Postado em 05 de Junho de 2018 às 16h23

Crítico e escritor espanhol diz que Machado de Assis deveria ser reconhecido como um dos melhores escritores do século XIX

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Antonio Maura, escritor e crítico espanhol, acredita que Machado de Assis merece ser reconhecido como um dos melhores escritores do século XIX. Antonio Maura é sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras e estará no Cairo, no Egito, para participar da conferência “El autor y sus máscaras: Una aproximación a Cervantes y Machado de Assis” (“O autor e suas máscaras: Uma aproximação de Cervantes e Machado de Assis”), que acontece no Instituto Cervantes local. Segundo Mauro, o escritor brasileiro é um grande desconhecido fora do Brasil, e até mesmo estudos sobre o autor “não refletiram bem” seu senso crítico do sistema de sua época e da escravidão.

O crítico espanhol defende que as obras que o romancista e dramaturgo escreveu depois de “Memórias póstumas”, como “Dom Casmurro” ou “Quincas Borba”, são dos livros “mais importantes de sua geração, não apenas do Brasil, mas de todo o mundo”. Segundo ele, alguns autores de língua espanhola, como Jorge Edwards, Julián Ríos e Carlos Fuentes, destacaram a importância de Machado de Assis, mas o mestre brasileiro ainda carece do merecido reconhecimento mundial.

Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/machado-de-assis-e-maior-que-dickens-balzac-e-eca-de-queiroz-diz-critico-e-escritor-espanhol.ghtml

A Argos Editora da Unochapecó possui publicações acerca da obra do Machado de Assis:

À roda de Machado de Assis: ficção, crônica e crítica

Organizado pelo autor João Cesar de Castro Rocha, a obra propõe a leitura individual de todos os romances de Machado de Assis, além de apontar hipóteses para a leitura dos contos e das crônicas. Os textos reunidos apostam na necessidade de revigorar os estudos machadianos pela retomada de estruturação, própria dos textos do autor. 

Entre ilustres e anônimos: a concepção de história em Machado de Assis

Escrito pela autora Raquel Campos, a obra traz uma questão bastante original, ao subverter o modo como tradicionalmente Clio vem sendo estudada quando se trata do Bruxo do Cosme Velho. Afinal, analisar uma concepção de história é normalmente uma tarefa a que se dedicam ensaístas quando estudam a obra de historiadores. Mas aqui não se trata de Heródoto ou de Políbio, de Ranke ou de Varnhagen. Neste livro, a figura central é nosso maior escritor, e se trata de compreender sua visão sobre a história, entendida enquanto saber. Nesse intuito, a autora conduz o leitor ao incontornável ensaio machadiano sobre o instinto de nacionalidade e às deliciosas crônicas da série “A Semana”. Isto após uma primeira e obrigatória escala pelos historiadores do século XIX, às voltas com as tentativas para pensar e escrever a história no Brasil, e não sem passar pelos debates que atravessam a fortuna crítica machadiana. Desse percurso, ela faz emergir uma figura igualmente inesperada: não um novo Machado de Assis, e sim um escritor herético.

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