O livro nasceu de uma inquietação dos autores, que são professores da disciplina de Metodologia da Pesquisa em diferentes programas de pós-graduação, quanto a racionalizar o processo de pesquisa,
A Associação Chapecoense de Futebol completa 50 anos. Veio ao mundo no dia 10 de maio de 1973. Este livro é, principalmente, uma singela homenagem do autor para o cinquentenário da Chape. Cinquenta anos n&atil
Conhecido pela defesa do imaterialismo, o filósofo irlandês George Berkeley (1685-1753) fez importantes contribuições para várias áreas fundamentais da filosofia (metafísica, filosofia da c
Luiz César de Sá se interroga neste livro sobre as técnicas letradas na base do funcionamento de querelas da França dos séculos XVI e XVII. Os métodos empregados na análise de escritos
Os estudos aqui reunidos demonstram as tantas possibilidades analíticas que se abrem quando observados os casos de escândalo nas artes e nas letras brasileiras. Por diferentes caminhos, as situações estudad
Os estudos aqui reunidos demonstram as tantas possibilidades analíticas que se abrem quando observados os casos de escândalo nas artes e nas letras brasileiras. Por diferentes caminhos, as situações estudadas f
Por mais familiares que os termos estampados no titulo deste ensaio possam parecer, atestam a grande distância que nos separa de um passado em que a conveniência necessária entre as palavras e as coisas estava exposta
A produção literária, cultural e artística entre 1890-1920 reunida sob o termo “Belle Époque” é representada na historiografia com um pálido traço que sugere transi&cced
Ano da edição: 2024 Organizadores: Aline Mânica, Andreia de Almeida Leite Marocco, Ivo Dickmann, Vanessa daSilva Corralo ISBN: 978-85-7897-371-1 Páginas: 123 O conhecimento científico tem a função acadêmica de ampliar e aprofundar as áreas de pesquisa e de transformar a sociedade, contribuindo para a qualidade de vida das pessoas. Toda vez que pesquisamos sobre um tema buscamos contribuir para encontrar respostas que vão acabar com a dor de uma pessoa, de um coletivo ou da sociedade em geral. É para isso que fazemos pesquisa, desde a iniciação científica até o pós-doutorado, para encontrar respostas aos problemas sociais e ambientais do local e da região que estamos inseridos. Isso ganha ainda mais intensidade quando produzimos conhecimento científico dentro de uma universidade comunitária, que tem uma ligação umbilical com a região, no nosso caso da Unochapecó, com a Região Oeste de Santa Catarina – além de contribuir com as regiões de fronteira com o estado do Rio Grande do Sul e do Paraná.
Ano de edição: 2025 Organizadores: Antonio Rediver Guizzo, Carlos Henrique Lopes de Almeida, Dionisio Márquez Arreaza, Emerson Pereti e Gastón Cosentino ISBN: 978-85-7897-380-3 Páginas: 343 Entre as diversas histórias-mito dos povos maia-quichés há uma em especial chamada “Os olhos dos enterrados”. Miguel Ángel Asturias faz alusão a ela no último romance de sua conhecida “trilogia bananeira”1, publicada entre 1950 e 1960. Conta a lenda que os mortos, quando vítimas de uma morte iníqua, permanecem sob a terra com os olhos abertos, por anos, decênios, séculos, até que a injustiça de suas mortes seja enfim redimida. A expansão do ocidente cristão em sua reconfiguração capitalista tecnocrático-extrativista tem sido responsável pelo contínuo e sistemático extermínio de ambientes naturais, povos e culturas humanas por mais de quinhentos anos. Um modelo econômico-cultural que agora nos conduz para a sexta extinção em massa da história do planeta. Com os olhos abertos sob a terra, tantas vidas devastadas para a sustentação desse sistemapreservam-se, em constante estado de latência, esperando, também, por alguma justiça.
