A Associação Chapecoense de Futebol completa 50 anos. Veio ao mundo no dia 10 de maio de 1973. Este livro é, principalmente, uma singela homenagem do autor para o cinquentenário da Chape. Cinquenta anos n&atil
Conhecido pela defesa do imaterialismo, o filósofo irlandês George Berkeley (1685-1753) fez importantes contribuições para várias áreas fundamentais da filosofia (metafísica, filosofia da c
Luiz César de Sá se interroga neste livro sobre as técnicas letradas na base do funcionamento de querelas da França dos séculos XVI e XVII. Os métodos empregados na análise de escritos
Os estudos aqui reunidos demonstram as tantas possibilidades analíticas que se abrem quando observados os casos de escândalo nas artes e nas letras brasileiras. Por diferentes caminhos, as situações estudad
Os estudos aqui reunidos demonstram as tantas possibilidades analíticas que se abrem quando observados os casos de escândalo nas artes e nas letras brasileiras. Por diferentes caminhos, as situações estudadas f
Por mais familiares que os termos estampados no titulo deste ensaio possam parecer, atestam a grande distância que nos separa de um passado em que a conveniência necessária entre as palavras e as coisas estava exposta
A produção literária, cultural e artística entre 1890-1920 reunida sob o termo “Belle Époque” é representada na historiografia com um pálido traço que sugere transi&cced
Em Mito e literatura, o leitor encontrará essencialmente cinco aulas de hermenêutica. Na verdade, são autênticas master classes, dedicadas a cinco obras da literatura latino-americana do século XX que seg
Ano da edição: 2020 Organizadoras: Maria Aparecida Lucca Caovilla Silvana Winckler Bruna Fabris ISBN: 978-65-88029-16-9 Páginas: 281 Em agosto de 2020, o curso de Direito da Unochapecó completou 35 anos de atuação regional. Já o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito (PPGD) celebrou, no mês de março, cinco anos de jornada. Dentre os motivos para comemorar, sobressaem mais de um milhar de profissionais formados pela Unochapecó, em nível de graduação e de pós-graduação Stricto Sensu (bacharéis e mestres em Direito), sem mencionar as inumeráveis turmas de especialistas que buscam nesta Universidade o aperfeiçoamento contínuo! O curso de Direito e o PPGD honram-se pela contribuição à formação intelectual crítica de profissionais e pesquisadores, com vistas à efetivação de práticas jurídicas que levem à promoção dos direitos da cidadania em todas as suas dimensões, com ênfase nos aspectos ambientais e transnacionais, no que diz respeito à pós-graduação. Para comemorar o fechamento deste ciclo, em parceria com o Observatório de Políticas Constitucionais Descolonizadoras para a América Latina (OPCDAL), foi organizada esta edição comemorativa com a participação e contribuição de professores(as) e mestres(as) que fizeram parte da história do Programa Stricto Sensu, com a publicação de artigos científicos em forma de capítulos, distribuídos nas Coletâneas: “Volume I – Direito, Cidadania e Socioambientalismo” e “Volume II – Direito, Cidadania e Atores Internacionais”.
Ano de edição: 2025 Organizadores: Daniela Leal e Carla Teo ISBN: 978-85-7897-397-1 Páginas: 139 Os capítulos reunidos neste livro representam o comprometimento, das autoras, com a base epistêmica, metodológica e ontológica, que tem como motor a perspectiva dialética, a qual move a teoria histórico-cultural. Ou, como diria Konder (2004, p. 83), se “uma das características essenciais da dialética é o espírito crítico e autocrítico”, pode-se dizer que todas “examinam constantemente o mundo em que atuam”, estando sempre dispostas “a rever interpretações em que se baseiam para atuar”.
Ano de edição: 2025 Organizadores: Antonio Rediver Guizzo, Carlos Henrique Lopes de Almeida, Dionisio Márquez Arreaza, Emerson Pereti e Gastón Cosentino ISBN: 978-85-7897-380-3 Páginas: 343 Entre as diversas histórias-mito dos povos maia-quichés há uma em especial chamada “Os olhos dos enterrados”. Miguel Ángel Asturias faz alusão a ela no último romance de sua conhecida “trilogia bananeira”1, publicada entre 1950 e 1960. Conta a lenda que os mortos, quando vítimas de uma morte iníqua, permanecem sob a terra com os olhos abertos, por anos, decênios, séculos, até que a injustiça de suas mortes seja enfim redimida. A expansão do ocidente cristão em sua reconfiguração capitalista tecnocrático-extrativista tem sido responsável pelo contínuo e sistemático extermínio de ambientes naturais, povos e culturas humanas por mais de quinhentos anos. Um modelo econômico-cultural que agora nos conduz para a sexta extinção em massa da história do planeta. Com os olhos abertos sob a terra, tantas vidas devastadas para a sustentação desse sistemapreservam-se, em constante estado de latência, esperando, também, por alguma justiça.
