Aniversário com 50% de desconto

Promoção de 21/08 até 28/08

Em 21/08/2020 16:40

Notícia por Editora Argos

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Chapecó, de 1917 até 1953, possuía uma extensão de mais de 14 mil quilômetros quadrados. O vasto território do município tinha início no rio Irani, ao sul fazia divisa com o Rio Grande do Sul, ao norte com o Paraná e a oeste com a província de Misiones, da República Argentina.

A ocupação dessa região dentro dos moldes capitalistas de produção não comportava os povoadores indígenas e caboclos que aqui viviam, dentro de um sistema tradicional de subsistência. Conhecido como sertão catarinense – assim era descrita a área pelo governo e pelos colonizadores europeus e seus descendentes que migraram, principalmente das colônias do Rio Grande do Sul, para cá – abarcava diferentes representações, mas, para além de um espaço desconhecido, desabitado, o oposto de civilização, é para onde se lançam os “aventureiros, os corajosos, os desbravadores”. A política de desbravar, povoar, colonizar, era corrente nas primeiras décadas do século XX, contrapondo-se, por vezes, de forma violenta, aos modos de vida dos indígenas e caboclos que habitavam o sertão. 

Chapecó foi palco de muitas disputas políticas, inclusive, para decidir onde seria a sede da comarca do município, que foi alvo de divergência entre as localidades de Xanxerê e Passo Bormann. Por fim, nos idos da década de 1930, a sede é instalada num local central entre os dois, o povoado de Passo dos Índios. Também houve divergência quanto ao nome Chapecó, alguns defendiam o “X” e outros o “CH”, questão oficialmente definida na década de 1940. Década que também ficou marcada pela criação do território federal do Iguaçu, que perdurou por três anos (1943-1946).

De quantos momentos é feita uma história? Por quantas perspectivas elas poderiam ser narradas? Chapecó vivencia a partir de 1950 grandes transformações em diferentes campos, na política, na economia, na cultura, na educação... o espaço urbano cresceu a ponto de se tornar um polo regional e continua crescendo em ritmo acelerado. Em 1920 contava com 11.315 habitantes, em 1950 eram 96.624, no entanto, com os desmembramentos ocorridos nesta década, há um decréscimo populacional para a década de 1960, quando somavam 52.089, em 1980, o crescimento foi retomado, chegando a 83.768 habitantes. Aos cem anos, o município está na casa dos duzentos mil habitantes distribuídos em 32 bairros e na área rural. 

O texto anterior foi retirado da obra “Chapecó 100 anos: histórias plurais”, que narra a história a partir de inúmeras perspectivas, abordando diversos temas importantes para a reflexão acerca dos processos históricos vividos pela coletividade ao longo do tempo. Buscando nas histórias plurais que formam nesses anos de Chapecó aquilo que diferencia este município de tantos outros, remete considerar que a criação do município em 1917, em si, já é parte de um processo histórico amplo, envolvendo disputas territoriais em âmbito nacional e internacional. Esta obra não apenas homenageia o município em uma data especial, ela instiga outros debates e novas perspectivas de olhar para Chapecó. 

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