Ano da edição: 2020 Organizadores: Sady Mazzioni; Cristian Baú Dal Magro ISBN: 978-65-88029-20-6 Páginas: 237 A adoção de práticas sociais e ambientais melhoram a qualidade de vida das pessoas e viabilizam o desenvolvimento sustentável. As estratégias sustentáveis de longo prazo incluem cuidados com os efeitos provocados pelas atividades empresariais, preocupando-se com os aspectos ambientais, sociais e econômicos. O objetivo desta obra é disseminar as Melhores Práticas de Sustentabilidade das empresas e demais entidades associadas da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), participantes da 1ª edição do Prêmio ACIC/Unochapecó de Sustentabilidade. Os oito casos relatados incluem práticas de destinação ambiental adequada de resíduos; obras de engenharia no modelo sustentável; incentivo de hábitos mais sustentáveis na comunidade; doações de sistemas fotovoltaicos às entidades beneficentes; facilitação do trabalho dos catadores de resíduos; práticas de convivência educativa que oportuniza a inclusão social de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade; e desenvolvimento do agronegócio regional com estímulo aos pequenos agricultores. As empresas e entidades promotoras das ações relatadas na obra foram premiadas pelas contribuições geradas à sociedade e ao planeta. Essa publicação tem o intuito de inspirar outras empresas e entidades a se envolverem na promoção do desenvolvimento sustentável.
Ano da edição: 2023 Organizadores: Cristiani Fontanela, Tuana Paula Lavall e Andréa de Almeida Leite Marocco. ISBN: 978-85-7897-344-5 Páginas: 226 It all started twenty-five years ago. When Fapesc emerged, the 2000s were nothing but an unclear future that inspired fear with all of the turn of the millennium symbology. The state’s technology ecosystem was still incipient, development notices for this purpose from specific agencies were non-existent, and innovation was a common word only in academic circles. It was a long, winding road to get to where we are now. We recovered every aspect regarding contributions that the ecosystem received from other departments, such as the Acafe System, Sebrae, the Certi Foundation, Facisc, Fiesc and business organizations. And how the ecosystem also went in the opposite direction, making a direct impact on the daily lives of universities, institutes and public agencies, as well as on the industry of Santa Catarina. This book also shows how the ecosystem made national and international connections, how we evolved with the passing years, and how this led to the Pact for Innovation, to Intellectual Property assets and to the consolidation of the state of Santa Catarina as a reference in STI.
Ano da edição: 2022 Organizadores: Maria Assunta Busato; Junir Antônio Lutinski ISBN: 978-65-88029-69-5 Páginas: 215 A Covid-19 surgiu no final do ano de 2019 e disseminou-se rapidamente, tornando-se um desafio em saúde pública no mundo todo. Esta obra reúne reflexões, resultados de pesquisas e proposições de pesquisadores brasileiros, argentinos e bolivianos, acerca de grupos populacionais singularmente afetados pela Covid-19 e aponta caminhos para o enfrentamento das vulnerabilidades geradas durante a pandemia. Apresentam-se reflexões acerca das estratégias e políticas públicas adotadas pelos governos e autoridades de saúde que podem servir de base teórica para enfrentamento de crises em saúde, como a pandemia de Covid-19.
Organizadoras: Michele Domingos Schneider, Almerinda Tereza Bianca Bez Batti Dias, Elisa Netto Zanette Cada vez mais frequentes no âmbito educacional, os debates e as reflexões têm enfatizado a necessidade de implementar formas de ensino diferenciadas, na busca de melhores estratégias que atendam a contextos sociais e profissionais emergentes. As metodologias ativas no ensino superior se caracterizam como estratégias que possibilitam o protagonismo dos estudantes na elaboração do conhecimento, do desenvolvimento de competências e na sua efetiva aprendizagem, com a mediação de docentes, que buscam inovas no processo de ensino. Na contemporaneidade, essas metodologias são potencializadas pelo uso de tecnologias digitais que ampliam as formas de comunicação, interação e socialização entre os envolvidos no processo educativo. Este livro apresenta uma coletânea de resultados de pesquisas empíricas e cientificas de autores, integrantes de grupos de pesquisa, envolvidos no estudo das possibilidades pedagógicas de uso de tecnologias digitais e metodologias ativas na educação. Inclui a investigação sobre as percepções da docências e experiências de ensino acerca da utilização de metodologias de aprendizagem ativas no ensino superior como alternativas para o processo de ensino e aprendizagem.
