Postado em 16 de Agosto de 2017 às 16h24

Renilda Vicenzi

Voz do Autor (36)

Obra traz uma abordagem sobre o processo de colonização no oeste catarinense na primeira metade do século XX, tendo presente o papel desempenhado pela Companhia Colonizadora Bertaso em relação direta aos migrantes de descendência italiana oriundos do Rio Grande do Sul.

Veja, a seguir, uma entrevista com a autora acerca da obra.

De que trata o livro e para quem se destina?

A obra traz uma abordagem sobre o processo de colonização no oeste catarinense na primeira metade do século XX, tendo presente o papel desempenhado pela Companhia Colonizadora Bertaso em relação direta aos migrantes de descendência italiana oriundos do Rio Grande do Sul. Destina-se principalmente aos estudantes da Educação Básica e como leitura complementar aos de Ensino Superior, sem esquecer os precursores (nonos e nonas) que auxiliaram na escrita deste trabalho.

O que te motivou a escrever esta obra?

Conhecer as intenções estatais e privadas que levaram a constituição e povoamento de parte do município de Chapecó nos seus primórdios.

Quais foram os seus objetivos ao escrever esta obra?

Conhecer melhor o processo de colonização de parte de oeste catarinense; compreender a dialética na ocupação do espaço em voga; identificar a presença de descendentes de imigrantes europeus, em especial italianos, na constituição da região oeste catarinense.

Por que a escolha do tema?

A escolha do tema veio em decorrência da elaboração do projeto de pesquisa em nível de pós-graduação – Mestrado, onde uma das opções era dialogar na História com o enfoque regional, então busquei compreender melhor o processo migratório de milhares de camponeses no início do século XX do Rio Grande do Sul para Santa Catarina, bem como a ligação da migração com a Colonizadora Bertaso a partir de métodos históricos.

Qual a relevância do tema abordado no livro com os temas atuais?

A forma como está configurado culturalmente, economicamente e socialmente o oeste catarinense é fruto dos desdobramentos, principalmente, ocorridos na primeira metade do século XX. Logo, é preciso conhecer o passado no âmbito de sua constituição/formação se quisermos melhor compreender o momento que vivemos.

Toda obra acaba construindo um leitor. Durante a escrita dessa obra que leitor você teve em vista?

Os sujeitos que viveram (no aspecto de suas histórias) e que vivem neste espaço, na sua diversidade cultural, é que precisam conhecer sua própria história, com ênfase aos leitores-estudantes.

Qual a metodologia utilizada na elaboração da obra?

A metodologia compreende o ‘modo de fazer’ e consistiu no trabalho de levantamento de fontes primárias no arquivo da Colonizadora Bertaso, que passava pelo processo de limpeza realizado pelo Ceom, no Fórum da Comarca de Chapecó – judiciais, com jornais de circulação local e estadual e com a história oral. As bibliografias de produção sobre história regional e as referentes a discussão ‘clássica’ de colonização.

O que o tema/foco da obra traz de (conhecimento/novo) para o leitor?

O tema colonização não é inédito, consideramos ‘novo’ o olhar realizado sobre as fontes primárias da colonizadora Bertaso e o trabalho com as judiciais, que propiciaram conhecer melhor as entre linhas das relações de poder que constituíram o processo colonizatório.

Veja também

Odilon Luiz Poli15/05/18 O ensino como espaço de debate e transformação social. Essa é uma das crenças do entrevistado dessa semana na coluna Voz do Autor, Odilon Luiz Poli. Tendo publicado diversos livros pela Editora Argos, da Unochapecó, incluindo “Leituras em Movimentos Sociais”, este pedagogo formado pela Universidade do Oeste de Santa Catarina chegou a atuar como reitor......
Marcos Antônio Mattedi02/04/19 Quais são suas áreas de atuação profissional?Pesquisa e desenvolvimento de tecnologia na área de gestão de desastres naturais.Quais foram seus objetivos ao escrever o livro, e como você espera que os leitores......
Terezinha Silva13/09/17 @page { margin: 2cm } p { margin-bottom: 0.21cm } Obra busca mapear, em todos os municípios do estado de Santa Catarina, as rádios de baixa potência que estavam em funcionamento. Este mapeamento, até então, não......

Voltar para Notícias