Ano de edição: 2025 Autor: Claudio Alcides Jacoski ISBN: 978-85-7897-390-2 Páginas: 95 A educação superior no Brasil passou por diversas transformações ao longo de décadas, refletindo as necessidades socioeconômicas do país e sua busca por um sistema de ensino mais eficiente para a formação dos seus profissionais. A criação das primeiras universidades ocorreu no período colonial, sendo as instituições jesuíticas pioneiras na formação acadêmica brasileira. Contudo, foi apenas nas últimas décadas que o ensino superior se expandiu significativamente, com a fundação de universidades públicas e a regulamentação de instituições privadas e comunitárias. Diante do cenário de expansão e desafios do ensino superior no Brasil, torna-se essencial compreender a trajetória e a importância das universidades comunitárias, bem como seu impacto no desenvolvimento do país. Este livro apresenta um panorama detalhado sobre o modelo comunitário, discutindo sua origem, evolução e desafios futuros, com o objetivo de destacar sua relevância no fortalecimento da educação superior brasileira. Trata-se de um documento que registra os 30 anos de história deste modelo educacional tão necessário para o desenvolvimento do país.
Ano da edição: 2015 Organizadores: Delmir José Valentini, Gerson Witte, Mirian Carbonera, Ademir Miguel Salin e André Luiz Onghero ISBN: 978-85-7897-154-0 Páginas: 241 A Guerra do Contestado (1912-1916) se transformou num marco da historiografia catarinense e brasileira, sendo objeto de muitos livros, teses, dissertações e artigos. É também tema de músicas, poesias, peças de teatro, documentários e filmes. A fotografia é um meio de imortalizar momentos e por isso está relacionada à memória, lembranças individuais ou coletivas. Com esta percepção, reunimos nesta obra imagens fotográficas contemporâneas e históricas a partir dos temas: paisagem, fauna, águas, trilhas e veredas, ocupação humana, religiosidade, ferrovia, extração de madeira, cidades e Guerra do Contestado. As imagens contemporâneas foram produzidas por diferentes autores e selecionadas por meio de concurso. As fotografias históricas fazem parte do acervo da família de Claro Gustavo Jansson, um dos poucos fotógrafos que percorreu a região contestada na primeira metade do século XX. Com esta obra, procuramos fazer um contraponto entre imagens produzidas no período da guerra e cenas da região na atualidade.
Ano de edição: 2025 Organizadores: Cláudia Battestin e Márcia Luíza Pit Dal Magro ISBN: 978-85-7897-385-8 Páginas: 324 As pesquisas que deram origem aos capítulos deste livro resultam de dissertações de mestrado defendidas durante o ano de 2023 no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UNOCHAPECÓ), oriundas da Linha de Pesquisa 1: Formação de professores, currículo e práticas pedagógicas; e Linha 2: Diversidade, interculturalidade e educação inclusiva. As duas linhas perpassam pela reflexão e análise sobre como os desafios educacionais podem ser enfrentados a partir de uma abordagem crítica e transformadora, com o objetivo de promover práticas pedagógicas mais inclusivas e eficazes em diversos contextos. A práxis pedagógica, mencionada no título atribuído a esta obra, é compreendida como ação reflexiva e intencional, que articula teoria e prática em permanente diálogo com as demandas sociais, culturais e políticas do campo da educação. As pesquisas apresentadas neste livro expressam o compromisso do PPGE com uma formação docente crítica e cidadã, voltada à construção de práticas educativas que possibilitem a transformação da realidade educacional e social.
Ano de edição: 2023 Organizadores: Márcia Luíza Pit Dal Magro, Carine Vendruscolo, Tania Maria Zancanaro Pieczkowski. ISBN: 978-85-7897-349-0 Páginas: 446. Este livro traz relatos de experiências e pesquisas de profissionais das políticas públicas de Saúde, Educação e Assistência Social referentes ao período da Pandemia de Covid-19. Este, durante o qual a vida mudou radicalmente, além dos milhões de mortes produziu muitas sequelas, visíveis e invisíveis, seja nos corpos de quem sobreviveu a doença, seja nas relações humanas, no aumento da violência ou do empobrecimento, por fim, no mal-estar de nosso tempo. Entendemos que o testemunho destes dias sombrios é necessário para que possamos elaborar as muitas dores, perdas, mas também reconhecer o empenho e dedicação de muitos para minimizar os impactos do que alguns autores tem chamado de catástrofe. Somente elaborando coletivamente os traumas vividos teremos a chance de que eles não retornem na cultura, em atos de violência, apatia, angústia e indiferença.
