O livro nasceu de uma inquietação dos autores, que são professores da disciplina de Metodologia da Pesquisa em diferentes programas de pós-graduação, quanto a racionalizar o processo de pesquisa,
A Associação Chapecoense de Futebol completa 50 anos. Veio ao mundo no dia 10 de maio de 1973. Este livro é, principalmente, uma singela homenagem do autor para o cinquentenário da Chape. Cinquenta anos n&atil
Conhecido pela defesa do imaterialismo, o filósofo irlandês George Berkeley (1685-1753) fez importantes contribuições para várias áreas fundamentais da filosofia (metafísica, filosofia da c
Luiz César de Sá se interroga neste livro sobre as técnicas letradas na base do funcionamento de querelas da França dos séculos XVI e XVII. Os métodos empregados na análise de escritos
Os estudos aqui reunidos demonstram as tantas possibilidades analíticas que se abrem quando observados os casos de escândalo nas artes e nas letras brasileiras. Por diferentes caminhos, as situações estudad
Os estudos aqui reunidos demonstram as tantas possibilidades analíticas que se abrem quando observados os casos de escândalo nas artes e nas letras brasileiras. Por diferentes caminhos, as situações estudadas f
Por mais familiares que os termos estampados no titulo deste ensaio possam parecer, atestam a grande distância que nos separa de um passado em que a conveniência necessária entre as palavras e as coisas estava exposta
A produção literária, cultural e artística entre 1890-1920 reunida sob o termo “Belle Époque” é representada na historiografia com um pálido traço que sugere transi&cced
Ano de edição: 2025 Organizadores: Andréa de Almeida Leite Marocco, Claudio Alcides Jacoski, Fabiane Schonell Roman, Hilario Junior dos Santos e Luiz Henrique Maisonnett ISBN: 978-85-7897-382-7 Páginas: 223 Esta publicação é o resultado do que fazemos no dia-a-dia dos nossos cursos, com a implantação da ABEx, que emerge como um modelo inovador, que coloca o estudante no centro do processo de aprendizagem, estimulando-o a atuar ativamente na resolução de problemas reais, enfrentados por empresas, instituições públicas e organizações da sociedade civil. Essa abordagem permite não apenas um aprendizado mais significativo, mas também reforça o compromisso social da universidade ao gerar soluções concretas para desafios contemporâneos. O Prêmio ABEx reflete esse compromisso e celebra a produção acadêmica e científica gerada a partir da interação com o setor produtivo e organização social. As pesquisas e projetos apresentados neste volume demonstram a capacidade da universidade de se reinventar e de responder às demandas da sociedade com criatividade, competência e responsabilidade. Mais que isso, permitindo uma aprendizagem mais próxima da realidade.
Ano da edição: 2016 Organizadoras: Maria Elisabeth Kleba, Marta Lenise do Prado, Kenya Schmidt Reibnitz ISBN: 978-85-7897-166-3 Páginas: 155 Reúne experiências e reflexões acerca dos dispositivos de reorientação da formação profissional em saúde em curso no Brasil. Além disso, registra práticas e reflexões pedagógicas dos momentos compartilhados durante o simpósio Diálogos sobre o ensino na saúde: vivências de reorientação na formação profissional em saúde, busca aproximar o leitor da experiência de um evento pautado em práticas dialógicas e inspirar autores envolvidos no processo de mudanças do ensino, cuidado e gestão em saúde, contribuindo com a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.
Ano da edição: 2021 Organizadores: Daiane Eccel; Diogo Norberto Mesti; Rosana Moura ISBN: 978-65-88029-45-9 Páginas: 288 Onde deve estar a filosofia? A filosofia deve estar organizando, reunindo, pensando a educação e, mais precisamente, repensando a figura do aluno por uma perspectiva ampla, plural e dialógica. Com isso, é possível resgatar as condições mínimas do exercício da aprendizagem, do ensino, da educação e da formação, pois essas condições são dadas a partir do desejo e também do prazer em aprender que é por definição a característica mais marcante da própria faceta educativa da filosofia. Amar o saber, desejar aprender, ser aluno, tudo isso se confunde com o pensamento filosófico. Com isso, as reflexões de inúmeros filósofos da educação e amantes do saber aqui reunidas abrem uma trilha para a direção oposta à ignorância e à brutalidade e desenha a formação humana utilizando inúmeros outros recursos e resultados, repensando a autonomia, a decolonialidade, a técnica, a arte, a produção, a criação, a imaginação, as emoções, as crises, a natureza, a partir de pensadores antigos, modernos e contemporâneos que forjaram e moldam nossas tradições e origens.
