Postado em 10 de Novembro de 2016 às 16h20

“História, Educação e Cultura Escolar”

Notícias em destaque (318)
A cultura não é pensada apenas como expressão da sociedade. É também instituinte desta. Assim, a cultura dos trabalhadores não é apenas resultante do que produzem, mas também das lutas das resistências. No texto “Tempo, disciplina de trabalho e o capitalismo”, Thompson nos deu um belo exemplo de como se constituem as relações entre os trabalhadores das minas de carvão inglesas do século XVIII e os patrões. Com a institucionalização da máxima “Tempo é Dinheiro” – e o trabalho pago por hora ou produtividade –, os patrões passaram a exigir mais e mais dos trabalhadores; estes, por sua vez, reagiram criando diversos mecanismos de defesa, como a “Santa Segunda-Feira”, quando, em nome de Santa Bárbara, a padroeira dos mineiros, recusavam-se a comparecer ao trabalho. Percebemos, assim, que as relações de dominação e resistência não são dicotômicas e fazem parte do mesmo jogo.
Entendemos a existência de tantas culturas quantos forem os grupos humanos, quantos forem os modos de vida. Assim, a “cultura escolar” é percebida como “culturas escolares”, como multiplicidade de experiências e significados, em oposição à unicidade e à homogeneidade. Embora existam elementos comuns nos ordenamentos oficiais para as escolas, cada uma cria ou recria sentidos próprios, para cada local específico.

Veja também

Livro da Editora Argos recebe prêmio da Academia Brasileira de Letras20/11/19 Seja em prosa ou verso, ficção ou realidade, a literatura é, sem dúvidas, a melhor maneira de conhecer outros lugares. Essa arte nos permite viver outras vidas e aprender mais sobre a história de nossa sociedade através das narrativas de diversos autores. Por isso, nada mais justo do que homenagear quem estuda a arte das histórias há quase cinco décadas.......

Voltar para Notícias