Ano de edição: 2025 Organizadora: Carla Rosane Paz Arruda Teo ISBN: 978-85-7897-392-6 Páginas: 166 Este livro é, portanto, um dos produtos gerados no âmbito deste projeto, que se configura em um movimento de − antes de negar ou de aderir ingenuamente − resistir aos desafios contemporâneos apontados, que induzem e reforçam o individualismo, a competitividade, os desequilíbrios nas relações de poder e no reconhecimento do valor social das diferentes profissões, fragmentando o trabalho e fragilizando a atenção à saúde. Assim é que a obra está organizada na direção de abordar e responder aos princípios da educação interprofissional elencados (Barr; Low, 2012; Barr; Low, 2013; Barr et al., 2017), em uma tessitura que incorpora os demais elementos temáticos mencionados e que, aqui, nos interessam.
Em meio a terras hospedadas por pequenas propriedades de agricultura familiar no Oeste Catarinense, a obra inicia um estudo histórico-cultural abordando desde o período de colonização até os dias atuais, mostrando como o passar do tempo influenciou parte do sistema de rotação de terras que contribuiu aos poucos para a redução da produtividade agrícola e até mesmo o êxodo rural na região. Esta obra, através dos ciclos econômicos da região, procura desvendar grande parte da história do Oeste Catarinense.Partindo dos ciclos que constituem a economia da região, o livro procura respostas sobre o desenvolvimento de agricultura regional, da erva-mate, da madeira e o setor agroindustrial. Através de entrevistas sobre a vida e cotidiano vivido pelos colonos da região, esta obra revela as experiência deles em relação à tradição e seu contraposto, a modernidade. A obra aborda, assim, questões realistas sobre a agricultura local e como ela é praticada, tentando obter respostas se os métodos tradicionalistas de trabalho são capazes de sobreviver ao desenvolvimento frenético da agroindústria atual. Sobre o autor Paulo Ricardo Bavaresco possui graduação em História pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (2000), mestrado em Desenvolvimento Regional pela Fundação Universidade Regional de Blumenau (2002) e doutorado em Ciências Sociais pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2010). Atualmente, é professor titular e pesquisador na Universidade do Oeste de Santa Catarina – Campus de São Miguel do Oeste. Tem experiência na área de História, com ênfase em História Latino-Americana, Sociologia, com destaque para políticas públicas, e Antropologia nas relações culturais. É coordenador do Grupo de Pesquisa Território, Memória e Espaço Regional e desenvolve pesquisas na área de Educação, Políticas Públicas e Diversidade Cultural.
Para entrar no clima do aniversário de Chapecó, a Editora Argos promove na terça-feira (22/08) o evento “Transformando o Conhecimento Regional”. A ação faz parte do calendário oficial de eventos em comemoração dos 100 anos do município e inicia às 19h, no auditório do bloco G da Universidade. A entrada é gratuita e aberta ao público.O evento é especial. Além de integrar a programação da cidade, faz parte de uma série de atividades pensadas também para comemorar os 25 anos da Editora Argos e do projeto Centenário de Chapecó, da Unochapecó. Segundo a coordenadora da Editora, professora Rosane Silveira, ele contará com um debate entre sete autores que publicaram pela Editora obras sobre temas e questões regionais. “A ideia foi uma iniciativa da equipe para refletir questões que nos dizem respeito, além de registrar a importância e a participação da Unochapecó na história da cidade, construída por muitas pessoas e por seus olhares diversos.”Ela comenta ainda que os autores terão um tempo estipulado para abordar a pesquisa que realizaram e publicaram em parceria com a Editora nestes 25 anos de história. Todos os trabalhos apresentados têm como temática a região oeste catarinense.Segunda ediçãoOutro debate já está programado. Ele acontece em outubro e, desta vez, abordará o tema “Livros e Leituras: Construção de Saberes”. Segundo Rosane, a Editora Argos surgiu com o objetivo de divulgar o conhecimento produzido na Unochapecó em termos de pesquisa. Essa série de ações foi uma forma encontrada pela equipe de socializar o conhecimento com a comunidade. Fonte: https://www.unochapeco.edu.br/noticias/regiao-oeste-e-tema-de-debate-promovido-pela-editora-argos