Ano de edição: 2025 Organizadores: Cristiano Reschke Lajús, Fábio José Busnello, Aline Vanessa Sauer, Magdalena Reschke Lajús Travi e Francieli Dalcanton ISBN: 978-85-7897-386-5 Páginas: 276 A obra Tecnologia e gestão da inovação em sistemas de produção sustentáveis – vol. 3, coordenada pelo Curso de Agronomia, tem por objetivo proporcionar aos acadêmicos um espaço institucional para apresentação e discussão de seus trabalhos de pesquisa, promovendo o intercâmbio entre estudantes de graduação e graduados que participaram de Iniciações Científicas na disciplina de Fisiologia Vegetal (4º período) do Curso de Agronomia. A Iniciação Científica está voltada para a valorização do estudante e constitui-se em significativa oportunidade de o acadêmico conhecer a vertente da pesquisa para inserção no mercado de trabalho. Esta experiência poderá fazer a diferença no futuro profissional do discente. A importância da Tecnologia e gestão da inovação em sistemas de produção sustentáveis no desenvolvimento da pesquisa no Curso de Agronomia da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UNOCHAPECÓ) reflete diretamente na aproximação do ensino versus pesquisa, ou seja, a relação: teoria versus prática, facilitando o processo ensino aprendizagem. Por esta razão, a participação dos acadêmicos no referido seminário, seja como autor, seja simplesmente com a presença em plenário, torna-se um significativo incentivo à divulgação das pesquisas realizadas no Curso de Agronomia da UNOCHAPECÓ.
Ano da edição: 2022 Organizadores: Tania Mara Zancanaro Pieczkowski; Leonel Piovezana; Ivo Dickmann ISBN: 978-65-88029-70-1 Páginas: 380 Essa coletânea de textos, todos escritos a partir de pesquisas realizadas no Programa de Pós-Graduação em Educação da Unochapecó (PPGE) Unochapecó), tem a fisionomia de uma vitória histórica e o sabor de uma grande conquista. Singela, sem dúvida, mas muito representativa. Representa também os resultados (e efeitos) da presença da pós-graduação na região que, a partir da criação do PPGE, pôde debruçar-se sobre temas relevantes, auxiliando na compreensão e na superação das distâncias sociais que, historicamente, caracterizam as sociedades modernas, estruturadas sob a égide do capitalismo. Demonstra, também, o processo de consolidação acadêmica e universitária da Unochapecó. Nas palavras do nosso mestre, o prof. Ireno Berticelli: “Só poderemos nos considerar uma universidade plena e madura, quando tivermos implantada a pós-graduação stricto sensu”.
Em comemoração ao aniversário da Editora Argos, celebrado em 23 de abril de 2016, as vendas na Loja Virtual www.unochapeco.edu.br/argos estarão com frete grátis para todo o Brasil. Dessa forma, as obras podem ser adquiridas sem adição de custos de envio. Esta promoção é válida para qualquer localidade do país para as compras realizadas no período de 18 a 24 de abril de 2016.
A Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU) realiza anualmente um encontro entre as editoras associadas. O objetivo é proporcionar o intercâmbio de ideias e experiências entre as editoras universitárias e demais convidados. A programação terá como tema a Política Editorial Universitária: uma construção em busca da unidade. O evento terá palestras e mesas-redondas com profissionais do mercado editorial e representantes das editoras associadas à ABEU. A reunião também contará com um curso de capacitação do corpo técnico das editoras. A Editora Argos é associada da ABEU desde a década de 1990, e por isso a professora e coordenadora da Argos, Rosane Natalina Meneghetti Silveira, estará presente no evento representando a Editora. O encontro acontecerá entre os dias 11 e 13 de maio de 2016, e a anfitriã do evento será a Editora da Universidade Federal de Viçosa (MG).