Ano da edição: 2022 Organizadores: Saulo Gomes Thimóteo; Valdir Prigol ISBN: 978-65-88029-64-0 Páginas: 180 Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível que lhe deres: Trouxeste a chave? “Procura da poesia” Carlos Drummond de Andrade
Ano da edição: 2012 Autoras: Arlene Renk, Eliane Fistarol ISBN: 978-85-7897-095-6 Páginas: 149 Arlene Renk foi muito feliz em escrever um dicionário nada convencional, pois dicionários são sempre chatos, grandes, pesados e só nos dão as noções, conservadoras, dos vocábulos. No Dicionário nada convencional os vocábulos não recebem meras significações, eles são analisados e contextualizados, apresentando aquilo que realmente contribui para a visão ampla do mundo, para a quebra de padrões e preconceitos tão presentes em nossa cultura. Talvez por isso este livro tenha alcançado um público expressivo, superando as expectativas de venda. A 2º edição do Dicionário nada convencional chega ao público com uma nova cara. O texto, extremamente prático e bem formulado, teve poucas alterações, contudo, a nova estrutura de diagramação deixou-o mais agradável de ser lido. O corpo do livro recebeu um tratamento especial, com fotos de Eliane Fistarol que demonstram a competência e sensibilidade dela ao captar momentos de tamanha simplicidade e, ao mesmo tempo, cheios de significados, assim como o texto.
Ano da edição: 2024 Organizadores: Aline Mânica, Andreia de Almeida Leite Marocco, Ivo Dickmann, Vanessa daSilva Corralo ISBN: 978-85-7897-371-1 Páginas: 123 O conhecimento científico tem a função acadêmica de ampliar e aprofundar as áreas de pesquisa e de transformar a sociedade, contribuindo para a qualidade de vida das pessoas. Toda vez que pesquisamos sobre um tema buscamos contribuir para encontrar respostas que vão acabar com a dor de uma pessoa, de um coletivo ou da sociedade em geral. É para isso que fazemos pesquisa, desde a iniciação científica até o pós-doutorado, para encontrar respostas aos problemas sociais e ambientais do local e da região que estamos inseridos. Isso ganha ainda mais intensidade quando produzimos conhecimento científico dentro de uma universidade comunitária, que tem uma ligação umbilical com a região, no nosso caso da Unochapecó, com a Região Oeste de Santa Catarina – além de contribuir com as regiões de fronteira com o estado do Rio Grande do Sul e do Paraná.
Ano da edição: 2020 Organizadoras: Maria Aparecida Lucca Caovilla Silvana Winckler Bruna Fabris ISBN: 978-65-88029-16-9 Páginas: 281 Em agosto de 2020, o curso de Direito da Unochapecó completou 35 anos de atuação regional. Já o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito (PPGD) celebrou, no mês de março, cinco anos de jornada. Dentre os motivos para comemorar, sobressaem mais de um milhar de profissionais formados pela Unochapecó, em nível de graduação e de pós-graduação Stricto Sensu (bacharéis e mestres em Direito), sem mencionar as inumeráveis turmas de especialistas que buscam nesta Universidade o aperfeiçoamento contínuo! O curso de Direito e o PPGD honram-se pela contribuição à formação intelectual crítica de profissionais e pesquisadores, com vistas à efetivação de práticas jurídicas que levem à promoção dos direitos da cidadania em todas as suas dimensões, com ênfase nos aspectos ambientais e transnacionais, no que diz respeito à pós-graduação. Para comemorar o fechamento deste ciclo, em parceria com o Observatório de Políticas Constitucionais Descolonizadoras para a América Latina (OPCDAL), foi organizada esta edição comemorativa com a participação e contribuição de professores(as) e mestres(as) que fizeram parte da história do Programa Stricto Sensu, com a publicação de artigos científicos em forma de capítulos, distribuídos nas Coletâneas: “Volume I – Direito, Cidadania e Socioambientalismo” e “Volume II – Direito, Cidadania e Atores Internacionais”.