Representantes do Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina (Ceom), da Unochapecó, participaram do 5º Fórum Catarinense de Museus, que este ano aconteceu em Laguna, entre os dias 15 e 17 de julho. Na ocasião, Aline Bertoncello e Adrieli Rodrigeri foram eleitas coordenadora e vice, respectivamente, e assumem a gestão da Rede de Educadores de Museus de Santa Catarina (REM-SC).O Fórum Catarinense de Museus é o maior evento do setor museológico de Santa Catarina e neste ano contou com mais de 260 participantes inscritos, dentre eles, houve uma grande participação de profissionais que atuam nos museus e centros de memória de Chapecó e região. Também aconteceram encontros paralelos dos museólogos, dos conservadores e, em destaque, dos profissionais da REM-SC.O principal objetivo foi refletir, debater e aprovar o Estatuto Catarinense de Museus. Outras oficinas também marcaram o evento, como as de gestão, documentação museológica e turismo, que apresentaram a história da rede para discutir a Política Nacional de Educação Museal (PNEM).Para a técnica em Educação Patrimonial do Ceom, Aline Bertoncello, é de extrema importância assumir a coordenação do REM-SC para descentralizar e trazer para o oeste catarinense atividades que antes só ocorriam no litoral do estado. “Esta gestão está marcada pela grande maioria dos participantes do oeste. Desta forma, a proposta será dar continuidade ao primoroso trabalho que já vem sendo feito, mas ao mesmo tempo levar o olhar da nossa região para as discussões sobre a atuação dos educadores no campo museal, pois conhecemos de perto a realidade e as necessidades regionais”, afirma. * Com informações do Ceom. A Editora Argos gostaria de parabenizar as técnicas por esta grande conquista! “Chagas reconhece que há uma veia poética pulsando em cada museu e afirma que há uma gota de sangue em cada um deles, parafraseando Mário de Andrade, quando esse afirma que há uma gota de sangue em cada poema.” – Trecho do livro “Há uma gota de sangue em cada museu”, obra da Argos publicada em parceria com o Ceom.
A obra tem o propósito de discutir a biblioteconomia através da modernidade, abordando as novas maneiras de pensar na inovação da profissão. As novas práticas de trabalho estão evoluindo constantemente no mercado atual e os profissionais da biblioteconomia possuem diversas alternativas para se desenvolver na profissão. Um exemplo são as ferramentas digitais, que podem ser utilizadas de forma prática para distribuição do conteúdo.Ser bibliotecário é ter credibilidade para não somente lidar com informação, mas também para falar sobre informação. Pensando dessa maneira, a obra nos faz refletir sobre a profissão de uma maneira mais social. Por meio de pesquisas que buscam mostrar diferentes maneiras de adaptar a biblioteconomia na realidade da sociedade atual, a obra traz textos e dados dos resultados da utilização dessas metodologias alternativas que muitas vezes deixam de ser exploradas.A obra está disponível no site da Argos no formato PDF e é possível acessá-la gratuitamente: http://www.editoraargos.com.brSobre os organizadoresOrestes Trevisol Neto: graduado em Biblioteconomia e mestre em Ciências da Informação, ambas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Docente no curso de Biblioteconomia EaD na Universidade Comunitária da Região de Chapecó e bibliotecário da UDESC/Pinhalzinho. É avaliador da Revista ACB e membro editorial da Revista CSBEA. Conselheiro do CRB-14, atuando como coordenador da comissão de divulgação e valorização profissional. Possui interesse em comunicação científica, bibliometria, cienciometria e institucionalização científica e moda enquanto campo de conhecimento. Danielly Oliveira Inomata: doutora em Ciência da Informação, pelo Programa de Pós-graduação em Ciências da Informação, da Universidade Federal de Santa Catarina (PGCIN/UFSC). Mestre em Ciência da Informação pela UFSC. Graduada em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Atua como pesquisadora do Núcleo de Gestão para Sustentabilidade (NGS/UFSC) e do Grupo de Pesquisa Informação, Tecnologia e Sociedade (GRITS/UFSC), com foco de interesse em parques tecnológicos e redes colaborativas. Professora do curso de Biblioteconomia, na Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
Pensando sempre em você, cliente/leitor, e visando o melhor atendimento e praticidade de envio e entrega das nossas obras, comunicamos que estamos disponibilizando nossas obras através dos principais marketplaces do País.Contamos com a parceria da Distribuidora Agrega, uma empresa do Grupo Luft especializada em operações de e-Commerce. A empresa possui amplo conhecimento operacional de armazenagem e transporte para prestar serviços de altíssima qualidade e promover uma excelente experiência de compra a você consumidor. A principal ideia da Agrega é construir um lugar que concentre diversas editoras universitárias, tornando viável um serviço de logística que respeite as possibilidades dessas.Além da nossa Loja Virtual <www.editoraargos.com.br>, as obras da Argos podem ser encontradas nos seguintes marketplaces: Magazine Luiza, Mercado Livre, Estante Virtual, Carrefour, Extra, Submarino, Amazon, Ponto Frio, Lojas Americanas, Casas Bahia e Shoptime.
