora Argos trouxe a primeira publicação do livro no Brasil. A obra tem o sentido de discutir teoricamente e conceitualmente o que é ser professor. Pontos como a formação e a vocação, além de uma reflexão sobre a prática profissional e os desafios da carreira docente, são abordados no livro.A obra é destinada para alunos e professores, pois promove uma reflexão sobre o que é discutido em sala de aula. O livro instiga o professor a não ter somente o conhecimento da matéria específica e explica que o professor também deve fazer com que esse conhecimento seja reflexivo, oportunizando que o estudante cresça junto com o que é ensinado.
Entre os dias 14 e 17 de maio, acontece no Centro Cultural da UFRGS, em Porto Alegre (RS), a 32º Reunião Anual da ABEU (Associação Brasileira das Editoras Universitárias). A anfitriã do evento é a Editora da UFRGS. Com a participação da Editora Argos da Unochapecó nas reuniões desde a década de 1990, o encontro traz ao debate temas elementares, que permitem a melhor compreensão do contexto editorial acadêmico, além da análise de novos interesses e oportunidades, contribuindo para a atualização do conhecimento científico e a troca mútua de experiências.O evento conta com um Diálogo de abertura, variadas Rodas de conversa, Cursos no Abeu Técnico, atividades culturais, seminários e o Diálogo de encerramento. A professora e coordenadora da Argos, Rosane Natalina Meneghetti Silveira, estará presente no evento representando a Editora.
Nos dias 2, 3 e 4 de setembro acontece, no Centro de Eventos em Chapecó, o II Fórum Integrado de Humanas e Jurídicas, promovido pelos cursos da Área de Ciências Humanas e Jurídicas da Unochapecó, e os Mestrados em Direito, em Educação e em Políticas Sociais e Dinâmicas Regionais. O evento conta com palestras e apresentações de diversos profissionais da área. Confira a programação completa:- Dia 02/09 – Segunda-feira – às 19h30Palestra com os procuradores da Lava Jato do Rio de Janeiro, Dr. Rodrigo Timóteo da Costa e Dr. Stanley Valeriano da Silva. Eles abordarão a temática "O combate à corrupção e aspectos da operação Lava Jato".- Dia 03/09 – Terça-feira – às 19h30Palestra com o poeta e escritor Bráulio Bessa. Ele abordará a temática "Poesia que transforma".- Dia 04/09 – Quarta-feira – às 19h30Palestra com o professor e ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro. Ele abordará a temática "O contexto da educação na atualidade". A Editora Argos estará presente no dia 2 de setembro, com vendas e divulgação das obras relacionadas à temática do evento.
Neste domingo (14/05) comemoramos o Dia das Mães. Por esta data ter um grande valor simbólico de carinho e de amor, preparamos uma promoção especial para comemorar, com você e sua mãe, esta data especial. São 9 kits de livros da Argos separados especialmente para a data. Confira na Loja Virtual da Argos (http://www.unochapeco.edu.br/argos) ou na Livraria Universitária da Unochapecó. Boa leitura!
Entre os dias 11 e 13 de maio, aconteceu a XXIX Reunião Anual da ABEU (Associação Brasileira das Editoras Universitárias). O evento ocorreu na Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Viçosa-MG, e a Argos Editora da Unochapecó esteve presente, representada por sua coordenadora, professora Rosane N. Meneghetti Silveira.Criada em setembro de 1987, a ABEU congrega mais de cem editoras acadêmicas vinculadas a universidades e institutos de pesquisa com dependência administrativa federal, estadual ou municipal, comunitários e privados, distribuídos em todas as regiões do País. Ao longo da sua história, a ABEU tem contribuído para a profissionalização do setor editorial nas áreas acadêmica, técnica e literária, ocupando significativos espaços no processo de modernização das políticas públicas do livro. Este ano, o tema em pauta foi “Construção de uma Política Editorial Universitária no Brasil: em busca da unidade”. Foram discutidas questões referentes a desafios de acessibilidade, direitos autorais na contemporaneidade e a internacionalização e gestão das editoras universitárias. Os temas foram apresentados e discutidos por diversos profissionais, autoridades das suas respectivas áreas, entre eles, Juan Felipe Córdoba-Restrepo, presidente da Asociación de Editoriales Universitarias de América Latina y El Caribe. No último dia do evento, também ocorreu a apresentação de um edital de publicação para lançamento de um livro pela ABEU. Em 2017, a ABEU comemora 30 anos, e para comemorar essa conquista, será lançado um livro Coletânea Comemorativa com uma compilação de textos sobre a edição universitária. A professora Rosane destaca a importância da reunião anual da ABEU: “O evento é muito importante para as editoras universitárias filiadas a ABEU, pois é a oportunidade que temos para trocar experiências acerca das atividades que envolvem as editoras e assim qualificar nossas publicações.” Quanto aos temas abordados no evento, a professora destaca a sua relevância e afirma: “A reunião foi permeada por reflexões criativas e as discussões abordaram aspectos fundamentais para a contemporaneidade.”