Ano da edição: 2024 Organizadores: Martin Kuhn, Daniela Leal, Diego Orgel Dal Bosco Almeida ISBN: 978-658032957-1 Páginas: 391 O que pode, afinal, o conhecimento em Educação? Em um contexto marcado pelo excesso de discursos e por transformações nos planos cultural, econômico, político e tecnológico, refletir sobre como produzimos conhecimento torna-se uma tarefa importante. Das reflexões às ações, quais mundos existem e que outros mundos são possíveis? A partir de perspectivas dos diversos campos de estudos da Educação, o VIII Colóquio Integrado das Linhas de Pesquisa e o II Seminário Diálogos Internacionais de Educação, realizados de forma concomitante, buscam contribuir para reflexões sobre a produção de conhecimento na área de Educação em diferentes perspectivas: formação de professores, currículo, práticas pedagógicas, diversidade, interculturalidade e educação inclusiva.
Ao longo de sua história, a Editora Argos da Unochapecó já obteve reconhecimento em várias de suas obras e conquistou seu espaço no cenário editorial e acadêmico nacional pela qualidade de suas publicações. Neste ano, mais dois livros da editora foram indicados a importantes premiações. O primeiro, “Formação humana na sociedade do espetáculo”, teve indicação, na categoria Ciências Humanas, ao prêmio Jabuti, o mais tradicional prêmio literário do país. Já a obra “Migración, interculturalidad y educación: impactos y desafios”, que foi organizada em parceria com a Editora da Universidade de Salamanca, na Espanha, foi indicada ao prêmio da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU), na categoria Humanidades.A Argos já possui uma estatueta do Jabuti com o livro “Do mito das Musas à razão das letras”, de 2015, entre outros prêmios, indicações e homenagens, como o prêmio da Academia Brasileira de Letras com a obra “E a literatura, hoje?”, em 2019. Atualmente, é uma editora universitária que se destaca também como uma das que mais possui publicações sobre a história da sua região."Considerando toda a trajetória da Editora nesses quase 30 anos de criação, esse é um espaço de reconhecimento do trabalho. Participar dessas premiações é levar para outras pessoas e lugares o trabalho da Argos. É uma oportunidade de disseminar o conhecimento por meio dessas publicações da Unochapecó", comenta a assessora da Argos, professora Rosane Meneghetti Silveira. O acervo da Argos conta com mais de 400 títulos, os quais podem ser adquiridos pela loja virtual da editora. Conheça um pouco mais sobre cada uma das obras indicadas:Formação humana na sociedade do espetáculo Esta obra faz uma releitura dos textos de Guy Debord. Os organizadores deste livro reuniram um conjunto de textos para questionar aspectos fundamentais do funcionamento do mundo educacional e arrancar cada leitor da sua zona de conforto. Segundo os autores, contestar a lógica do espetáculo hoje não significa necessariamente negar o prazer da cultura de massa. Implica, porém, uma visão de mundo que não se conforma com a falsa unificação das consciências. Este livro ajuda a compreender os desdobramentos do espetacular no último meio século.Migración, interculturalidad y educación: impactos y desafíosEste livro pauta os fluxos migratórios da humanidade. Segundo o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (Undesa), a mobilidade humana cresce no século XXI sem precedentes. No final do século XIX e início do século XX, o continente europeu assistiu a um êxodo de seus habitantes para diferentes regiões do mundo, especialmente as Américas. Nas últimas décadas, a Europa está vivendo o reverso deste fenômeno, sem contar com os Estados Unidos e outros países que atraem migrantes de países subdesenvolvidos. A complexidade do fenômeno migratório exige estudos, reflexões e vontade política para realizar articulações internacionais que atuem de forma solidária e em defesa dos direitos humanos, além de possibilitar o reconhecimento de pessoas migrantes e refugiadas. A obra adentra neste universo e visualiza a educação enquanto direito universal de todas as crianças e jovens na formação humana e cultural.Fonte: www.unochapeco.edu.br