Assumindo em fevereiro deste ano a gestão da editora, a professora Rosane Meneguetti é mestre em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina e especialista em Literatura Brasileira pela Universidade do Oeste de Santa Catarina. Atualmente também é docente do Curso de Letras na Unochapecó. Na entrevista, ela falou sobre os desafios para a Argos, os prêmios conquistados pela editora em 2015 e sua percepção da atuação da Associação no apoio às editoras universitárias.Acompanhe, a seguir, a entrevista concedida à coluna Voz do Editor, no site da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU).1) Profa. Rosane, após assumir a gestão da Argos em fevereiro deste ano, quais os principais desafios que você enxerga para os rumos traçados editora?R.: Um dos maiores desafios é manter e ampliar a imagem de referência que a Argos adquiriu no meio universitário brasileiro, nos seus quase 25 anos de história. E esse intento por novas conquistas torna-se um desafio na medida em que hoje o cenário nacional demanda uma readequação orçamentária por conta da redução de verbas e investimentos, portanto, percebe-se uma necessidade de encontrar novas possibilidades para a produção editorial, isto é, manter o reconhecimento que a Argos conquistou e enxergar alternativas que estimulem o seu desenvolvimento. Os próprios recursos tecnológicos, crescentemente acessíveis, também nos desafiam e nos fazem repensar o formato do próprio livro, uma vez que o conhecimento produzido está cada vez mais acessível e user-friendly, o que é bastante positivo em termos de socialização do saber. No entanto, requer, de certa forma, uma postura capaz de redefinir outros parâmetros para lidar com esse contexto que se apresenta. Outro aspecto que nos instiga é encontrar uma forma mais assertiva quanto à definição das obras a serem publicadas. Em outras palavras, o que pretendemos é identificar pesquisas e conhecimento produzido que possam dar conta de atender as necessidade da nossa sociedade e assim contribuir para a solução de problemas por meio do saber academicamente produzido.2) Mesmo sendo uma editora de pequeno porte, a Argos ganhou diversos prêmios no ano passado, como o Jabuti e o Prêmio ABEU. Quais as estratégias da editora para manter o padrão de qualidade de suas publicações e ainda receber esses importantes reconhecimentos do mercado?R.: Os prêmios são o resultado de muitos anos de trabalho comprometido com a qualidade, a responsabilidade e a organização da Editora Argos, a qual sempre foi reconhecida e apoiada internamente pela sua importância em termos de divulgação do conhecimento produzido. A constante manutenção e ampliação da estrutura física, os investimentos para a qualificação dos recursos humanos e tecnológicos foram estratégias adotadas para conquistar esse reconhecimento que muito nos orgulha. Dessa forma, serão feitos investimentos necessários para buscar sempre o melhor em termos de qualidade de conteúdo e publicação. Manter o padrão de qualidade é uma condição sine qua non para que possamos obter mais reconhecimentos, por isso a necessidade de diálogos e parcerias internas, regionais, nacionais e internacionais com o intuito de divulgar e fortalecer cada vez mais o trabalho da Argos.3) Por fim, como você avalia o papel da ABEU como representante dos interesses das editoras universitárias e como você vê as ações para proporcionar uma maior aproximação entre essas instituições?R.: Estou na coordenação da Argos Editora da Unochapecó há menos de 5 (cinco) meses, então alguns processos são bastante recentes para mim. Por outro lado, fui muito bem acolhida por todos aqueles que busquei e assim me senti apoiada e perseverante sempre que procurei a ABEU. A reunião anual da ABEU, no mês maio, na cidade de Viçosa (MG), foi minha oportunidade de conhecer outros coordenadores e diretores de editoras universitárias. Aquela será uma experiência inesquecível e bastante positiva, e acredito que todos os participantes assim sentiram-se, pois tivemos todas as informações solicitadas no decorrer do evento. Aliás, é difícil expressar em poucas palavras a importância daqueles dias de intensa troca de experiências, de informações e de compartilhar dúvidas e certezas. A ABEU nos fortalece e nos aproxima enquanto editoras universitárias, pois nos apoia e auxilia por meio de ações e iniciativas que promovem a socialização das nossas atividades relacionadas às editoras. E essa aproximação parceira que a ABEU nos oferece faz com que o compromisso com a divulgação do conhecimento produzido seja mantido e que busquemos cada vez mais qualificar e aproximar nossas ações com outras editoras universitárias.