O Dia do Agricultor é celebrado em 28 de julho, data criada em razão de ter sido nesse dia, em 1960, a fundação do Ministério da Agricultura, no mandato de Juscelino Kubitschek. É importante não confundir essa data com o Dia do Agricultor Familiar, que é comemorado em 25 de julho.O agricultor possui uma ampla relevância na economia brasileira e também para a população mundial, pois é a sua atividade que propicia a maior parte da produção de alimentos, sobretudo, aqueles que estão na mesa de todos os trabalhadores, tais como arroz e feijão. Por esse motivo, a homenagem aos agricultores, além de justa, é necessária, pois faz referência a um dos mais relevantes serviços prestados para a sociedade.A seguir, selecionamos obras publicadas pela Argos Editora da Unochapecó que abordam a questão.“Juventude rural, cultura e mudança social”, organização de Arlene Renk e Clovis DorigonAs sociedades se constituem por e em estratificações. Uma delas é aquela nominada juventude, que se situa no interregno da infância e do período adulto, em que pesem os limites sempre arbitrários de cada sociedade a esse respeito. Ao contrário de outras estratificações, como a de classe, esta carrega um tempo de “maturação” antes de passar à etapa seguinte.Esta coletânea reúne diferentes perspectivas de resultados de pesquisa a respeito de juventude rural. Embora os textos dialoguem entre si, para efeitos didáticos, estão dividimos em duas partes. Na primeira delas, centram-se os resultados de quatro pesquisas realizadas com jovens rurais no oeste catarinense. A parte seguinte conta com a contribuição de pesquisadores catarinenses e do Rio Grande do Sul.Embora os casos discutidos nesta obra partam de pesquisas realizadas no Sul do Brasil, muito dos problemas e desafios aqui analisados são comuns a outras regiões brasileiras, podendo inspirar estudos e análises noutros contextos deste vasto e diverso país.“Produtos coloniais: tradição e mudança”, organização de Clovis Dorigon, Arlene Renk, Milton Luiz Silvestro, Clécio Azevedo da Silva e Juliana SavioEste livro resulta de uma pesquisa realizada no oeste catarinense, tendo por objetivo resgatar e sistematizar o conjunto de conhecimentos tradicionais na elaboração dos produtos coloniais, alimentos processados em pequenos estabelecimentos agrícolas familiares, de forma artesanal, com base em tradições de diferentes origens étnicas, tendo como matéria-prima preferencial produtos agrícolas vegetais e animais desses mesmos estabelecimentos. Compõem, portanto, parte importante do patrimônio cultural das populações rurais da região, diferenciados daqueles das grandes indústrias do complexo agroalimentar presente na mesma região.Busca descrever e entender o contexto em que eles são produzidos, considerando que o processamento artesanal de alimentos é parte do modo de vida das populações rurais do oeste de Santa Catarina. Portanto, resultam dessa especificidade, são produzidos para o consumo de subsistência e também procurados por consumidores do meio urbano, fazendo parte de seu imaginário porque remetem à valorização do meio rural, às lembranças da infância e a um passado ainda recente, pois a maioria vivia no meio rural ou ainda tem fortes ligações com a colônia.
A Editora Argos já está na segunda edição impressa de “Os sinos se dobram por Alfredo”. Este livro, de Paulino Eidt, tem como propósito expor a trama de relações culturais, econômicas e sociais que teceram a vida dos alemães no extremo-oeste de Santa Catarina. Através de um personagem fictício, o livro mostra importantes fatos históricos da colonização alemã, retratando uma sociedade do século XX.A obra foi reconstruída por meio da criação de um personagem fictício, o Alfredo, e através de documentos, biografias e outras fontes de pesquisa este personagem foi inserido aos acontecimentos reais da época. Alfredo testemunha todos os dramas e tensões em um estilo narrativo que mistura ciência e literatura, história, poesia, ficção e realidade.Paulino soube, com elegância, combinar estilos diferentes para descrever os sabores das necessidades, as sensibilidades cerceadas pela falta de “oxigenação cultural”, a exigência ética em práticas altruístas e a tensão dramática, uma espécie de mistério entre o sofrimento e a exaltação, em um retrato humanizado.A obra está em sua segunda edição impressa, revisada e atualizada. Confira a obra em nosso site: http://http://www.editoraargos.com.br/Sobre o autor Paulino Eidt possui graduação em História (1986) pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí) e licenciatura em Geografia (1990) pela Universidade de Passo Fundo (UPF). É mestre em Educação (1998) e doutor em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Atua como professor de Rede Pública de Ensino de Santa Catarina desde 1984 e exerce docência no Programa de Mestrado em Educação da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc).
Em comemoração ao Dia da Engenharia, a Editora Argos oferece desconto de 40% nos livros relacionados à área. A promoção é válida na Loja Virtual <www.unochapeco.edu.br/argos> e na Livraria Universitária, de 10 a 12 de abril de 2017 ou enquanto durarem os estoques. * Frete não incluso. Promoção não acumulativa.