O livro contempla dois dos três ensaios que se faziam presentes no já esgotado “O que é o contemporâneo? e outros ensaios”, também publicado pela Argos, e que foi sucesso de vendas, atingindo tiragem de nove mil exemplares. Neste título o autor, de maneira cordial, transfere as informações mais contemporâneas em uma linguagem direta e seminarista.“O amigo” é um estudo que propõe uma visão oncológica e, ao mesmo tempo, política sobre a amizade. Fala de equivalências sensitivas entre ser e viver, sentir-se e existir, dando significação de que a amizade possui um estatuto e que não é apenas uma relação entre sujeitos, mas um espaço categorial para o qual se predicaria a qualidade de ser amigo.O ensaio “O que é um dispositivo?”, por meio de um trabalho filosófico, propõe uma leitura do termo “dispositivo”, levando a compreensão do mecanismo político contemporâneo. Dispositivo pode ser qualquer coisa que tenha algum modo de captura, orientando, modelando, assegurando os gestos e as opiniões dos seres viventes, ou seja, divididos entre duas categorias: os viventes e os dispositivos.Sobre o autor - A filosofia de Agamben se desenvolveu como política e arte, e os dois ensaios publicados na obra dão uma ideia da estratégia de ação tratada pelo autor. Giorgio Agamben é considerado uma das figuras mais importantes da filosofia na atualidade. Foi professor de várias universidades europeias e norte-americanas. Formado em Direito, participou de diversos seminários, lecionou Estética e Filosofia, mas abandonou a atividade. Suas produções se concentram nas relações entre a filosofia, a literatura, a poesia e, fundamentalmente, a política.Para adquirir acesse: http://goo.gl/xaMZ7b
Consolidada no mercado, a Argos Editora da Unochapecó, reconhecida nacionalmente pela qualidade editorial e gráfica dos livros que publica, agora é destaque também no mundo digital. Desde 2015, a Argos passou a integrar o catálogo da Kobo, uma das maiores eBookstores do mundo, que disponibiliza livros digitais e permite ao usuário comprar, baixar e pesquisar livros, jornais, revistas e outras mídias.Este é mais um passo no mercado nacional e internacional de livros e que marca definitivamente a entrada da editora no universo do livro digital. O processo de inserção teve início em novembro de 2014 e só foi concretizado no começo de 2015. Para a editora, integrar o catálogo da Kobo representa mais um passo no mercado nacional e internacional do livro e ao mesmo tempo uma demonstração de que a editora está certa ao apostar também no formato ebook. Por outro lado, vamos ampliar essas parcerias buscando, logo mais, outros espaços e parceiros para a distribuição de nossa produção editorial.Ao todo foram disponibilizados no site da Kobo três títulos da Argos Editora, são eles: “Os filósofos e a educação”; “O golpe civil-militar e Educação”; “Inclusão e acessibilidade”. Fazer parte de uma ebookstore como essa permite ainda que o conteúdo possa ser lido em 190 países, que é a área de atuação da Kobo.
Raul Antelo define a sua trajetória de crítico como algo (re)constituído a partir de restos, de resíduos, e de um “aperfeiçoamento do acaso”. Para Antelo, o olhar crítico surge marcado pela ideia de catástrofe, de colisão abrupta das posições mais dispares – o alto e o baixo, o letrado e o não letrado, o ativo e o passivo, o centro e a periferia. Destas aproximações inesperadas, gera-se eletricidade – produz-se e dissemina-se energia. A crítica constitui-se, desta perspectiva, como pedagogia transformadora e potencializadora; o crítico elide-se como sujeito para privilegiar o espaço de colisão dos objetos, dos textos, das manifestações artísticas e das novas correlações de sentidos que daí emergem.Esta energia potencializadora e potencializada surge-nos, justamente, como leitmotif da sua mais recente coletânea de ensaios, “Potências da Imagem”. Trata-se de um conjunto de perspectivas e textos críticos muito diversos, mas que convergem no desígnio último de “captar algo da energia do moderno que ainda resiste nos textos e imagens”. Da leitura do “inconsciente óptico do modernismo”, passando por uma análise das “anamorfoses do moderno” e “políticas da amizade”, até uma discussão das relações entre imagem e cultura de massa, e entre imagem, identidade e testemunho, o que Antelo nos propõe é não tanto uma viagem entre nações e territórios – desde logo a Argentina e o Brasil – como uma autêntica subversão dessas fronteiras, na busca das energias e dimensões extraterritoriais que atravessam os nem sempre bem compreendidos fenômenos da