A obra “Como encontrar-se e outras experiências através da leitura de textos literários”, de Valdir Prigol e publicada pela Argos Editora da Unochapecó, demonstra as contribuições que os textos literários oferecem para a formação do sujeito e a possibilidade de sermos outros além de nós mesmos por meio da experiência da leitura. Sem deixar de ser quem é, o leitor temporariamente vivencia outras formas de compreender o mundo se identificando com os personagens e com os acontecimentos dos livros.A partir de vidas inventadas, o leitor tem a condição de encontrar-se, pensar-se e tomar consciência da sua própria vida. Cada livro nos coloca em experiência com o outro, e isso nos faz lembrar de situações semelhantes e repensar nossas atitudes. O encontro com a história do outro pode ser um modo de contar a nossa própria história.A leitura pode ser um caminho para se construir, expressar-se, dar um sentido à própria existência, dar forma a desejos e a sonhos. Podemos ser outra coisa além de nós mesmos, podemos conectar um eu dividido, podemos narrar nossas vidas, podemos nos inventar. Através de experiências com os textos é possível perceber questões fundamentais para nossas vidas.
As cidades de Chapecó e Medellín estreitam ainda mais seus laços. Entre os dias 8 e 17 de setembro, o município colombiano realizou a sua 11ª Feira do Livro e da Cultura, que neste ano contou com trezentos convidados nacionais e internacionais. Para representar a capital do oeste catarinense no evento, a Editora Argos da Unochapecó foi convidada para expor suas obras.Neste ano, o Brasil e a cidade de Chapecó foram convidados especiais do evento, sendo homenageados como ‘País Destaque’ e ‘Cidade Destaque Brasileira’. O ato demonstra a relação de respeito e amizade que os países construíram, especialmente desde o fim do ano passado, depois da tragédia com o avião da Chapecoense.Para o reitor da Unochapecó, professor Claudio Jacoski, a Universidade, por estar envolvida com as atividades da comunidade, se sente honrada em participar da Feira, com a Editora Argos como representante da história local e regional. “A Unochapecó, de forma gentil, entregou uma homenagem ao reitor da Universidade de Medellín, professor Néstor Hincapié Vargas, por toda a solidariedade e ajuda do povo de Medellín, por ocasião do acidente com o voo da Chapecoense”, acrescenta.A Feira é considerada uma das maiores do mundo e estimou-se que mais de setecentas mil pessoas passaram pelo local. Para contar a história de Chapecó e região, a Editora Argos selecionou cinco obras para exposição: “Chapecó 100 anos: histórias plurais”, “A luta da erva: um ofício étnico da nação brasileira no oeste catarinense”, “Bandidos, forasteiros e intrusos”, “A viagem de 1929: Oeste de Santa Catarina” e “Disputas e ocupação do espaço no Oeste Catarinense”. Também foram enviados dois exemplares de cada obra à Universidade de Medellín e à Biblioteca Municipal da cidade. A editora já participou da Feira em outras edições, como afirma a coordenadora da Argos, professora Rosane Meneghetti Silveira. Porém, neste ano, a presença teve um sentido mais especial, devido às homenagens realizadas à cidade. “É uma feira na qual somos reconhecidos, em que há uma grande movimentação de pessoas, e a editora tem a oportunidade de mostrar a qualidade de seu trabalho”, comenta.A Unochapecó, através da Assessoria de Relações Nacionais e Internacionais (Arni), já possui uma parceria com duas instituições de Medellín: a Corporación Universitaria Americana e o Centro de Sistemas de Antioquia (Censa). Segundo Rosane, novos convênios ainda podem ser firmados com a cidade, com a realização conjunta de pesquisas científicas. Fonte: https://www.unochapeco.edu.br/noticias/editora-argos-representa-chapeco-em-grande-feira-do-livro-em-medellin