O livro “Disputas e ocupação do espaço no oeste catarinense: a atuação da companhia territorial Sul Brasil”, de autoria do professor Alceu Antônio Werlang, publicado pela Editora Argos da Unochapecó, em belíssimo formato, é mais uma excelente contribuição para o entendimento da História do oeste de Santa Catarina. Felizmente com a publicação desta obra a comunidade regional e acadêmica tem acesso a um texto de leitura agradável e de fácil compreensão, o que se constitui num grande mérito do autor.Nos últimos anos várias pesquisas de interpretação da experiência histórica do oeste catarinense vêm permitindo que se tenha um entendimento cada vez mais abrangente desta parte do Estado, visto que obras tradicionais da nossa historiografia não lhe deram a merecida atenção. Alceu Werlang está entre os “pioneiros” da pesquisa sobre o assunto da colonização regional e, também por isso, a publicação fez justiça a este trabalho de pesquisa.Da mesma forma a questão agrária do país talvez nunca tenha chamado tanto a atenção dos estudiosos quanto nas últimas duas décadas, uma vez que as grandes contradições que a envolve vêm sendo colocadas cada vez mais em evidência, em especial pela emergência e crescimento do Movimento dos Sem Terra. Nessa perspectiva, as diferentes problematizações que direcionam as reflexões sobre o assunto tornam-se de fundamental importância, pois favorecem sua compreensão e, quiçá, o encaminhamento de soluções desse histórico problema.A temática da colonização regional realmente deve merecer a atenção dos estudiosos, visto que a partir dela, nesses cem anos, a história desse espaço mudou radicalmente. Por mais que alguém possa afirmar que o assunto da colonização tenha sido tratado por vários pesquisadores, cada historiador ou estudioso lança seu olhar e é atraído por peculiaridades que na maioria das vezes passam despercebidas por outros. A abordagem apresentada neste livro é um desses olhares, cujo tema é abordado a partir da atuação de uma companhia colonizadora.Em especial entre 1920 a 1970, diversas companhias colonizadoras dirigiram e impulsionaram o processo de apropriação privada da terra em todo o grande oeste de Santa Catarina. Várias delas, de diferentes formas, conseguiram grandes concessões de terras feitas pelo poder público estadual, ou em troca da realização de serviços como os de abertura de estradas ou, ainda, foram adquiridas a baixos preços. Tendo o controle dessas áreas, de maneira bastante semelhante, as empresas as subdividiram em pequenos lotes destinados à agricultura familiar e vendidos aos colonos provenientes, em sua maioria, das antigas colônias do Rio Grande do Sul.Entender a construção e reconstrução cultural e socioeconômica decorrente desse processo é imprescindível a quem está atento e busca a solução dos problemas e o desenvolvimento regional. Nessa perspectiva, o livro de Werlang tem um significado importante, pois contribui para tal entendimento. Isso porque a apropriação privada da terra na região está inserida num contexto histórico específico, no qual, tanto as autoridades quanto a intelectualidade, estaduais e brasileiras, discutiam e apontavam a necessidade da ocupação efetiva de todas as áreas consideradas desocupadas do chamado sertão brasileiro.As disputas pela ocupação do espaço sempre foram marcantes na história brasileira. Mesmo antes da chegada oficial dos portugueses ao Brasil já se estabeleceu uma primeira linha demarcatória do território, a Linha de Tordesilhas, que dividia a América entre a Espanha e Portugal. Mas logo no início da colonização portuguesa se estabeleceu o sistema de sesmarias, o qual perdurou por todo o período colonial. Por ele as autoridades portuguesas faziam concessões de grandes áreas de terra aos “amigos da corte”. Essa prática favoreceu o surgimento de grandes latifúndios que, grosso modo, persistem até os dias atuais.No Sul do Brasil constituem-se em exemplos de propriedades latifundiárias, constituídas nesse período, muitas das situadas nas regiões de abrangência de criação de gado e dos caminhos de tropas. Esse processo de controle da terra se intensificou após a independência quando se adotou no país o regime de posses. Por ele era considerado dono aquele que demonstrasse ter o controle, pela posse, de determinada área. Essa sistemática também gerou uma série de problemas, visto que muitos procuravam avançar seus domínios a novas regiões, e logo foi substituída pela propriedade privada, estabelecida pela conhecida Lei de Terras de 1850. Essa lei estabelecia que a definição da propriedade privada