modernidade e do modernismo tardio na América Latina. Neste espaço transterritorial, mas sempre assumidamente político e social, as poéticas de J. L. Borges e de Walter Benjamin, de Walt Whitman e de Mário de Andrade, de Jorge Amado e de Bertolt Brecht (entre muitos outros), gravitam e colidem no jogo das múltiplas imagens que atravessam, geram, ou sobre as quais refletem e se refletem.A imagem – na pintura, na fotografia, no cinema – assume uma centralidade paradoxal nestas Potências, na medida em que suplementa e fornece presença ao texto entendido como “tecido de sentidos”, mas assinala, ao mesmo tempo, o inacabamento deste e a sua “vacância de sentido”. Entre a “receptividade (ou potência passiva) e a representatividade (ou potência ativa)”, as leituras de Raúl Antelo propõem-se ultrapassar “o círculo da subjetividade” e reativar energias esquecidas ou latentes, para mostrar “de que modo as formas do passado podem ainda ser novamente equacionadas como ‘problemas’” (p. 11-12). Neste contexto, assumem particular relevância as noções de sobrevivência e de indecidibilidade.Na sua dimensão de tempo histórico condensado que opera por suspensão e corte, a imagem transporta em si a possibilidade de recuperação de memórias que deste modo resistem e se deslocam no tempo e no espaço, procedendo a um alargamento inusitado destes e dos modelos culturais que os conceptualizam. Todavia, como sublinha Antelo, se a imagem pode ser retorno, ela nunca é retorno ao idêntico: “[...] aquilo que retorna na imagem é a possibilidade do passado. [...] Retorno e corte alimentam, portanto, uma certa indecidibilidade ou indiferença, uma impossibilidade de discernimento entre julgamento verdadeiro e falso, que potencializa, entretanto, o artificio da falsidade como única via possível de acesso à estrutura ficcional da verdade.” Através da assunção plena desta dimensão ficcional e lançando mão das mais variadas perspectivas e autores, o crítico constrói uma teoria das imagens mais atenta ao inconsciente histórico e à sobrevivência de certas formas expressivas do que os tradicionais modelos histórico-narrativos, que privilegiam a linearidade dos conceitos de começo e recomeço, progresso e declínio, nascimento e decadência.A referida indecidibilidade estende-se, deste modo, à própria crítica anteliana e potencializa-se, ainda que a expensas da inteligibilidade dos textos para o leitor impreparado. Ousando transpor os limites entre crítica e ficção – e assumindo sem inibições a crítica como “metaficção” ou “hiperficção” como sugere Antelo na citada entrevista – Ele assume igualmente o risco da excentricidade e da transgressão genológica. Algures entre crítica literária e a filosofia, entre a antropologia e a estética, habita o texto anteliano. Para além das “Potências da Imagem”, estas são, também, algumas das potências da sua crítica.Daniela KatoPara adquirir acesse: http://goo.gl/9p4cW4
Na última quinta-feira (28/04), a Argos Editora da Unochapecó, em parceria com a Livraria Universitária, promoveu uma conversa com os autores do livro “Impactos socioambientais da implantação da hidrelétrica Foz do Chapecó”. Além das professoras organizadoras da obra, Márcia Luíza Pit Dal Magro, Arlene Renk e Gilza Maria de Souza Franco, pesquisadores da Universidade, que possuem textos publicados no livro, compartilharam suas experiências. A atividade faz parte das comemorações dos 24 anos da Editora.O livro traz pesquisas sobre os impactos da construção da Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó, que ocorreram entre 2005 e 2014, vinculados aos programas de Pós-Graduação Stricto Sensu em Políticas Sociais e Dinâmicas Regionais, em Ciências Ambientais e em Ciências da Saúde da Universidade. A obra contém também trabalhos de conclusão de curso de estudantes da graduação, dissertações de mestrado e artigos de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).No processo de implementação de uma hidrelétrica, destacam-se os impactos ambientais e os impactos sociais, principalmente com os moradores das áreas alagadas. Entre os capítulos do livro, estão estudos com os agricultores familiares e pescadores da região, estudos sobre a qualidade da água e do pescado, entre outros, como os processos de negociação com a população ribeirinha.De acordo com uma das organizadoras da obra, professora