O livro “Disputas e ocupação do espaço no oeste catarinense: a atuação da companhia territorial Sul Brasil”, de autoria do professor Alceu Antônio Werlang, publicado pela Editora Argos da Unochapecó, em belíssimo formato, é mais uma excelente contribuição para o entendimento da História do oeste de Santa Catarina. Felizmente com a publicação desta obra a comunidade regional e acadêmica tem acesso a um texto de leitura agradável e de fácil compreensão, o que se constitui num grande mérito do autor.Nos últimos anos várias pesquisas de interpretação da experiência histórica do oeste catarinense vêm permitindo que se tenha um entendimento cada vez mais abrangente desta parte do Estado, visto que obras tradicionais da nossa historiografia não lhe deram a merecida atenção. Alceu Werlang está entre os “pioneiros” da pesquisa sobre o assunto da colonização regional e, também por isso, a publicação fez justiça a este trabalho de pesquisa.Da mesma forma a questão agrária do país talvez nunca tenha chamado tanto a atenção dos estudiosos quanto nas últimas duas décadas, uma vez que as grandes contradições que a envolve vêm sendo colocadas cada vez mais em evidência, em especial pela emergência e crescimento do Movimento dos Sem Terra. Nessa perspectiva, as diferentes problematizações que direcionam as reflexões sobre o assunto tornam-se de fundamental importância, pois favorecem sua compreensão e, quiçá, o encaminhamento de soluções desse histórico problema.A temática da colonização regional realmente deve merecer a atenção dos estudiosos, visto que a partir dela, nesses cem anos, a história desse espaço mudou radicalmente. Por mais que alguém possa afirmar que o assunto da colonização tenha sido tratado por vários pesquisadores, cada historiador ou estudioso lança seu olhar e é atraído por peculiaridades que na maioria das vezes passam despercebidas por outros. A abordagem apresentada neste livro é um desses olhares, cujo tema é abordado a partir da atuação de uma companhia colonizadora.Em especial entre 1920 a 1970, diversas companhias colonizadoras dirigiram e impulsionaram o processo de apropriação privada da terra em todo o grande oeste de Santa Catarina. Várias delas, de diferentes formas, conseguiram grandes concessões de terras feitas pelo poder público estadual, ou em troca da realização de serviços como os de abertura de estradas ou, ainda, foram adquiridas a baixos preços. Tendo o controle dessas áreas, de maneira bastante semelhante, as empresas as subdividiram em pequenos lotes destinados à agricultura familiar e vendidos aos colonos provenientes, em sua maioria, das antigas colônias do Rio Grande do Sul.Entender a construção e reconstrução cultural e socioeconômica decorrente desse processo é imprescindível a quem está atento e busca a solução dos problemas e o desenvolvimento regional. Nessa perspectiva, o livro de Werlang tem um significado importante, pois contribui para tal entendimento. Isso porque a apropriação privada da terra na região está inserida num contexto histórico específico, no qual, tanto as autoridades quanto a intelectualidade, estaduais e brasileiras, discutiam e apontavam a necessidade da ocupação efetiva de todas as áreas consideradas desocupadas do chamado sertão brasileiro.As disputas pela ocupação do espaço sempre foram marcantes na história brasileira. Mesmo antes da chegada oficial dos portugueses ao Brasil já se estabeleceu uma primeira linha demarcatória do território, a Linha de Tordesilhas, que dividia a América entre a Espanha e Portugal. Mas logo no início da colonização portuguesa se estabeleceu o sistema de sesmarias, o qual perdurou por todo o período colonial. Por ele as autoridades portuguesas faziam concessões de grandes áreas de terra aos “amigos da corte”. Essa prática favoreceu o surgimento de grandes latifúndios que, grosso modo, persistem até os dias atuais.No Sul do Brasil constituem-se em exemplos de propriedades latifundiárias, constituídas nesse período, muitas das situadas nas regiões de abrangência de criação de gado e dos caminhos de tropas. Esse processo de controle da terra se intensificou após a independência quando se adotou no país o regime de posses. Por ele era considerado dono aquele que demonstrasse ter o controle, pela posse, de determinada área. Essa sistemática também gerou uma série de problemas, visto que muitos procuravam avançar seus domínios a novas regiões, e logo foi substituída pela propriedade privada, estabelecida pela conhecida Lei de Terras de 1850. Essa lei estabelecia que a definição da propriedade privada da terra ocorria pela aquisição e escrituração do terreno. Nessas diferentes formas de controle da terra, mas em especial a partir dessa última, os povos indígenas e caboclos tiveram grandes dificuldades de manter o controle das terras que historicamente utilizavam, por não possuírem a mentalidade da propriedade privada. Na disputa com os colonizadores