da terra ocorria pela aquisição e escrituração do terreno. Nessas diferentes formas de controle da terra, mas em especial a partir dessa última, os povos indígenas e caboclos tiveram grandes dificuldades de manter o controle das terras que historicamente utilizavam, por não possuírem a mentalidade da propriedade privada. Na disputa com os colonizadores ficaram em ampla desvantagem e, se não do ponto de vista legal, mas do ético, construiu-se uma grande injustiça histórica com esses povos. A justificação utilizada na época era de que eles seriam incapazes de dar conta do propósito defendido pela intelectualidade e pelas autoridades, de fazer avançar o progresso e a civilização no sertão.Em “Disputas e ocupação do espaço no oeste catarinense”, o leitor terá uma contextualização desse processo na região, especialmente na passagem do século XIX para o seguinte, período de disputas de divisas internacionais e interestaduais. Faz isso no intuito de evidenciar a grande corrida pela apropriação privada das terras consideradas devolutas. Nessa perspectiva, várias companhias colonizadoras, entre outros artifícios utilizados, fizeram uso da influência política de alguns de seus sócios, que, também beneficiários dessa apropriação, passaram a controlar grande parte das terras, por todo o oeste catarinense e, na sequência, procederam a sua venda.O avanço do processo de colonização gerou inúmeros problemas com as populações estabelecidas, indígenas e luso-brasileiras, marcando para sempre sua história, visto que elas foram excluídas do acesso a terra e, em geral, passaram a viver à margem da sociedade. Essa prática lembra, em sentido inverso, o caso analisado por Elias e Scotson (2000), que, ao estudar uma comunidade inglesa, em meados do século XX, mostraram como os estabelecidos de uma determinada aldeia se relacionavam com o grupo que nela havia chegado mais tarde, os outsiders ou os forasteiros. Por serem estranhos ao lugar, os estabelecidos entendiam que os de fora teriam menos direitos de cidadania na vida local. No jogo de poder cotidiano cada grupo se sentia julgado como diferente pelo outro. Na região estudada por Alceu Werlang, observa-se que esse jogo de poder teve na luta pela ocupação da terra o fio condutor. O fato de os indígenas e caboclos, em geral, possuírem o entendimento de que a terra tinha o valor de uso, e não comercial, favoreceu aos “forasteiros” se imporem aos estabelecidos. Com isso, os “estranhos” passaram a ser os que tradicionalmente habitavam as terras e os que vieram de fora se sentiam possuidores dos hábitos superiores da civilização e amparados pelas leis. Por isso, viam como legítima a ação de conquista da terra.O livro de Werlang coloca em evidência justamente o papel que as empresas colonizadoras desenvolveram nesse processo, em particular a Companhia Territorial Sul Brasil, mostrando que elas, ao se apropriarem das terras, redesenharam o espaço e interferiram profundamente na reocupação regional. As várias empresas que atuaram no antigo município de Chapecó, na primeira metade do século XX, mereceram atenção neste livro, mas pelo estudo específico da Sul Brasil se evidencia a forma de atuação dessas empresas. Os procedimentos adotados pela Sul Brasil, não apenas para consolidar o controle sobre a terra, mas principalmente para atrair os colonizadores, demonstram uma prática de dezenas de companhias colonizadoras que atuaram do vale do rio do Peixe até o extremo oeste catarinense.Nos capítulos de “Disputas e ocupação do espaço no oeste catarinense” o leitor encontrará uma fundamentação da trajetória histórica de definição de limites e da conquista privada da terra no oeste. O estudo feito a partir da análise da atuação de uma Companhia demonstra como pela influência e troca de favores políticos as empresas se apropriaram das terras e a partir disso promoveram a colonização. Fazer avançar a colonização era a forma para facilitar a comercialização das terras.O autor também evidenciou que, ao menos nas décadas iniciais desse processo, os colonizadores, principalmente teuto-russos e ítalo e teuto-brasileiros, em sua maioria procedente das antigas colônias do Rio Grande do Sul, enfrentaram diversas dificuldades, em especial relacionadas à falta de mercado para os produtos agrícolas.