Márcia, com base em tantos impactos causados pelo empreendimento, o livro pergunta sobre a instalação da Usina. “Logo no primeiro capítulo, é questionada a real necessidade de implantação destes grandes empreendimentos hidrelétricos. O autor argumenta que hoje existem outras formas de produção de energia, que dariam conta de atender a demanda que temos, sem empreendimentos de grande porte que causem tanto impacto”, afirma.Entre os principais impactos ambientais, está a diminuição da quantidade de espécies que habitam aquela região, que não se adaptam à mudança do rio, e a intoxicação de peixes por metais pesados, pela água que não troca mais constantemente. Para as populações, as principais mudanças estão na qualidade do rio e nas relações pessoais da comunidade. “Esta situação acelera um processo que já é bastante discutido na região, que é a saída da população rural em direção às cidades. A chegada deste empreendimento impacta em todo um modo de viver desta população ribeirinha, que se organizava por meio da comunidade; algumas, inclusive, viviam ali por muitas gerações”, relata a professora.Conhecer para agirMais que divulgar o conhecimento científico sobre a nossa região, para Márcia, a obra possui um caráter de registro e exemplo para outras ocasiões. “A primeira função é o registro da nossa história para que a gente possa reconhecer e entender que transformações são essas e como elas afetam nosso cotidiano. A segunda contribuição é para que esse registro sirva de base para as negociações futuras, pois existem vários empreendimentos previstos e não realizados no rio Uruguai ainda”, assinala. A professora destaca que o trabalho contribuiu para visibilizar atores que geralmente são invisíveis, como é o caso dos pescadores.
Neste dia 4 de junho de 2019, a autora da Argos e professora Andrea Daher será homenageada com o título de Professora Emérita, concedido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O evento acontece no Salão Nobre da UFRJ e conta com a presença do Reitor da Universidade, professor Roberto Leher, e a Vice-Reitora, professora Denise Fernandes Lopez Nascimento. A entrada é franca.Sobre a autoraAndrea Daher é professora titular de Teoria e Metodologia da História no Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde coordena o Laboratório de Pesquisa em História das práticas letradas, além de ser pesquisadora do CNPq.
Na última semana, a Unochapecó recebeu o professor Simon Thompson, da Coast Mountain College. Ele ficará em Chapecó durante dois meses e vai atuar no curso de Letras da Unochapecó. Na tarde de segunda-feira (13/05), acompanhado da coordenadora da Argos, professora Rosane Natalina Meneghetti Silveira, Simon conheceu a Editora, o processo editorial e recebeu exemplares de algumas obras publicadas pela Argos. A vinda de Simon para a Unochapeçó faz parte de um processo de aproximação com a Coast Mountain College, em que a intenção é que aumente a interação entre as universidades, gerando, assim, uma crescente no intercâmbio entre Brasil e Canadá.
André Cechinel, autor de “O referente errante: The Waste Land e sua Máquina de Teses”, ministra, no dia 8 de maio, uma palestra na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com o tema “Tradição e referencialidade em T. S. Eliot”. Após a palestra ocorrerá o lançamento da obra, com sessão de autógrafos. Sobre o autorDoutor em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina e professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Extremo Sul Catarinense. Além de seus estudos sobre T. S. Eliot, organizou recentemente os livros “O lugar da teoria literária” (Edufsc; Ediunesc, 2016) e “O que significa ensinar literatura?” (Edufsc; Ediunesc, 2017). Como tradutor, verteu para o português, entre outros, autores como James Joyce, Linda Hutcheon e Judith Butler. Sobre a obraA obra “O referente errante: The Waste Land e sua Máquina de Teses” foi produzida em parceria com a Editora da Unesc e apresenta a performance de um poema por muitos considerado o mais importante do século XX, The Waste Land, de T. S. Eliot. O autor analisou as notas explicativas que Eliot adicionou aos versos do poema de 1922, abordando uma ideia controversa à imagem do autor. As notas que deveriam explicar o poema realizam o contrário, remetem a outros textos e outras questões, criando outros problemas.