ficaram em ampla desvantagem e, se não do ponto de vista legal, mas do ético, construiu-se uma grande injustiça histórica com esses povos. A justificação utilizada na época era de que eles seriam incapazes de dar conta do propósito defendido pela intelectualidade e pelas autoridades, de fazer avançar o progresso e a civilização no sertão.Em “Disputas e ocupação do espaço no oeste catarinense”, o leitor terá uma contextualização desse processo na região, especialmente na passagem do século XIX para o seguinte, período de disputas de divisas internacionais e interestaduais. Faz isso no intuito de evidenciar a grande corrida pela apropriação privada das terras consideradas devolutas. Nessa perspectiva, várias companhias colonizadoras, entre outros artifícios utilizados, fizeram uso da influência política de alguns de seus sócios, que, também beneficiários dessa apropriação, passaram a controlar grande parte das terras, por todo o oeste catarinense e, na sequência, procederam a sua venda.O avanço do processo de colonização gerou inúmeros problemas com as populações estabelecidas, indígenas e luso-brasileiras, marcando para sempre sua história, visto que elas foram excluídas do acesso a terra e, em geral, passaram a viver à margem da sociedade. Essa prática lembra, em sentido inverso, o caso analisado por Elias e Scotson (2000), que, ao estudar uma comunidade inglesa, em meados do século XX, mostraram como os estabelecidos de uma determinada aldeia se relacionavam com o grupo que nela havia chegado mais tarde, os outsiders ou os forasteiros. Por serem estranhos ao lugar, os estabelecidos entendiam que os de fora teriam menos direitos de cidadania na vida local. No jogo de poder cotidiano cada grupo se sentia julgado como diferente pelo outro. Na região estudada por Alceu Werlang, observa-se que esse jogo de poder teve na luta pela ocupação da terra o fio condutor. O fato de os indígenas e caboclos, em geral, possuírem o entendimento de que a terra tinha o valor de uso, e não comercial, favoreceu aos “forasteiros” se imporem aos estabelecidos. Com isso, os “estranhos” passaram a ser os que tradicionalmente habitavam as terras e os que vieram de fora se sentiam possuidores dos hábitos superiores da civilização e amparados pelas leis. Por isso, viam como legítima a ação de conquista da terra.O livro de Werlang coloca em evidência justamente o papel que as empresas colonizadoras desenvolveram nesse processo, em particular a Companhia Territorial Sul Brasil, mostrando que elas, ao se apropriarem das terras, redesenharam o espaço e interferiram profundamente na reocupação regional. As várias empresas que atuaram no antigo município de Chapecó, na primeira metade do século XX, mereceram atenção neste livro, mas pelo estudo específico da Sul Brasil se evidencia a forma de atuação dessas empresas. Os procedimentos adotados pela Sul Brasil, não apenas para consolidar o controle sobre a terra, mas principalmente para atrair os colonizadores, demonstram uma prática de dezenas de companhias colonizadoras que atuaram do vale do rio do Peixe até o extremo oeste catarinense.Nos capítulos de “Disputas e ocupação do espaço no oeste catarinense” o leitor encontrará uma fundamentação da trajetória histórica de definição de limites e da conquista privada da terra no oeste. O estudo feito a partir da análise da atuação de uma Companhia demonstra como pela influência e troca de favores políticos as empresas se apropriaram das terras e a partir disso promoveram a colonização. Fazer avançar a colonização era a forma para facilitar a comercialização das terras.O autor também evidenciou que, ao menos nas décadas iniciais desse processo, os colonizadores, principalmente teuto-russos e ítalo e teuto-brasileiros, em sua maioria procedente das antigas colônias do Rio Grande do Sul, enfrentaram diversas dificuldades, em especial relacionadas à falta de mercado para os produtos agrícolas.É preciso salientar também a utilização de fotografias que, além de enriquecer a análise desenvolvida, constituem-se em belas ilustrações do livro. De outra parte, também enriquece sobremaneira esta obra os diversos depoimentos orais de várias pessoas que protagonizaram o processo de colonização, pelos quais se evidenciam as tensões entre os diferentes grupos nele envolvidos.Esse estudo, mesmo se referindo à Companhia Territorial Sul Brasil, torna-se emblemático para entender a atuação das diversas companhias colonizadoras no Brasil meridional e, por conseguinte, da própria colonização.A sensibilidade do professor Alceu Werlang para tratar dessas questões confere ao livro um significado especial e permite um melhor entendimento da história do oeste, além de colocá-lo entre os pesquisadores dos temas afetos à região. Por isso, a sugestão da leitura de Disputas e ocupação do espaço no oeste catarinense.Prof. José Carlos RadinProfessor da Unoesc JoaçabaDoutor em História pela UFSC