É preciso salientar também a utilização de fotografias que, além de enriquecer a análise desenvolvida, constituem-se em belas ilustrações do livro. De outra parte, também enriquece sobremaneira esta obra os diversos depoimentos orais de várias pessoas que protagonizaram o processo de colonização, pelos quais se evidenciam as tensões entre os diferentes grupos nele envolvidos.Esse estudo, mesmo se referindo à Companhia Territorial Sul Brasil, torna-se emblemático para entender a atuação das diversas companhias colonizadoras no Brasil meridional e, por conseguinte, da própria colonização.A sensibilidade do professor Alceu Werlang para tratar dessas questões confere ao livro um significado especial e permite um melhor entendimento da história do oeste, além de colocá-lo entre os pesquisadores dos temas afetos à região. Por isso, a sugestão da leitura de Disputas e ocupação do espaço no oeste catarinense.Prof. José Carlos RadinProfessor da Unoesc JoaçabaDoutor em História pela UFSC
A obra “Exclusão: um olhar para além da aparência” contempla grandes autores da área da filosofia e educação, buscando o pensamento sobre a diversidade do fenômeno da “exclusão” além do aparente, quebrando os dogmatismos de uma sociedade contemporânea, para compreensão do mundo. Partindo da concepção da “exclusão”, a obra se fragmenta em abordagens sociais, de forma que se contrapõem ao conceito de uma sociedade pós-moderna.“Se o modo de produção e consumo de mercadorias vigora como a única possibilidade da existência humana, no qual, portanto, todos nós, queiramos ou não, cientes ou não, estamos necessariamente ‘incluídos’, mais do que nunca é preciso pensar a ‘exclusão’ que tal modo de produção é capaz de impor àqueles que abarca. E pensar, de uma forma ou de outra, desde Platão, inclui perceber o quanto o meramente aparente pode ter de ilusório.” Conforme comenta Fausto dos Santos no prefácio da obra.O livro busca oferecer embasamento conceitual mais sólido para as pesquisas no campo das ciências humanas, bem como a articulação de uma rede categorial adequada para a compreensão e intervenção nos fenômenos sociais.Sobre os organizadores Avelino da Rosa OliveiraGraduado em Filosofia pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel), possui mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), doutorado em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pós-doutorado em Filosofia da Educação na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), onde leciona, na graduação, a disciplina de “Fundamentos Sócio-Histórico-Filosóficos da Educação”; no Programa de Pós-graduação em Educação (PPGE/FaE/UFPel), ministrou recentemente os seminários avançados “Karl Marx e as Pedagogias Críticas I e II”, Razão Crítica e Educação”, “Educação e Teorias da Exclusão social” e “A Filosofia de Marx e as Pedagogias Marxistas” (DINTER – Unioeste Francisco Beltrão) e orienta alunos de mestrados e doutorado. Participa como pesquisador do grupo de pesquisa Filosofia, Educação e Práxis Social (FEPraxiS – UFPel) e do Grupo Racionalidade e Formação (PUC-RS). Neiva OliveiraGraduada em Filosofia pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel), possui mestrado e doutorado em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e pós-doutorado em Filosofia da Educação na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professora associada da Universidade Federal de Pelotas (UFSC), onde leciona, na graduação, a disciplina de “Fundamentos Sócios-Histórico-Filosófico da Educação”; no Programa de Pós-graduação em Educação (PPGE/FaE/UFPel), ministrou recentemente os seminários Avançados “Paradigmas Filosóficos na Educação I e II”, “Razão Crítica e Educação” e “Tendências Teórico-Práticas da Pedagogia Social no Brasil” e orienta alunos de mestrado e doutorado. É líder de grupo de pesquisa filosofia, Educação e Práxis Social (FEPraxiS) e participa como pesquisadora no grupo Racionalidade e Formação (PUCRS) e no grupo interdisciplinar de pesquisa Jean-Jacques Rousseau (GIP-Rousseau – UFG).
Platão, quando jovem, começou a compor seus diálogos; neste tempo percorreu um caminho até chegar à República, onde começou a ver e se instalar no mundo de outra maneira. Os diálogos escolhidos neste livro (Íon, Eutífron, Hípias Menor, Protágoras, Mênon e Crátilo), dentre aqueles que o filósofo teria escrito ainda na sua juventude, podem nos dar uma amostra, ainda que parcial, do caminho percorrido por Platão. Para nós, bastará chegarmos às portas da cidade. Não nos interessa transpor seus muros. O combate à poesia se faz como uma característica determinante da filosofia. O livro fala sobre a autenticidade e a cronologia das obras de Platão e também prepara o leitor para ler as obras deste grande filósofo da antiga Grécia. No contraste com a linguagem poética, a filosofia determina contornos e constitui regras.